sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os ignorantes, os inteligentes e os sábios


Em razão da polêmica sobre um inciso do Projeto de Lei que procura proteger o patrimônio histórico do município, polêmica essa provocada por um cidadão, que inclusive não compareceu a Audiência Pública para discutir o assunto, preferindo aparecer ao final para saber o resultado, me fez lembrar um artigo escrito pelo professor Jean Carlos Neri de Paula, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, intitulado "Os ignorantes, os inteligentes e os sábios".


Observando o comportamento das pessoas, percebem-se três tipos de indivíduos: os ignorantes, os inteligentes e os sábios.
Os ignorantes representam aqueles que insistem no erro, pois, mesmo vivenciando situações adversas, não aprendem, visto que repetem suas ações e, conforme explica a ciência, chegam ao mesmíssimo resultado negativo, haja vista que, para se chegar a um efeito diferente, torna-se necessário agir de forma diferenciada.

Já os inteligentes são os que aprendem com seus erros e modificam seus gestos, alcançando benefícios com o ato de viver e aprender.

Com relação aos sábios, nota-se que eles aprendem sem passar pelos problemas, uma vez que valorizam a pesquisa, a leitura, o diálogo e a observação dos fatos, afinal não se faz necessário quebrar o nariz para se saber que isso não é agradável, assim como não é preciso se envolver com droga para descobrir o fim de quem se torna dependente. Como Sócrates, que dizia “só sei que nada sei”, o verdadeiro sábio não é aquele que pensa que sabe muito, mas quem reconhece que ainda tem muito a aprender.

Dessa forma, entende-se como relevante, em todos os momentos da vida, abandonar a ignorância, valorizar a inteligência e perseguir a sabedoria, tendo em vista a construção de uma sociedade mais evoluída.