segunda-feira, 16 de julho de 2018

Concurso para Seleção de Projetos Cinematográficos

Estão abertas as inscrições para o Concurso para Seleção de Projetos Cinematográficos – BNDES, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O edital tem objetivo de premiar 17 projetos cinematográficos no formato longa-metragem e 5 projetos cinematográficos no formato curta-metragem de animação, realizados por empresas produtoras cinematográficas independentes brasileiras. O concurso apresenta 7 categorias, que são: • Ficção Grupo I – R$ 1.000.000,00 para cada projeto, com limite de 2 projetos; • Ficção Grupo II - R$ 1.000.000,00 para cada projeto, com limite de 5 projetos; • Curta de Animação - R$ 200.000,00 para cada projeto, limite de 5 projetos; • Longa de Animação - R$ 1.500.000,00 para cada projeto, com limite de 2 projetos; • Documentário - R$ 500.000,00 para cada projeto, com limite de 4 projetos; • Coprodução América Latina - R$ 500.000,00 para cada projeto, com limite de 2 projetos de ficção, animação ou documentário; • Finalização - R$ 500.000,00 para cada projeto, com limite de 2 projetos de ficção, animação ou documentário. As inscrições irão até dia 15 de agosto e devem ser realizadas pelo formulário presente no site oficial (clique aqui para acessar).

quinta-feira, 12 de julho de 2018

MinC anuncia investimentos nas áreas de literatura, bibliotecas e museus

O MinC lançou, nesta terça-feira (3), o Programa Leitura Gera Futuro (#leituragerafuturo), que prevê investimento de R$ 6 milhões em três editais, voltados para a criação de bibliotecas digitais, a realização de feiras literárias e a publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil. No mesmo evento foi lançado, pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), a 4ª edição do Prêmio de Modernização de Museus, que vai garantir R$ 2,8 milhões em prêmios para iniciativas de modernização e preservação do patrimônio museológico brasileiro. No total, serão quase R$ 9 milhões investidos em setores até então carentes de recursos. Os editais estão disponíveis para consulta na área de editais do portal do Ministério da Cultura (MinC). Desde 2015, o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC não lançava editais.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

10ª Semana de Cinema (ex-Semana dos Realizadores) tem inscrições abertas

Estão abertas, até o dia 16 de julho, as inscrições para a 10ª Semana de Cinema (ex-Semana dos Realizadores), que acontecerá em novembro no Rio de Janeiro. Filmes de curtas, médias e longas-metragens, finalizados em 2017 ou 2018, devem preencher a ficha de inscrição online, no site do festival, fornecendo um link para visionamento da obra completa. Serão aceitas inscrições de longas-metragens com duração a partir de 60 minutos e curtas e médias-metragens de até 59 minutos. A lista de filmes selecionados será divulgada no mês de outubro.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Torcer ou não torcer pela seleção brasileira de futebol

Tenho visto algumas postagens, nas redes sociais, de pessoas reclamando de quem não torce pela seleção brasileira na Copa do Mundo. A principal justificativa é de que não se deve misturar futebol com política, também concordo que essa mistura não é saudável. Porém temos que observar que os políticos aproveitam da “cegueira” que o futebol promove e cometem barbaridades contra a população e gritamos gol, sem nos importar. Durante a Copa do Mundo realizada no México, em 1970 a grande dúvida, que incomodava a parcela da população brasileira que tinha consciência política e que, portanto, se posicionava contra a ditadura, era se deveria ou não torcer ou até mesmo assistir aos jogos da Seleção Brasileira de Futebol. A Seleção Brasileira de 1970 era a representante legítima do que havia de melhor no futebol brasileiro à época, diferentemente do que ocorre com a Seleção Brasileira dos dias de hoje. Nomes como Pelé, Rivelino, Tostão e Carlos Alberto Torres faziam a festa da torcida nos times em que jogavam aqui mesmo no Brasil. Não havia, como na Seleção de hoje, os jogadores chamados de “estrangeiros”. Todos jogavam no Brasil, o que criava grande empatia com o torcedor. Qualquer pessoa na rua dizia de cor a escalação do time, inclusive dos times onde cada atleta daquela seleção atuava. O futebol ainda não havia sido tomado de assalto pelas grandes marcas, pelos grandes anunciantes. Os atletas não tinham assinados contratos milionários, e se preocupavam mais em jogar bola do que com cortes de cabelo exóticos ou desfilar a bordo de carrões com roupas de gosto duvidoso. Portanto a grande contradição que havia entre torcer ou não pela “Seleção Canarinho” de 1970 não estava relacionada diretamente com a qualidade técnica daquele time, que, aliás, era magnífica. A contradição entre torcer ou não residia no fato de que aquela Seleção representava oficialmente o regime político do país comandado pela ditadura militar, ou seja, todo e qualquer sucesso do time era automaticamente transformado em dividendo político pela ditadura. Não foi a toa que o ditador Médici em pessoa levantou a taça da conquista da Copa do Mundo das mãos do próprio capitão da Seleção, Carlos Alberto Torres. O ditador Emílio Garrastazu Médici, aliás, torcedor fanático por futebol, fez questão de associar sua imagem pessoal à imagem da Seleção Brasileira, vencedora da Copa do Mundo. Esse é o grande perigo. O governo buscar méritos pela conquista e grande parte da população embarca nessa história. Ademais uma diferença gritante entre a seleção de 70 e a de hoje. Hoje, por exemplo, suas cores e sua marca mais conhecida, a CBF, são instantaneamente relacionadas pelo povo ao golpe que roubou a democracia do país e o jogou na pior crise política de sua história. Fica impossível dissociar a imagem de Neymar, principal jogador da Seleção atual, com a imagem de sonegador de impostos, ou mesmo da em vídeo gravado junto com o amigo Aécio Neves, apoiando a candidatura daquele que em sua campanha dizia que “combateria a corrupção”, mas foi flagrado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, além de ameaçar “matar antes da delação” o transportador da propina. A Seleção Brasileira de 1970 ainda era a uma seleção de futebol, a despeito de ter sido cooptada e controlada pela ditadura. Por pior que esse fato possa parecer, ainda dava para torcer por ela, valendo-se do argumento do futebol arte, do esporte enquanto cultura, do encantamento que aquele apanhado de jogadores muito acima da média exercia sobre o povo. A seleção brasileira de 2018 é a seleção das grande marcas, a seleção do selfie, a seleção da meritocracia individual, a seleção dos escândalos, a seleção que dá manchetes pelo penteado de um jogador, ou das idas e vindas de seu relacionamento amoroso, mas que pouca ou nenhuma manchete dá por conta daquilo que seria, em tese, sua razão de existir: o futebol. Não é uma seleção de futebol, é um grupo de representantes das marcas envolvidas no evento, meros anunciantes pagantes. Se for campeã o governo golpista abusará em tirar vantagens, o mesmo governo que reduz as perspectivas de aposentadoria, de emprego e até o salário mínimo enquanto perdoa dívidas ao imposto de Renda de jogadores que recebem mais de cem mil reias mensais. Finalmente, é bom lembrar que patriotismo não tem nada a ver com torcer ou não torcer pela vitória de um grupo de jogadores que representam uma corrupta instituição que é a CBF.

sábado, 30 de junho de 2018

Fest e Arte: Inscrições abertas.

O Fest & Arte foi criado para agitar a cena cultural da cidade do Rio de Janeiro, levando artistas selecionados no Brasil inteiro para se apresentar na cidade Maravilhosa! O projeto surgiu a partir do encontro da idealizadora do projeto, Kellys Kelfis, com o artista Zéu Britto, que ofereceu o palco do Armazém São Joaquim, em Santa Teresa, para que o primeiro Festival, inicialmente chamado FESTA – Festival de Esquetes de Santa Teresa, saísse do papel. Hoje, o evento expandiu seus horizontes e transformou-se no FEST & ARTE, que busca levar cultura a todos. Nas duas primeiras edições estive participando como jurado e na edição de 2017 fui um dos curadores do festival de curtas metragens. Na primeira edição, em dezembro de 2013, foram mais de 60 grupos teatrais inscritos de todo o Brasil. Foram selecionados, por meio de uma curadoria especializada, os 20 melhores espetáculos para se apresentarem nos dois dias de evento. A segunda edição, em 2014, com três dias de duração, fixou o Festival no mês de dezembro e contou com o apoio da prefeitura do Rio de Janeiro, que cedeu um espaço no Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo. Em 2017 tivemos quase 150 grupos inscritos, sendo um deles do Uruguai. O FEST & ARTE tem como finalidade incentivar a cultura, criação teatral, a formação de plateia, difundir valores culturais, artísticos, sociais e democratizar o acesso ao teatro e demais expressões artísticas, através de espetáculos concorrentes e convidados. O Festival ocorrerá no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas nos dias 07, 08, e 09 de dezembro de 2018. Acesse os editais clicando AQUI ​ ​

terça-feira, 19 de junho de 2018

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A viola está sendo reconhecida como patrimônio imaterial do Estado de Minas Gerais

A Secretaria do Estado de Cultura e o IEPHA, realizaram reunião solene no Circuito Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, no dia 14 de junho de 2018. O lançamento deste projeto foi na cidade de Santana dos Montes. VIOLAS DE QUELUZ EM DESTAQUE Berço das famosas Violas de Queluz, a cidade de Conselheiro Lafaiete esteve significativamente representada na festa da viola pelos descendentes das famílias Salgado (Valter Braga Braga de Souza, Leninha Salgado e Jorge) e Meirelles (Alcione Meirelles, Gracia Meirelles, Maria do Carmo, Reinaldo Meirelles e o luthier José Robert) herdeiros da tradição das violas em nossa cidade que tanto encantaram o imperador Dom Pedro II, quando por aqui passou. Estiveram também, representando a cidade O violeiro Rogério de Castro e seus alunos da Escola de Violas, a educadora e escritora Mariângela De Lourdes Silva, Luiz Otávio, Sônia Maria Cardoso e Claudionor Cerqueira Neto, pela Secretaria de Cultura e os poetas Osmir Camilo Gomes e Wagner, pela Liga Ecológica Santa Matilde (Lesma Poesia) e também o poeta Adílson Rodrigues Pereira, de Queluzito. Além de várias comitivas de toda a Minas Gerais, os lafaietenses foram amplamente saudados pelo Secretário do Estado de Cultura Angelo Oswaldo e pela presidente do IEPHA, Michele Arroyo, pela sua importância estratégica nesta caminhada. HISTÓRIA A viola, que chegou ao Brasil no período da colonização, foi tão bem acolhida em Minas que ganhou nomes, formatos, técnicas de fabricação e maneiras de tocar completamente personalizadas. O pesquisador Carlos Felipe Horta, estudioso da trajetória da viola no país, relata que, com o tempo, ela foi ganhando adeptos em todos os cantos do Estado e, por isso, acabou se transformando em um objeto tão representativo. “Tanto que nós temos a caipira, a nordestina, a de cocho, a de taquara e muitas outras. Mesmo quando o violão ganhou fama, a viola continuou sendo um instrumento considerado ideal para acompanhar o canto e se fazer serenatas, por exemplo”, completa. Com a popularidade em alta, explica o pesquisador, o instrumento passou a ser admirado não apenas pelas camadas populares, mas também pelas classes mais ricas. A ligação do instrumento às tradições em todo território mineiro levou o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) a elaborar um dossiê que foi apresentada ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural de Minas e entrou para o mesmo hall do Queijo Artesanal do Serro, a Comunidade dos Arturos de Contagem, a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte e das Folias de Minas. Ou seja reconhecida, definitivamente, como patrimônio mineiro. A presidente do Iepha, Michele Abreu Arroyo, afirma com certeza: “É uma tradição viva, a proteção dela e dos violeiros vai se tornar mais fácil por meio da construção de novas políticas públicas dirigidas a essa tradição. Parabéns atoda equipe do IEPHA que empenhou-se valorosamente nesta jornada de resgate cultural. Fonte: Facebook do Grupo Lesma