quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Brasília, Patrimônio Cultural da Humanidade


Em 1972, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – criou a Convenção do Patrimônio Mundial, para incentivar a preservação de bens culturais e naturais considerados significativos para a humanidade. O objetivo é permitir que o legado que recebemos do passado, e vivemos no presente, possa ser transmitido às futuras gerações.

O conceito de Patrimônio Cultural da Humanidade encerra o entendimento de que sua aplicação é universal. Os sítios do Patrimônio Mundial pertencem a todos os povos do mundo, independentemente do território em que estejam localizados.

Marco da arquitetura e urbanismo modernos, Brasília é detentora da maior área tombada do mundo – 112,25 km² – e foi inscrita pela UNESCO na lista de bens do Patrimônio Mundial em 7 de dezembro de 1987, sendo o único bem contemporâneo a merecer essa distinção.

O Patrimônio cultural de Brasília é composto por monumentos, edifícios ou sítios que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico, e a compreensão da sua preservação reafirma a necessidade de se executar políticas públicas capazes de assegurar a proteção desse patrimônio.

Palácio do Planalto
A inauguração do Palácio do Planalto foi um marco na história do Brasil, ocorrendo junto com a mudança, em 1960, da capital Federal do Rio de Janeiro para a recém-construída Brasília. Hoje o prédio é considerado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, e é a única obra contemporânea a receber o título.

Depois de quase meio século de sua construção, pela primeira vez - e sobre a responsabilidade do mesmo arquiteto responsável por sua projeção em 1960, Oscar Niemeyer –, o Palácio do Planalto, em Brasília, passou por uma restauração completa.

No projeto da reforma foram previstas mudanças na estrutura do prédio, como a troca das instalações das redes elétrica, hidráulica e sanitária, a restauração da fachada do prédio, instalação de um novo sistema de aproveitamento de águas e a modernização de toda a parte tecnológica.

Na obra foram gastos 111 milhões, enquanto a tal cidade administrativa do Aécio, custou aos cofres do Estado, 1 bilhão e duzentos milhões de reais.