quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Obra de Lima Barreto é reconhecida como Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro

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A obra literária de Afonso Henrique de Lima Barreto, escritor e jornalista, foi reconhecida como patrimônio cultural e imaterial do Estado do Rio de Janeiro, conforme a Lei 10.498/24, de autoria dos deputados Andrezinho Ceciliano (PT) e Dani Balbi (PCdoB). A lei, sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada no Diário Oficial em 12/09, prevê que o Poder Executivo apoie ações para valorizar e divulgar o legado de Lima Barreto.
Nascido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, Lima Barreto foi uma figura proeminente do pré-modernismo brasileiro. Negro, neto de uma escravizada alforriada e de origem humilde, perdeu a mãe aos seis anos e teve o pai, tipógrafo, como referência importante. Faleceu em 1922, aos 41 anos.
Sua primeira obra publicada foi “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), mas o romance mais aclamado é “Triste Fim de Policarpo Quaresma” (1915). Seus textos são marcados pelo realismo e por críticas sociais e políticas, abordando nacionalismo, desigualdade e racismo. Além de escritor, Lima Barreto atuou como jornalista no Correio da Manhã e Jornal do Comércio.

Fonte: @estudantesninja

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Orquestra Filarmônica de Varginha se apresenta no Theatro Capitólio

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A Orquestra Filarmônica de Varginha  apresenta o 7º Concerto da Temporada 2024 – CEMIG. O espetáculo, com a participação também do Madrigal,  acontece no dia 22/09, às 10h30, no Theatro Capitólio, em Varginha (MG).

O repertório selecionado para o encontro, terá,  entre instrumentos e vozes: Cinco Miniaturas Brasileiras, de Edmundo Villani-Côrtes; Atlas das Cores, de Gabriel Cesário; Herzliebster Jesu, was hast du (coro à capela), de Johann Sebastian Bach; Atlântico Sul, de Marcos Lucas; e a Missa em Si Bemol, de José Maurício Nunes Garcia.



 

Filme baiano traz a cegueira como metáfora para o Brasil de Bolsonaro

Imagem: Divulgação

Figurando na seleta lista da Academia Brasileira de seis finalistas para representar o Brasil no Oscar, "Saudade Fez Morada Aqui Dentro" estreia nas salas de cinemas nesta quinta-feira, 19 de setembro, em salas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Vitória da Conquista, Fortaleza, Maceió, Recife, Florianópolis e Brasília, já com um currículo excepcional, após conquistar prêmios nacionais, como o Prêmio Netflix, na Mostra de SP, e internacionais, no Festival Mar del Plata.

Filmado e ambientado no interior da Bahia, parte da história de um adolescente que, aos poucos, vai ficando cego, para criar uma metáfora da resistência.

Filmado com jovens não-atores do sertão, o filme nasceu como metáfora da cegueira no Brasil de Bolsonaro.

Fonte: Revista Fórum 

Seis filmes brasileiros disputam uma vaga no Oscar.

 Imagem: Reprodução


A Academia Brasileira de Cinema divulgou nesta segunda-feira (16) a lista com os seis filmes brasileiros que vão concorrer a uma vaga para representar o Brasil na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025.

Os seis filmes foram pré-selecionados de uma lista com 12. A obra escolhida para representar o Brasil no Oscar 2025 será anunciada na próxima segunda-feira (23).

Os seis filmes selecionados são:

  • "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles
  • "Cidade; Campo", de Juliana Rojas
  • "Levante", de Lillah Halla
  • "Motel Destino", de Karim Ainouz
  • "Saudade Fez Morada Aqui Dentro", de Haroldo Borges
  • "Sem Coração", de Nara Normande e Tião
"Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, é considerado o favorito, visto que o longa conquistou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza e foi ovacionado nos Festivais de Veneza e Toronto, o que gerou uma série de elogios da imprensa internacional.

Fonte: Revista Fórum/Antonio Almeida, o blog


domingo, 15 de setembro de 2024

Rayssa Leal é bicampeã mundial de skate street

Imagem: Reprodução


Duas vezes medalhista olímpica e agora duas vezes campeã mundial. Este é o currículo da maranhense Rayssa Leal, que conquistou o bi do mundo neste sábado (14), durante o campeonato mundial de skate street, em Roma, na Itália.

Para sair com o título, Rayssa precisou de uma grande manobra, que garantiu a virada no final da competição. A skatista de 16 anos competiu contra outras sete atletas na decisão, todas elas japonesas. A brasileira foi campeã do mundo também em 2022.

Agora, na primeira competição após os Jogos Olímpicos de Paris, Rayssa mostrou grande forma. No skate street, a disputa se inicia com cada atleta tendo direito a duas voltas dentro de um percurso, onde vale a melhor nota entre essas duas tentativas. A brasileira teve as duas melhores notas entre todas as competidoras, registrando primeiro um 86,44 e depois um 88,43 (nota que carregou para a continuação da final).

A segunda parte da competição consiste em manobras únicas. Cada atleta tem direito a cinco tentativas e as duas melhores notas entram para o somatório. Nesta fase, Rayssa encontrou uma adversária ferrenha: Momiji Nishiya - ouro nos Jogos de Tóquio - emendou boas manobras em sequência, alcançando a maior nota única entre todas as finalistas, um 94.88. Com isso, pulou para a liderança, já que Rayssa não conseguiu completar as manobras nas duas primeiras tentativas.

PONTUAÇÃO

Nas duas seguintes, no entanto, a brasileira encaixou boas performances e pontuou alto, primeiro com um 88,14 e depois um 93,99, que a fez superar Nishiya em sua penúltima tentativa. Restando apenas uma tentativa para cada atleta, somente Nishiya ainda tinha chances de tirar o título de Rayssa. No entanto, ela falhou em sua última manobra e a brasileira confirmou a conquista.

O feito de Rayssa chama a atenção porque ela competiu contra sete atletas do país considerado a maior potência na atualidade. Para se ter uma ideia, as duas edições do skate street em Jogos Olímpicos terminaram com vitória japonesa. Tanto em Tóquio quanto em Paris, Rayssa (prata em 2021 e bronze em 2024) foi a intrusa em pódios formados somente com atletas do Japão. Aliás, as quatro japonesas que estiveram nesses pódios (Momiji Nishiya, Funa Nakayama, Coco Yoshizawa e Liz Akama) também estavam presentes na final deste sábado.

Fonte: Jornale






 

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Juiz devolve ao MP processo que livrou Carlos Bolsonaro

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Juiz reclamou da falta de vários pontos na denúncia que a tornaram obscura e mandou que fosse refeita sem as omissões

O juiz Thales Nogueira Cavalcanti Venancio Braga determinou que a denúncia que envolveu todo o escritório de Carlos Bolsonaro num esquema de rachadinha, menos o chefe, seja devolvida ao Ministério Público.

O juiz encontrou inconsistências flagrantes na denúncia, inclusive a falta de partes do processo, curiosamente aquelas que poderiam incriminar Carlos, como os pagamentos de seu plano de saúde por nove anos.

O esquema teria funcionado durante 19 anos e movimentado mais de R$ 2 milhões, mas, segundo o promotor que ofereceu a denúncia, Alexandre Murilo Graça, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, do MP, envolveu apenas funcionários e ex-funcionários de Carlos Bolsonaro, mas Carlos não apenas não sabia do que funcionava em seu gabinete como não teria se beneficiado dele.

A falta de indiciamento do filho 02 de Bolsonaro causou  perplexidade em setores do Tribunal de Justiça do Rio e do próprio MP.

Com a devolução da denúncia ao MP para as devidas correções, dificilmente Carlos Bolsonaro ficará de fora da acusação de ter se beneficiado do esquema de peculato conhecido como rachadinha, que teria começado em 2005, com sua madrasta Ana Cristina Valle, que também sequer é citada na denúncia.

Matéria completa na Revista Fórum

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Socorro Lira canta Carolina Maria de Jesus

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A cantora e compositora paraibana Socorro Lira acaba de lançar o álbum “Dá-me as Rosas – A poesia de Carolina Maria de Jesus na música de Socorro Lira”.


 O titulo do álbum já serviria como um excelente cartão de visitas. De um lado, trata-se do 16º álbum de uma das maiores cantoras brasileiras que ainda se interessam em desvendar o Brasil profundo. De outro, da escritora Carolina Maria de Jesus, autora de, entre outros “Quarto de Despejo”, ela própria protagonista e narradora das lutas do nosso povo.

Entre rimas e textos desconcertantes e arranjos impecáveis e camerísticos de Cíntia Zanco, integrante e arranjadora da Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, Lira empresta sua voz em melodias modernas, criativas e, ao mesmo tempo extremamente ligadas às expressões mais caras como o jongo, o samba e o coco.

Além disso, o álbum conta com as participações especiais da cantora moçambicana Mingas, das Clarianas e de Célia Sampaio, a “dama” do reggae maranhense. Na textura sonora, estão alguns dos mais talentosos músicos estudiosos da nossa cultura popular:

Cássia Maria e André Rass nas percussões, Cintia Zanco no violino, Aline Gonçalves nos sopros, Lua Bernardo no baixo, Giovanni Matarazzo no violão e Mariô Rebouças no piano. No coro, Alldry Eloise e Fabrício Mascate.

Socorro Lira tem 22 anos de carreira na música. Nasceu na Paraíba e vive em São Paulo desde 2004. Compositora, cantora, escritora e produtora cultural, sua discografia inclui agora 16 álbuns, 1 DVD e vários singles disponíveis nas plataformas digitais. Entre suas parcerias, estão nomes como Chico César, Jorge Ribbas, Ná Ozzetti, Ricardo Vignini, Swami Jr. Foi premiada como melhor cantora regional (2012) no Prêmio da Música Brasileira, sendo indicada, em 2016 e 2017, na mesma categoria.

Na literatura, seu lançamento mais recente é o romance Falar dos Meus Amores Invisíveis (2020). Como produtora, criou vários projetos culturais, como o Espaço Mata Branca em sua cidade natal, Brejo do Cruz, Paraíba, e o Prêmio Grão de Música, que destaca a canção de um Brasil com pouca visibilidade comercial.

A artista faz do seu trabalho uma plataforma para projetos que reivindicam espaço para as vozes das mulheres. Entre os anos de 2017 e 2018, Socorro Lira musicou cento e dois (102) poemas de dez escritoras brasileiras, são mulheres que viveram, escreveram e publicaram entre os séculos XVIII e XX no Brasil, deixando um legado importante, mas ainda pouco ou nada reconhecido, pela crítica e pelo público em geral.

Fonte: Revista Fórum