domingo, 30 de janeiro de 2011

Brasil presidirá Conselho de Segurança


O Brasil assumirá a presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (1/2) e irá comandar o grupo durante o mês de fevereiro. O posto é rotativo e sempre ocupado por um dos 15 membros do órgão. Há anos, o Brasil tenta ocupar um assento permanente no conselho e defende sua reforma. Ao assumir o comando, o objetivo é ampliar os debates para as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo.

As informações são confirmadas pelas Nações Unidas. No dia 11 de fevereiro, o Brasil promoverá um debate sobre as questões paz, segurança e desenvolvimento. O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, deverá participar das discussões. Na ONU, o Brasil é representado pela embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti. De acordo com diplomatas que acompanham as discussões nas Nações Unidas, o momento é de observar com atenção o que ocorre no Kosovo, no Congo e em Guiné Bissau, além dos efeitos do plebiscito no Sudão.

No ano passado, em sessão das Nações Unidas em nome do governo brasileiro, o então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a reforma urgente da atual estrutura do Conselho de Segurança. Criado em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, o formato do órgão estabelece que cinco países tenham assento permanente e dez ocupem provisoriamente, por dois anos, as vagas.

Uma das propostas em discussão é que, entre os seus integrantes permanentes, sejam incluídos mais dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África. Atualmente, são integrantes permanentes do conselho os Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra. Já o Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda são membros rotativos no órgão, com mandato de dois anos.

É o Conselho de Segurança das Nações Unidas que autoriza a intervenção militar em um dos 192 países-membros da organização e também que estabelece sanções - como ocorreu com o Irã, em junho. Os conflitos e crises políticas são analisados pelo conselho, que define sobre o envio e a permanência de militares das missões de paz. Em junho de 2010, Brasil e Turquia, que integram o Conselho de Segurança das ONU, votaram contra as sanções ao Irã. O Líbano se absteve da votação, mas 12 países foram favoráveis às restrições. Para a comunidade internacional, o programa nuclear do Irã é suspeito de produção secreta de armas atômicas. Os iranianos negam.

As informações são da Agência Brasil.

Casca de banana pode despoluir água


“Yes, nós temos banana!” Engana-se quem pensa que esta fruta tropical serve apenas para matar a fome e é rica em potássio e fibras. A casca da banana, esnobada por muitos, tem um valor inimaginável.

Um projeto da doutoranda da Ufscar (Universidade Federal De São Carlos, no interior de São Paulo) Milena Boniolo demonstra que a partir de um pó feito com a casca da fruta, é possível descontaminar água com metais pesados.

Boniolo teve a ideia após assistir uma reportagem sobre o desperdício da fruta no Brasil. “Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes”, diz em entrevista para a Folha.com.

A pesquisadora já trabalhava com estratégias de despoluição da água, porém todos os métodos sempre foram muito caros, como as nanopartículas magnéticas, inviabilizando o uso em pequenas e médias indústrias.

Como a casca da banana tem pouco interesse comercial, existem empresas dispostas a até doá-las. “O volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas”, afirma Boniolo.

O método de despoluição se baseia no seguinte princípio: os opostos se atraem, pois na casca da banana existe grande quantidade de moléculas carregadas com carga negativa. Elas atraem os metais pesados, positivamente carregados.

“Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil“, diz a pesquisadora. As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. O material é triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes. O resultado é um pó extremamente fino, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.

Já em laboratório, o índice de descontaminação foi de 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Logo, se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a altos níveis de “limpeza”.

O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio, mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel, muito usados na indústria.

Boniolo ganhou o Prêmio Jovem Cientista e recebeu convite para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra.

Fonte : Site Esse tal Meio Ambiente

Recordação


Problemas surgidos ontem (sábado) me impediram de postar o Sábado Recordação, que vai hoje.


Maysa Figueira Monjardim, mais conhecida como Maysa Matarazzo ou simplesmente Maysa (6 de junho de 1936 — 22 de janeiro de 1977), foi uma cantora, compositora e atriz brasileira. Ao longo da sua carreira imortalizou uma discografia com mais de 25 títulos. Cristalizou uma das mais brilhantes, sensíveis e belas obras da Música Popular Brasileira. É considerada pela crítica especializada e por grande parte do público como uma das melhores cantoras da história da MPB.

As composições e as canções foram escolhidas de maneira a formar um repertório sob medida para o seu timbre, que não era o de uma voz vulgar, pelo contrário, possuía um viés melancólico e triste, que se tornou emblemático do gênero fossa ou samba-canção.

Ao lado de Maysa, destacam-se Nora Ney, Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado ao bolero, pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba-canção (surgido na década de 1930) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 1950, em 1958), com o qual Maysa também se identificou. Mas este último representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas com a bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do bolero.

Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 30 canções, numa época em que havia poucas mulheres nessa atividade. Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão, sendo um dos maiores nomes da canção intimista. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva. Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), e de Ne Me Quitte Pas (10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas edições do programa Fantástico da Rede Globo.

Todo este característico Estilo Maysa, influenciou ao menos meia dúzia de sua geração, e principalmente a geração posterior a sua. Este Estilo Maysa se tornou notável em cantores e compositores, como: Ângela Rô Rô, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Simone e também Cazuza e Renato Russo.

Celebrizaram-se as canções: Ouça, Meu Mundo Caiu, Tarde Triste, Resposta, Adeus, Felicidade Infeliz, Diplomacia e O Que? (todas de sua autoria) e mais: Ne Me Quitte Pas, Chão de Estrelas, Dindi, Por Causa de Você, Se Todos Fossem Iguais a Você, Eu Sei Que Vou Te Amar, Eu Não Existo Sem Você, Suas Mãos, Bouquet de Izabel, Bronzes e Cristais, Bom Dia Tristeza, Noite de Paz, Castigo, Fim de Caso, O Barquinho, Fim de Noite, Meditação, Alguém me Disse, Cantiga de Quem Está Só, A Felicidade, Manhã de Carnaval, Hino ao Amor (L'Hymne a L'Amour), Demais, Preciso Aprender a Ser Só, Canto de Ossanha, Tristeza, As Mesmas Histórias, Dia das Rosas, Se Você Pensa, Pra Quem Não Quiser Ouvir Meu Canto, Light My Fire, Chuvas de Verão, Bonita, As Praias Desertas, Bloco da Solidão, Tema de Simone e Morrer de Amor.

Decisão da Justiça já repercute


Transcrevo e-mail distribuído por Marília Noronha, da ONG Nova Cambuquira e dois comentários em resposta.

"Aos interessados

O juiz de Cambuquira ,deu a sentença sobre o processo do Dr. Marco Antonio Felix,que pedia a entrada da COPASA em nossa cidade.
Rejeitou a entrada da COPASA em Cambuquira,e deu a municipalidade o direito de tratar sua água pelo SAAE,escolha anteriormente feita pela população,e que preserva assim a soberania do povo,e mais que isso além de termos o saneamento instalado,teremos um custo de manutenção muito menor.
Aos que acompanham a privatização em vários setores mineiros,entendem que termos o risco de nossa água da Serra ser privatizada ,seria uma questão de tempo,já que a própria Assembléia do Estado,declarou que a COPASA é privatização branca, o que por declarações do ex presidente da referida entidade, será o saneamento privatizado em todo país em breve.
Não preciso explicar o que isso quer dizer,o fato de um país estar cedendo seus aquíferos para estrangeiros.
Quanto a Prefeitura Municipal,a mesma já dispoe da verba,através da FUNASA,e deverá instalar a primeira ETA e dar andamento em um máximo de um ano,podendo sofrer consequencias,multas,em se tratando de atraso no cronograma de obras.
Apesar da pouca conscientização,esta cidade vem dando exemplo para a região, de cidadania e soberania sobre seus bens mais preciosos.
Ao Prefeito nossa admiração por aceitar o desafio de instalação do SAAE,em respeito a seu povo!
Ao Juiz de Direito,Dr. Márcio Bemfica,nossa admiração,pela lisura e imparcialidade!
Marilia Noronha"

PARABÉNS, POVO DE CAMBUQUIRA! VCS ESTÃO DANDO UM VERDADEIRO BAILE DE CIDADANIA NO RESTANTE DO CIRCUITO DAS ÁGUAS.
GRATO, SR PREFEITO, MM JUIZ E QUERIDA AMIGA MARÍLIA NORONHA, DIGNA REPRESENTANTE DA VONTADE E ESPÍRITO DE LUTA DO POVO DE CAMBUQUIRA! VCS VENCERAM NÃO SÓ A COPASA, MAS TODO O GOVERNO DE MINAS! LUTAR CONTRA UMA EMPRESA É UMA COISA... CONTRA UM GOVERNO E SUA ESTRUTURA, NÃO ACOSTUMADA A PERDER, É OUTRA, COMPLETAMENTE DIFERENTE!
PORTANTO........ VIVA CAAMBUQUIRA!!!!!!!! VIVA O SAAE!!!!! E......... ABAIXO A COPASA!!!!!
Gabriel Junqueira
Eng. Geólogo/Hidrogeólogo


Parabéns, Marília Noronha!
Parabéns sr. Juiz de Cambuquira dr. Márcio Bemfica!
Parabéns sr. prefeito de Cambuquira!
Parabéns a todo o povo desta simpática cidade, onde jorra a melhor água do mundo!
Como franciscano sinto-me feliz ao saber que a água de Cambuquira não é propriedade de ninguém, mas é "irmã" de todo o povo de Cambuquira!
Saudações franciscanas de
Frei Alamiro.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Jukebox em BH



Local: Av. Prudente de Morais 167
Cidade Jardim Belo Horizonte | MG

Fonte: Cambuquira Online

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Justiça decidiu: Cambuquira terá SAAE para tratar a água


A decisão da Justiça publicada hoje deu a Prefeitura o direito de escolher quem fará o tratamento da água em Cambuquira, assim o SAAE junto com a Funasa iniciará a construção da Estação de Tratamento de Água na cidade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

JORNAL DE BH DENUNCIA E COLOCA SOB SUSPEITA COPASA E JUSSARA MENICUCCI


Em um ano, Copasa legitimou por convênio fraude equivalente a 50% de sua movimentação financeira; governo de MG nada fez

Diante da premiada impunidade, vem de forma exponencial aumentando nas empresas do governo de Minas iniciativas que possibilitam e facilitam a prática de fraude em licitações.

Exemplo desta promíscua prática é a utilização permanente pela Copasa de um modelo para contratação e execução de obras que deveria ser utilizado de maneira excepcional e raro, denominado “convênio”, no qual a Copasa delega aos municípios onde opera os sistemas de água ou esgoto, a realização de licitações e execução das obras que ela teria que realizar. Tudo em contra-mão à lógica da existência da própria empresa, pois o principal motivo alegado para a entrega dos sistemas de água e esgoto à Copasa pelos diversos municípios mineiros é a inexistência de condições operacionais das prefeituras.

De posse dos “convênios”, os prefeitos dão início as mais variadas e corruptas práticas possíveis, não sendo raro que empreiteiras com “prestígio” junto ao governo, a exemplo da Global Engenharia, cheguem nos municípios com os convênios já assinados pela diretoria da Copasa, negociando com os prefeitos apenas a comissão a ser paga.

Nas licitações realizadas pelas prefeituras tudo é permitido. As empresas combinam preços, fazem editais dirigidos, enfim, longe do alcance de qualquer fiscalização, fazem o que querem.

Exemplo desta situação é o convênio celebrado com o município de Lavras no valor de CR$ 20 milhões que no Edital 011/2006 gerou uma licitação ao dobro do convênio assinado entre o município e a Copasa, ou seja CR$ 42,7 milhões. Como poderia a prefeitura, em desobediência à lei de licitações, contratar uma obra sem indicar a fonte de recursos?

Sem qualquer pudor, a prefeitura dirigiu o edital que inclusive tornou-se motivo de contestação judicial. Não é por outro motivo que 60% das obras em execução no Estado estão paralisadas, pois o dinheiro “acabou”.

A situação de Lavras não é exceção. Ela se repete em quase 60% dos municípios mineiros operados pela Copasa. Em valores, no último ano, estes “convênios” representaram mais de 50% do valor da movimentação financeira da empresa.

Os empecilhos que existiam a esta prática foram removidos com o afastamento do departamento jurídico da empresa, sua terceirização através de um reconhecido contrato imoral. A situação na Copasa é tão grave que servidores de carreira da empresa tem se recusado a assinar documentos que, por incrível que pareça, continuam a tramitar sem sua assinatura.

A assessoria de imprensa da empresa, ao ser consultada, nada responde, como se nenhuma satisfação tivesse a dar. A versão interna corrente na Copasa é que a atual direção faz o que quer, pois a orientação é clara: “atender a quem financiou a campanha daqueles que indicaram os diretores”.

Mais uma vez, o Ministério Público tudo presencia e nada faz. Parte da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) igualmente.


TEXTO PUBLICADO E ASSINADO PELO JORNALISTA GERALDO ELISIO DO JORNAL NOVO JORNAL DE BELO HORIZONTE