sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Saiba quem foi Brilhante Ustra, ídolo de Bolsonaro e um grande homem segundo Mourão

 Imagem: Sérgio Lima/Folhapress


Sessões de torturas em centenas de pessoas que aconteceram em São Paulo, no Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), sob o comando do coronel Ustra na ditadura militar, período em que foram contabilizadas 434 mortes  e desaparecimentos no país, segundo a Comissão Nacional da Verdade.

Em 2013, quando foi depor na Comissão Nacional da Verdade, décadas após o fim da ditadura, Ustra mostrou sua faceta dissimulada e mentirosa ao afirmar que não houve mortes dentro das instalações que comandava.

“[O Doi-Codi] foi um organismo de repressão política construído pela ditadura que misturava agentes da polícia civil, da polícia militar e do Exército com uma certa informalidade e agilidade necessária para que eles pudessem agir com a intensidade e brutalidade que agiram. O principal instrumento utilizado foi a tortura das pessoas que eram presas suspeitas,  envolvidas com a luta armada ou que tinham algum contato com elas. E são muitos os relatos que envolvem o nome do comandante Ustra na condução dessas torturas”, explica José Carlos Moreira da Silva, professor de Direito da PUC-RS.

Sob o comando de Ustra, o terror da tortura não poupou nem crianças.

“Neste caso da família Teles, que é um caso terrível porque os pais do Edson Teles e da Janaina Teles, na época o Edson tinha 4 anos de idade e a Janaina 9, eles foram torturados brutalmente e os filhos foram levados até as dependências do Doi-Codi e viram as pessoas torturadas e seus pais machucados. Num primeiro momento não os reconheceram. Eles ficaram ali durante um tempo sem a presença de nenhum parente e nenhuma pessoa conhecida sendo utilizados como moeda de troca para que os pais, a Amelinha Teles e o César Teles, pudessem falar o que eles [torturadores] queriam ouvir”, disse o professor e membro da ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia).

O caso da tortura da família Teles, em 2008, deu origem à primeira condenação que confirmou como torturador o chefe do Doi-Codi e herói do Bolsonaro. O Brasil é signatário de acordos internacionais que condenam a prática da tortura desde o final da Segunda Guerra Mundial, com a assinatura da Convenção de Genebra. Por isso, as atrocidades comandadas por Ustra e exaltadas por Bolsonaro também eram ilegais, independentemente de quem eram ou o do que fizeram os torturados.

Membro da Comissão da Anistia por mais de dez anos, julgando casos de perseguidos políticos e pessoas que foram presas na ditadura militar, o jurista Prudente Mello tomou conhecimento de centenas de processos que apontavam o coronel Ustra como um dos principais agentes da tortura na ditadura militar.

"Era muito comum ouvir das pessoas que passavam por lá [comissão da anistia], que foram torturados, reportando sobre o coronel Brilhante Ustra e as práticas de tortura que ele foi responsável. Os relatos ao longo dos processos de pessoas torturadas dão conta disso. Realmente não tem como esconder ou tentar invisibilizar este personagem que foi um personagem triste na história do Brasil. Nós temos que aprender com os erros que foram praticados e cometidos até mesmo para que eles não voltem a se repetir”, disse.

A atriz Bete Mendes foi uma das vítimas do ídolo do Bolsonaro:

"Fui seqüestrada. presa e torturada nas dependências do DOI-Codi do II Exército, onde o major Brilhante Ustra (dr. Tibiriçá) comandava sessões de choque elétrico, pau-de-arara, 'afogamento', além do tradicional "amaciamento” na base dos 'simples' tapas, alternado com tortura psicológica. Tive sorte, reconheço, senhor ministro: depois de tudo, fui julgada e considerada inocente em todas as instâncias da Justiça Militar, que, por isso, me absolveu; e aqueles inocentes, como eu, cujos corpos eu vi, e que estão nas listas de desaparecidos?” declarou.

Quando morreu, em outubro de 2015, o coronel Ustra morava em uma casa de alto padrão em uma área nobre de Brasília.


30° Cine Ceará anuncia os selecionados para as Mostras Competitivas

 Foto: Las Buenas Intenciones, filme argentino premiado nos festivais de Havana e Sán Sebastian



O 30º Cine Ceará anunciou os 7 filmes selecionados para a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e os 15 que vão compor a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem. Devido à pandemia de covid-19, a exibição será em formato presencial em Fortaleza e online no Canal Brasil - no serviço de streaming Canais Globo.

Foram escolhidos sete longas-metragens inéditos no Brasil, sendo cinco com passagens por importantes festivais do mundo e dois brasileiros em première mundial. Dos oito diretores da mostra, quatro são mulheres, com destaque para o premiado A Meia Voz (La Media Voz), de Patricia Pérez Fernández e Heidi Hassan, documentário autobiográfico vencedor de um dos principais festivais de documentário do mundo, o IDFA, na Holanda, e que conquistou também o prêmio de melhor filme no Festival de Havana, e de direção, no Festival de Málaga.

Outro longa reconhecido internacionalmente que está na lista é a coprodução Chile-Espanha-França-Alemanha Branco no Branco (Blanco en Blanco), de Théo Court, que garantiu prêmios nos festivais de Veneza, Toulouse, Havana e Minsk (Bielorrússia). Já o documentário Era Uma Vez na Venezuela (Érase una vez en Venezuela), de Anabel Rodríguez, coprodução Venezuela-Reino Unido-Áustria-Brasil, passou pelos festivais de Sundance, Miami, Venezuela, Toronto e pelo HotDocs (Canadá), e chega agora ao Brasil. Assim como o argentino As Boas Intenções (Las Buenas Intenciones), de Ana García Blaya, exibido no Festival de Toronto e vencedor de prêmios nos festivais de San Sebastián e Havana.

Representando o Brasil está o longa A Morte Habita à Noite, de Eduardo Morotó, que terá sua primeira exibição no país, depois de participar do Festival de Rotterdam. Além de dois filmes em première mundial, o documentário Nazinha Olhai Por Nós, de Belisario Franca (“Menino 23”), coprodução GloboNews e Globo Filmes sobre presidiários que aguardam um indulto para celebrar o Círio de Nazaré, e a ficção Última Cidade, de Victor Furtado, do Ceará. A curadoria da competitiva de longas ficou a cargo de Margarita Hernandez, diretora de programação do evento. O cineasta Wolney Oliveira é o Diretor Executivo do festival desde 1993.

Para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem os curadores Mariana Medina e Telmo Carvalho selecionaram 15 filmes dentre os 900 inscritos. Foram escolhidos representantes de nove estados do Brasil, dos 25 que enviaram seus curtas. Entre os filmes, estão dois pernambucanos, o premiado Inabitável, de Matheus Farias & Enock Carvalho, com Luciana Souza (“Bacurau”) e A Nave de Mané Socó, de Severino Dadá. Os cearenses A beleza de Rose, de Natal Portela, e o documentário Não te amo mais, de Yasmin Gomes, também concorrem.

Representando o Rio De Janeiro estão Nós, de Hugo Moura e Ricardo Burgos, e o documentário O Babado da Toinha, de Sérgio Bloch. De São Paulo participam os filmes 5 estrelas, de Fernando Sanches, A volta pra casa, de Diego Freitas, com Lima Duarte, e Desaparecido, de Gabriel Calamari. Do Rio Grande do Sul estão na disputa o experimental Magnética, de Marco Arruda e Vista para dias nublados, de Ana Luísa Moura. Completam a lista o documentário O sal da vida, de Danilo Carvalho, do Piauí, O Barco e O Rio, de Bernardo Ale Abinader, do Amazonas, Parabéns a Você, de Andreia Kaláboa, do Paraná, e o paraibano Quitéria, de Tiago A Neves, premiado em diversos festivais.


LISTA DOS SELECIONADOS

OS LONGAS DA COMPETITIVA IBERO-AMERICANA

A Meia Voz (A Media Voz). Direção: Patricia Pérez Fernández e Heidi Hassan. Documentário. 80 min. Espanha-França-Suíça-Cuba. 2019. Livre. Première Brasil

A Morte Habita à Noite. Direção: Eduardo Morotó. Ficção. 94 min. Brasil. 2020. 12 anos. Première Brasil

Última Cidade. Direção: Victor Furtado. Ficção. 70 min. Brasil. 2020. Livre. Première Mundial

Branco no Branco (Blanco en Blanco). Direção: Théo Court. Ficção. 100 min. Chile-Espanha-França-Alemanha. 2019. 12 anos. Première Brasil

Era uma vez na Venezuela (Érase una vez en Venezuela). Direção: Anabel Rodríguez. Documentário. 90 min. Venezuela-Reino Unido-Áustria-Brasil. 2020. 12 anos. Première Brasil

As Boas Intenções (Las Buenas Intenciones) Direção: Ana García Blaya. Ficção. 83 min. Argentina. 2020. Livre. Première Brasil

Nazinha Olhai Por Nós. Direção: Belisario Franca. Documentário. 87min. 2020. Brasil. 12 anos. Première Mundial

OS CURTAS DA COMPETITIVA BRASILEIRA

5 estrelas. Direção: Fernando Sanches. Ficção. 15 min. São Paulo. 2020.

A beleza de Rose. Direção: Natal Portela. Ficção. 20 min. Ceará. 2020.

A Nave de Mané Socó. Direção: Severino Dadá. Ficção. 18 min. Pernambuco. 2019.

A volta pra casa. Direção: Diego Freitas. Ficção. 16 min. São Paulo. 2019.

Desaparecido. Direção: Gabriel Calamari. Ficção. 21 min. São Paulo. 2020.

Inabitável. Direção: Matheus Farias & Enock Carvalho. Ficção. 20 min. Pernambuco. 2020.

Magnética. Direção: Marco Arruda. Experimental. 16 min. Rio Grande do Sul. 2020.

Não te amo mais. Direção: Yasmin Gomes. Documentário. 10 min. Ceará. 2020.

Nós. Direção: Hugo Moura e Ricardo Burgos. Ficção. 9 min. Rio de Janeiro. 2019.

O Babado da Toinha. Direção: Sérgio Bloch. Documentário. 13 min. Rio de Janeiro. 2020.

O Barco e O Rio. Direção: Bernardo Ale Abinader. Ficção. 17 min. Amazonas. 2020.

O sal da vida. Direção: Danilo Carvalho. Documentário. 3 min. Piauí. 2020.

Parabéns a Você. Direção: Andreia Kaláboa. Ficção. 19 min. Paraná. 2019.

Quitéria. Direção: Tiago A Neves. Ficção. 14 min. Paraíba. 2019.

Vista para dias nublados. Direção: Ana Luísa Moura. Ficção. 11 min. Rio Grande do Sul. 2019.





O que é ser de esquerda


O QUE É SER DE ESQUERDA?
Ser de esquerda não é votar no João ou no Mário. É votar no ideal de fraternidade e solidariedade que João e Mário carregam.
A esquerda não é contra o empresário. A esquerda é contra o desrespeito aos direitos trabalhistas.
A esquerda não é contra a família tradicional. A esquerda apenas tem a consciência de que famílias diferentes da tradicional também são famílias e merecem ter seus direitos protegidos.
A esquerda não quer que você ou seu filho sejam gays. Só quer que vocês respeitem o direito daqueles que são.
A esquerda não está a favor do aborto. E sim, de amparar a mulher na escolha de se quer ter um filho ou não.
A esquerda não está contra os ricos. Mas contra os que acham que têm mais direitos do que os pobres.
A esquerda não é contra a fartura. A esquerda é contra a fome.
A esquerda não defende bandidos. Defende direitos humanos. Se você é humano, nós defenderemos os seus também.
A esquerda não é contra você ter uma mansão. A esquerda é contra pessoas morarem nas ruas ou em casebres.
A esquerda não é contra o capitalismo. A esquerda é contra as desigualdades sociais.
A esquerda não é contra o consumismo. A esquerda é contra a destruição do meio ambiente.
A esquerda não é contra a igreja, mas sim contra os discursos de ódio.
Porque ser de esquerda é lutar por igualdade material. É lutar pelo direito das minorias. Pelo direito dos negros. É lutar pelo direito das mulheres. É lutar pelo direito do trabalhador. É lutar pelo direito de respirar um ar puro.
São democráticos os que têm coragem de lutar pelos direitos dos outros.
Ser de esquerda não é uma opinião política.
É uma FILOSOFIA DE VIDA."

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Nova onda de calor pode causar mortes

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para risco de morte devido a uma grande onda de calor que atinge municípios do Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás, Tocantins e parte de Minas Gerais.

O alerta vermelho indica situação meteorológica de grande perigo e calor de intensidade excepcional, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana. De acordo com os dados divulgados, entre os dias 5 e 9 de outubro, a temperatura ficará 5 graus acima da média, causando risco de hipertermia.

Em Cuiabá, segundo o Inmet, a temperatura pode chegar a 42° C nesta terça-feira e nos dias 8 e 9, deve atingir a marca de 46° C.

O aumento da temperatura está intimamente relacionado com o aquecimento global, que tem como provocadores os gases de efeito estufa emitidos tanto durante as queimadas, que produzem dióxido de carbono (CO₂), resultante da combustão incompleta de combustíveis fósseis, como da emissão de metano (CH4, também conhecido como pum das vacas), que retém muito calor e é cerca de 25 vezes mais danoso que o CO₂ para o aquecimento global.

Só no Brasil, 73% da emissão de Gases do Efeito Estufa são derivados do agronegócio, segundo o Inpe. 60% da emissão de metano no mundo tem origem na indústria agropecuária.

 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Como é de praxe nesse desgoverno, indicado de Bolsonaro ao STF inventou pós-graduação no currículo



 O desembargador Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o STF (Supremo Tribunal Federal), teria inventado um curso de pós-graduação em seu currículo, segundo matéria publicada nesta terça-feira peloEstadão.

Em currículo registrado no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da Primeira Região), consta que Marques teria feito um curso de pós-graduação em “Contratação Pública”, pela Universidade da Coruña, na Espanha. Porém, a reportagem do Estadão afirma ter entrado em contato com a casa de estudos, que respondeu que tal curso não existe.

Além disso, a universidade recorda de um evento ocorrido em 2014: o I Curso Euro-Brasileiro de Compras Públicas, ocorrido entre os dias 1 e 5 de setembro daquele ano e realizado na Escola de Direito de Corunha.

“Marques participou desse curso como ouvinte”, assegura a instituição, que organizou o curso, junto com o Programa Ibero-Americano de Doutorado de Direito Administrativo, a Rede Ibero-americana de Compras Públicas, o Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos de Infraestrutura e o Grupo de Pesquisa de Direito Público Global.

Fonte: Revista Fórum

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Estudo indica que maconha poderia prevenir infecção pulmonar por coronavírus



 Um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, e publicado na semana passada, mostra que o THC, uma das principais substâncias psicoativas presentes na maconha, poderia ajudar a prevenir a síndrome respiratória aguda, considerada uma das complicações mais comuns geradas pela covid-19, e principal causadora de mortes pela doença.

Segundo os resultados preliminares da pesquisa, publicados na revista Frontiers in Pharmacology, o THC fortalece a resposta imunológica do organismo à infecção respiratória e também produz um aumento significativo das chamadas “bactérias pulmonares saudáveis”.

Contudo, é importante destacar que até o momento o estudo foi realizado apenas com ratos, não com humanos, mas os resultados foram bastante conclusivos: 100% das cobaias que receberam um tratamento baseado em THC desenvolveram imunidade e não sobreviveram após passarem por períodos assintomáticos ou com sintomas leves da doença. Entre os que não receberam o tratamento, todos morreram.

Agora, o estudo passará por um aperfeiçoamento do tratamento antes do início da próxima etapa, de testes em humanos, que espera que sejam realizados entre novembro e dezembro deste ano, segundo os cientistas.

Fonte: Revista Fórum

Bolsonaro na lista dos mais influentes pela revista Time.


 Bolsonaro aparece na categoria "Líderes", e o texto apresenta números negativos que ocorreram em seu mandato, como os mais de 137 mil mortos por causa da pandemia do novo coronavírus, a "pior recessão em 40 anos", a saída de ao menos cinco ministros do governo e "mais de 29 mil incêndios na floresta amazônica somente em agosto".

 O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) figura na lista de 100 pessoas mais influentes do mundo elaborada pela revista Time. Os nomes dos eleitos foram divulgados na noite de ontem. O youtuber Felipe Neto também foi um dos escolhidos. Bolsonaro aparece na categoria "Líderes", e o texto apresenta números negativos que ocorreram em seu mandato, como os mais de 137 mil mortos por causa da pandemia do novo coronavírus, a "pior recessão.

A reportagem atribui, em parte, o alto índice de aprovação ao pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia. Na seção "Líderes", ao lado de Bolsonaro, também aparecem os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, além do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, e sua vice, Kamala Harris. Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), é outro nome que aparece na lista.