sábado, 28 de março de 2020

É dever do Estado proteger o cidadão

NÃO! Nao existem apenas dois caminhos: morrer pelo vírus ou pela fome. Justamente para isso existe uma instituição chamada ESTADO - para PROTEGER o cidadão. Para isso você trabalha, paga impostos, VOTA. Em alguns lugares o Estado é maior, em outros, menor. Independente disso, em momentos de crise, por natureza e finalidade, o Estado deve pensar e implementar soluções capazes de reduzir os impactos negativos para seus cidadaos. Academicamente, chamamos de CONTRATO SOCIAL. Os termos desse contrato você encontrará na Constituição do nosso país. Quem se dispôs ao cargo máximo da nação ou de Estados e Municípios está CIENTE desses termos e DEVE honra-los. Então, NÃO, você não tem apenas duas escolhas, como querem que acredite. O Estado PODE e DEVE implementar ações para garantir a saúde e resguardar a vida da população, reduzindo TAMBÉM os possíveis impactos negativos em um cenário de crise, como o que estamos vivendo. Os países mais avançados estão aí dando o exemplo, com ampliação de linhas de crédito, subsídios, ajudas de custo. O governo de SP acabou de dar outro exemplo com o programa Merenda em Casa. Outras iniciativas surgirão, com certeza. NAO É FAVOR DELES. É DIREITO SEU. Não se conforme com menos que isso. ( *Paola Alvarez - Socióloga*)

quinta-feira, 26 de março de 2020

59 mortos: ‘Amanhã pode ser tarde demais para deter Bolsonaro’, diz ‘El País’

Bolsonaro usa máscara em coletiva de imprensa – fotomontagem Equipe Et Urbs Magna
Nesta manhã de quinta-feira (26), o Brasil já soma 2.554 infectados dos quais 59 morreram. No mundo, o covid-19 já infectou 486.592 e matou 22.020 pessoas. Na China, onde o vírus se originou e atingiu 81.285 infectados, a situação está mais sob controle. Mas na Itália, onde os líderes do país demoraram a tomar uma atitude, os casos ultrapassarão os do país asiático daqui a um dia apenas. O país da pizza já soma 74.386 casos com 7.503 mortos. É grave a situação também nos EUA, onde o número de casos avançou para 69.219 matando 1.054 americanos. “Enquanto isso, Bolsonaro não só caçoa de uma epidemia que coloca o mundo de joelhos, como tenta se aproveitar dela para minar as instituições democráticas” publica o ‘El País’. Nada poderia ser pior do que minimizar o perigo que corre hoje o Brasil nas mãos de um personagem, como o capitão reformado e ultradireitista Jair Bolsonaro, que não só caçoa de uma epidemia que está colocando o mundo de joelhos, como tenta se aproveitar dela para minar as instituições democráticas e sustentar sua ânsia de poder. Aproveitar este momento de angústia nacional para politizar um drama em que o país está entre a vida e a morte pensando em sua reeleição, é um crime sem perdão. Com seu estilo sibilino de dizer e se desdizer, de brincar de esconde-esconde, o presidente acaba confundindo e impondo seu estilo de aprendiz de ditador enquanto há quem ainda o veja como inofensivo por considerá-lo um despreparado e incapaz. Pelo contrário, aquele que sonhou em ser general do Exército e acabou como simples capitão é mais perigoso à democracia do que muitos pensam. Vai roendo sem que percebamos nossas liberdades e capacidades de decisão. E espera o momento propício para dar o golpe. Quem pensava que os militares, começando pelos generais que ele colocou no Governo, seriam garantia contra seus caprichos autoritários hoje se veem isolados e retirados do Governo contra sua vontade se não se colocarem às suas ordens. Todos os seus pecados vão sendo perdoados, até contra o senso comum. Permitem que ele apresente ao exterior uma imagem do país que vai na contramão dos maiores líderes mundiais na luta contra a epidemia do coronavírus porque se pensa que ninguém vai acreditar nele. O presidente é mais perigoso do que parece porque suas ambições de poder são muito maiores do que imaginam até os que estão ao seu lado. Sua capacidade de totalitarismo e de desejo de colocar aos seus pés as instituições democráticas são insaciáveis e já existem desde jovem, quando sendo simples soldado sonhava em presidir o país utilizando até métodos de terror, como quando no quartel brincava de ser terrorista e subversivo. Também à época o Exército o perdoou porque o considerava inofensivo e ingênuo. Hoje vemos que não era. Foi considerado como inofensivo também quando já na política, como deputado, fazia troça dos valores democráticos, exaltava as ditaduras e a tortura e humilhava as mulheres e os de outras preferências sexuais. Ele podia tudo porque era considerado inofensivo, do baixo clero. Podia vomitar as maiores barbaridades porque se pensava que era um personagem folclórico, até engraçado, um zé ninguém. Não era. E chegou ao maior cargo do Estado e por voto popular. Em meio ao drama da epidemia do coronavírus que assusta o mundo e ainda não sabemos quantas vítimas causará, o presidente continua irresponsavelmente em sua teimosia de negar as evidências e ir contra a opinião pública altamente majoritária como revelou a última pesquisa do Datafolha. E se aproveita da tragédia para sonhar até mesmo em impor o estado de sítio e colocar o Exército no comando do país. Exército que, para concretizar seu antigo sonho de poder, agora como Presidente teria aos seus pés. Enquanto os que realmente importam no país e são responsáveis por seu destino continuarem subestimando os sonhos secretos de onipotência do capitão da reserva, deveriam olhar para trás na história para lembrar que foram personagens que em sua época pareciam inócuos e farsantes que acabaram criando holocaustos e guerras para se vingar dos que os consideravam figuras menores e inofensivas. Será preciso lembrar nomes dos grandes tiranos da História que surgiram da mediocridade da política? Não é difícil lembrar da tragédia do mundo cada vez que para governá-lo forem colocadas em seu comando personagens menores, considerados inofensivos e facilmente domináveis que se tornam insaciáveis em sua loucura pelo poder absoluto. Se os lúcidos, os normais, os que são capazes de exercer o poder como um serviço à comunidade, acabarem devorados pelas ânsias de poder dos medíocres e falsos loucos capazes de tudo para continuar no pedestal do poder, amanhã pode ser tarde demais. Não deixemos que o Brasil verdadeiro, hoje amedrontado, o que trabalha e se sacrifica para se apresentar ao mundo como o grande país que é por tradição e história, por sua capacidade de suportar as piores crises, por suas riquezas naturais e espirituais acabe sufocado pela ignorância e a loucura dos que desejam transformá-lo em uma republiqueta periférica no mundo. Esse amor pelas atitudes violentas e de confronto contra todos, pelos conflitos violentos, pela política do ódio sempre foi o sonho de todos os aprendizes a ditadores que tentaram camuflar seus complexos de inferioridade com o troar dos canhões e o sacrifício de milhões de pessoas perpetrado no altar da loucura política da sede de domínio. Que o Brasil, assustado com razão por uma epidemia que mata e transforma a todos em prisioneiros de guerra, não espere mais e procure a fórmula constitucional que permita colocar o país nas mãos de alguém normal, sem patologias e delírios de poder capaz de lidar com sensatez nessas horas críticas que podem marcar o futuro de um país que está se revelando solidário e com vontade de vencer essa batalha e continuar com sua vocação de paz e seus desejos de felicidade. Que o Brasil não precise se arrepender de não ter reagido a tempo deixando que alguém que já deu provas suficientes de que é incapaz de governar um país dessa envergadura e menos ainda em momentos decisivos como esse, continue perigosamente arrastando-o a uma aventura cujo final não é difícil de se imaginar. E é para hoje. Amanhã será tarde demais.(Materia copiada do site Et Urbis Magna) Observe a tabela atualizada pela OMS clicando aqui, ao fim da matéria do Et Urbis Magna

quarta-feira, 18 de março de 2020

Após 1ª morto por "fantasia" em SP, Bolsonaro anunciou festa de aniversário *

Imagem: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
Morreu a primeira vítima de "fantasia", no Brasil, aos 62 anos. O óbito, que aconteceu, nesta segunda (16), foi divulgado hoje. Enquanto ele era lamentado, o presidente Jair Bolsonaro, que chamou a pandemia de coronavírus de "histeria" e "fantasia", afirmou, em entrevista, que vai fazer uma "festa tradicional" para comemorar o seu aniversário e o da esposa, Michelle. O Ministério da Saúde pediu para evitar aglomerações e reduzir o contato social, para não aumentar a velocidade de transmissão do vírus. Mas Bolsonaro rompeu o isolamento determinado a todos que viajaram ao exterior e apertou mãos, confraternizando com a multidão na rua, no domingo. Ele deu uma banana à ciência e aos esforços de milhares de médicos, enfermeiros, gestores públicos porque está hiperprotegido, até das próprias sandices. Já os idosos, principalmente os mais pobres, não. Muita gente vai ficar doente e muitos passarão dificuldade porque o presidente não teve competência para anunciar um plano que envolvesse desembolso de dinheiro para a garantia de emprego dos trabalhadores com carteira assinada e a concessão de um benefício temporário de renda básica para os informais e os desempregados. Não pensou em evitar que pessoas sejam despejadas ou tenham a água e a luz cortadas em meio à crise. O presidente vai fazer 65 anos no próximo dia 21. Idade que o homem de São Paulo, como tantos outros brasileiros, nunca chegarão por causa do coronavírus. Parabéns, presidente. * Leonardo Sakamoto, publicado em 17/03/2020 in UOL Notícias

segunda-feira, 16 de março de 2020

Petrobras Cultural para Crianças

Estão abertas as inscrições para o edital Petrobras Cultural para Crianças, da Petrobras, que busca patrocinar projetos de artes cênicas dedicados a crianças de 0 a 6 anos e seus pais. A primeira chamada, com verba de R$3 milhões, será destinada à circulação de espetáculos de dança, teatro e circo. As posteriores, ainda sem data anunciada, terão foco em feiras literárias e animação audiovisual. O edital permite que sejam realizadas atividades em todo o Brasil, no entanto, é obrigatória a realização de atividades em pelo menos uma capital das regiões Norte, Nordeste ou Centro Oeste, além de pelo menos uma cidade com até 150.000 habitantes. Para participar, é necessário ter enviado o projeto para inscrição junto à Lei Federal de Incentivo à Cultura. Os interessados devem inscrever suas propostas no portal de gestão de patrocínios da Petrobrás até dia 30 de abril de 2020. Para mais informações, acesse o edital completo no site da iniciativa.

Estão abertas as inscrições para o Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte - FIF BH 2020

Estão abertas as inscrições para o Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte - FIF BH 2020, ação cultural realizada bienalmente que busca promover o diálogo entre a produção fotográfica de diferentes países. O FIF BH realiza, durante dois meses, palestras, debates, exposições, workshops, leituras de portfólios, apresentação de artigos acadêmicos, projeções em espaços públicos, mostra de livros e uma maratona fotográfica. Os interessados em participar da Grande Mostra Internacional do Festival devem inscrever seus trabalhos até dia 10 de abril de 2020, por meio do formulário disponível no site do festival. Para mais informações, acesse o site do FIF BH 2020.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

JESUS:Uma Invenção do Império Romano.

Durante muitos anos, segui a doutrina imposta pela igreja católica. Mas na época meu espírito crítico não era tão crítico quanto hoje; eu até acreditava em deus, Jesus e outras crenças ou castas hereditárias. Estas coisas que se passam de pai para filho, e cada filho se torna mais uma das vítimas. Mas aí eu comecei a raciocinar, a procurar fontes históricas que não fossem a bíblia. Entre tantas leituras, encontrei Nietzsche. Meu conceito de universo foi mudando, mas não exatamente por causa de Nietzsche. Nele apenas me apeguei em seu raciocínio. Em muitas coisas discordo dele. Se eu já acreditava na teoria evolucionista de Leonardo Bolf, em oposição à criacionista, em finais dos anos 90, passei a negar a existência de um deus. E nisto Nietzsche foi fundamental. Mas não neguei Jesus. Não historicamente. A princípio realmente existiu um líder religioso no início da era cristã que pregava na região de Israel e que atendia pelo nome de Jesus. Só que a vida dele é bem menos grandiosa do que a fama que foi criada em torno de seus feitos. É mais ou menos como eu vou resumir a seguir: José e Maria chegaram a Belém, foram até um estábulo e Jesus nasceu. Aí quando a criança tinha dois anos, Heródes mandou matar todas as crianças com idade menor ou igual dois anos. A família de Cristo fugiu da cidade. Com doze anos, Jesus foi até Jerusalém com os pais e arrumou uma confusão com alguns religiosos. Aos trinta anos ele foi batizado por João Batista e pirou. Se com doze anos ele achava que era filho de Deus, com trinta ele tinha certeza disso. Aí ele decidiu virar religioso e dizer que a verdadeira alternativa era o Judaísmo. Assim como outras figuras históricas (Buda, Confúcio, Inri Cristo), Jesus conseguiu arregimentar seguidores. Doze, pra ser exato. Na verdade eram uns desocupados, ou puxa-saco, que foram nomeados apóstolos. Então Jesus ficou três anos “fazendo” cegos enxergarem, paralíticos andarem, portadores de hanseníase ficarem com a pele boa, contando histórias e ditando seus ensinamentos a doze pessoas. Mas doze pessoas era um número pequeno. Nazaré tinha ficado pequena pro filho de Maria. Aí numa sensacional jogada de marketing ele decidiu ir pra Jerusalém pra expandir seu negócio. O problema foi que ele chegou a Jerusalém no meio do Pessach, a popular Páscoa judaica, montado num burro e enaltecido pelo povo. Não contente, foi até o templo, expulsou um pessoal que vendia umas paradas e foi dizendo que era filho de Deus. O pessoal do templo ficou bolado e mandou prendê-lo. Levaram-no até Pôncio Pilatos que disse para o povo fazer o que quisesse com Jesus. Aí mataram e crucificaram-no, algo que na época era um procedimento comum feito com quem se metia a besta. Então tinha tudo pra dar errado. Um cara que tinha juntado 12 seguidores em toda a sua vida de pregador e que não deixa nenhuma obra escrita (há quem afirme que Jesus era analfabeto) chega numa das maiores cidades do mundo, é preso, condenado e executado. Tinha tudo pra ser esquecido pelo povo. Mas aí entra Paulo de Tarso, o maior marqueteiro da história. Ele pega a história de Jesus, bota umas coincidências divinas aqui, uns acontecimentos messiânicos ali, umas tentações demoníacas acolá, escreve umas epístolas e pronto: surgiu o Novo Testamento. Com uma coleção nova e inteirinha de livros que falavam de um deus que pregava o amor, a compreensão e a fraternidade em oposição àquele que mandava pragas, inundava o mundo e mandava as pessoas sacrificarem os próprios filhos, os cristãos foram aumentando seu número nos arredores de Galiléia. Só que isso não era suficiente. Durante anos os Cristãos foram perseguidos por Roma, exatamente até 335 dc quando o imperador romano Constantino por pressão cedeu liberdade religiosa. Mas era uma liberdade vigiada. A religião oficial ainda era a de Roma, os deuses, porque não queria uma nova religião atrapalhando o Império. Eles eram como tiranos no governo Truman, com a diferença que o governo apoiava oficialmente as mortes dos perseguidos. Mas isto durou só até o século IV, quando Flavius Theodosius (último imperador romano), para salvar o governo romano, decidiu que os cristãos não seriam mais comida de leão. Aí pra se tornar a religião oficial de um terço dos humanos foi um pulo. Tipo uns 1600 anos. Mas aí chega o ponto que eu queria: se não fosse por Paulo e Flávio, o cristianismo teria morrido. Jesus teria tido os seus doze seguidores – um pouco menos que Inri Cristo – durante alguns anos e depois tudo teria acabado. Se não fossem os relatos dos evangelistas – que foram escritos mais de três décadas após a morte de Jesus por quatro pessoas que não conviveram com o Messias e que colheram depoimentos de pobres e analfabetos – e as cartas de São Paulo, teríamos hoje menos cristãos do que Jedis. De fato, Jesus era um fracassado. Apanhou pouco. Texto de JORLANDO NATALINO DURANTE publicado no site GNN O Jornal de todos os Brasis

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Um novo confronto*

"A greve dos petroleiros colocou de sobreaviso a camarilha fascista no Planalto Central. Os caminhoneiros ameaçam se unir, o levante popular que se avoluma diante de tamanho ataque está prestes a explodir. Desde 2016 os fascistas colocaram o gabinete presidencial para organizar e por em movimento a máquina fascista. A sociedade brasileira está mais militarizada em 2020, do que estava em 1969. A ditadura está pronta, os personagens já não aguentam mais ensaios e querem as luzes do palco. A polícia espanca criança dentro de escolas para todos verem. A guarda universitária da UFPB é a principal suspeita de assassinar um militante do movimento estudantil. Já não conseguem esconder mais os espiões, tantos que há por aí. Policiais mascarados se amotinam e atiram no peito de um senador. O General Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, que comanda as polícias estaduais através do SUSP, ordenou ao presidente: "convoque o povo às ruas" para afrontar o Congresso. Desde o ano passado, não foram poucos os membros do executivo que falaram em um novo AI-5. AI-5, que ocorreu quatro anos depois do golpe militar de 1964. 2020, quatro anos depois do golpe de 2016. A história se repete como farsa. Mas quem disse que a farsa é menos perigosa que a tragédia? Se, de um lado, a classe operária se levanta, as organizações fascistas começam também a se levantar. Natural, elas foram criadas para isso. Desde 2008 dezenas de organizações fascistas estão sendo patrocinadas para ser a tropa de choque contra o movimento popular. Em 2013, eles conseguiram colocar a esquerda na defensiva. E com isso seguiram-se anos de derrotas seguidas de derrotas. Se em 2020, eles conseguirem repetir o feito, as consequências serão de gravidade inaudita. Enquanto nossa vitória abrirá oportunidades fantásticas. Batalhas decisivas estão no horizonte próximo. É a hora de colocar todos as nossas energias para preparar nossa vitória desde já. Qualquer vacilo agora será mortal".///Leandro Monerato* publicado na página Homem Livre, do Facebook.