segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Em Cambuquira baixaria causa vergonha alheia.

Imagem: Reprodução/Facebook


 

A baixaria pode se manifestar de diversas formas, como agressões verbais, difamação, calúnia, insultos, discriminação, humilhação pública, disseminação de fake news, entre outras atitudes que visam denegrir a imagem de uma pessoa ou grupo.

Pois bem, a atitude do prefeito de Cambuquira, sem camisa, gritando que merecia pedir “música” pois derrotou o PT três vezes, nos dá um exemplo claro de baixaria política.

Política é a arte do entendimento e assim deveria ser nas disputas entre adversários e não entre “inimigos” como parece ser em vários casos.

No caso em questão a baixaria envolve primeiro a falta de respeito com seu adversário, que por pior que seja, disputou com iguais condições o pleito e, o mais grave, a falta de respeito com a candidata eleita ao gritar em alto e bom som “eu venci o PT três vezes”.

Essa frase, quer dizer que é ele que vai administrar?

Infelizmente a política em boa parte do Brasil está assim, adversários são inimigos e as cidades passam de grupo em grupo sem que se desenvolvam, sem que o povo seja beneficiado.

É triste e vergonhoso!

Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais inaugurou, nesta segunda-feira (7), a exposição “Violência contra a mulher no cotidiano das notícias”.

Imagem: Reprodução




A Biblioteca Pública Estadual inaugurou hoje (7) as 9h, no setor Hemeroteca Histórica, no prédio sede, localizado na Praça da Liberdade em BH, a exposição “Violência contra a mulher no cotidiano das notícias”,

A mostra visa estimular a reflexão sobre o impacto social da violência contra a mulher por meio de notícias de crimes registrados desde a década de 1950, principalmente os ocorridos em Minas Gerais.

Além dos crimes mais conhecidos que aconteceram em Minas Gerais, como o assassinato de Ângela Diniz e Elisa Samudio, também também estão sendo apresentadas algumas iniciativas para a proteção das mulheres, como a criação da Lei Maria da Penha. 

A equipe do setor fez um recorte a partir do acervo de periódicos que tiveram grande circulação no Brasil, como as revistas Manchete e Cruzeiro, atualmente extintas, e em Minas Gerais, especialmente os jornais Estado de Minas e Diário da Tarde, sendo este último encerrado em 2007.

As exposições temáticas realizadas pela Hemeroteca Histórica têm o objetivo de apresentar a rica coleção de jornais e revistas que compõem o acervo do setor e se mantêm como fontes importantes para se refletir sobre as questões sociais e culturais. Dessa forma, o setor mantém uma programação anual, cujos temas podem aguçar a curiosidade dos leitores e ressaltam a potencialidade do acervo para a realização de pesquisas.

Fonte: SECULT/MG


domingo, 6 de outubro de 2024

Filarmônica de Minas Gerais terá musicais da Brodway no repertório

Imagem: Reprodução


A Filarmônica de Minas Gerais já tem mais um espetáculo de encher os olhos e agradar os ouvidos programado para Belo Horizonte. Depois do sucesso, em agosto, do concerto "Música de Cinema", em novembro o repertório será de canções dos musicais da Broadway.

O concerto “Musicais da Broadway”,  a regência será do maestro associado da Filarmônica, José Soares, em que na primeira parte do show, a orquestra tocará uma releitura de Romeu e Julieta, a Abertura de “West Side Story”, do americano Leonard Bernstein, “A Noviça Rebelde”, de Rodgers, “Mary Poppins", de Sherman, “My Fair Lady", de Loewe, e a música de Gershwin, em "Girl Crazy".

Na segunda parte do show, o repertório será de “Os Miseráveis", baseado no romance de Victor Hugo, de Schonberg, as melodias de “inglês Andrew Lloyd Webber” em Evita e Jesus Christ Superstar. Além do “O Fantasma da Ópera” de Lloyd Webber, a história de amor e suspense que se tornou um dos maiores sucessos do gênero.


 

sábado, 5 de outubro de 2024

Paulo Betti: "A pior esquerda é melhor que qualquer direita"

Imagem: Reprodução


 Em entrevista ao podcast Futeboteco, o ator Paulo Betti fez uma análise sobre o campo da esquerda e da direita.

Para o ator, a pior esquerda é melhor que qualquer direita. "É preciso fazer o cara que é mais fraco entender que a esquerda, por pior que seja, em qualquer momento que ela esteja, é melhor para o pobre do que a direita", disse.

Posteriormente, Paulo Betti afirmou que a esquerda encontra mais dificuldade para ser aceita, pois sua crítica, na opinião do artista, "vai contra a natureza humana", que, para ele, tem uma tendência à individualidade.

"Esse é o grande problema. Naturalmente, a criança quer tudo para ela, mas a mãe diz: 'não, divide com seu irmãozinho'. Mas isso é contrariar a natureza dele. Naturalmente, ele quer tudo para ele... "Os ricos querem ficar cada vez mais ricos, querem acumular e querem tudo para eles", acrescentou.

Em outro momento, Paulo Betti comparou o papel da mãe com o do Estado. "Sua mãe, que é o Estado, fala: 'Não, vamos tentar dividir com o seu irmão'. Essa é a posição socialista, comunista", finalizou.

Fonte: Revista Fórum

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Onde há fumaça há boi

 Imagem: Reprodução


Dados compilados pela ONG Mercy For Animals fazem parte de estudo que mostra correlação entre pecuária e fogo

A capital da pecuária brasileira, São Felix do Xingu (PA), foi também a campeã em incêndios neste ano. O município de 65 mil habitantes concentra mais de 2,5 milhões bois no seu território e registrou 2.522 focos de incêndio entre janeiro e a primeira quinzena de setembro de 2024.

Os dados compilados pela ONG Mercy For Animais  fazem parte de um estudo maior que mostra a correlação entre a pecuária e o fogo no país.

Entre os dez estados com maior número de incêndios neste ano, oito também são os que têm maior rebanho bovino no território. Mato Grosso e Pará concentram o maior número de cidades da lista.

“A gente pode dizer que o boi segue no rastro do fogo, que vem depois do desmatamento”, defende George Sturaro, Diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals, em entrevista ao programa Bem Viver desta quarta-feira (2).

“Existe um ciclo histórico de destruição dos biomas brasileiros impulsionado pela expansão da pecuária bovina e também da monocultura, principalmente da monocultura de soja, cuja maior parte é destinada à alimentação de animais criados em confinamento, porcos, galinhas, frangos”.

Sturaro explica que a pecuária utiliza o fogo em dois momentos. Primeiro, é para “limpar” uma área que foi recém desmatada. Ou seja, o fazendeiro derruba as árvores de maior porte e o restante da vegetação é destruída pelo fogo, para preparar o terreno para o pasto.

“De tempos em tempos, esse pasto precisa ser renovado. E a forma que se usa para renovar novamente é o fogo. Então, os fazendeiros tocam fogo no pasto”

O pesquisador diz que este vem sendo o modelo aplicado para o Cerrado e Amazônia, pelo menos, nos últimos 40 anos, principalmente com o movimento imposto pela ditadura militar conhecido como Marca do Boi. Mas o especialista vai além.

“Se a gente olhar o modelo de, entre aspas, desenvolvimento econômico do Brasil, ele em linhas gerais, ele permanece inalterado ao longo dos últimos 40, 50 anos. Ele está fortemente baseado em cultivos extrativistas, monoculturas”.

“Pelo menos algo em torno de 80% das exportações agrícolas do Brasil estão baseados em 10 produtos, com uma participação predominante da soja e produtos de origem animal, como carne bovina, carne de frango”.

É um modelo econômico baseado em monocultivo de exportação, principalmente, que não se diferencia muito no seu ethos do modelo colonial que a gente teve nos últimos 500 anos”, finaliza.


                                                 Registro de fazenda na Amazônia - Foto EBC


Fonte: ICL Notícias



Em Recife teatro de bonecos convida crianças para uma aventura com lendas brasileiras


A partir desta sexta-feira (4), chega à Caixa Cultural Recife a peça teatral Mundo: em busca do coração da Terra, do grupo pernambucano de teatro de bonecos Tropa do Balacobaco. O espetáculo tem seis exibições na capital pernambucana, neste fim de semana (4, 5 e 6 de outubro) e no próximo (dias 11, 12 e 13).

Com duração de 1h10, a peça conta a história de um menino chamado "Mundo", nascido no sertão nordestino, num futuro em que a noite deixou de existir e o Sol reina sozinho nos céus. Seu sonho é conhecer a escuridão da noite, o brilho da Lua e das estrelas. Para trazer a noite de volta, Mundo precisa devolver o coração de Abayomi, e nesse percurso ele vive várias aventuras com lendas de todos os cantos do Brasil. O espetáculo é dirigido por Ney Mendes.

Haverá cobrança de  ingressos que custam R$15 (meia) e R$30 (inteira).


quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Documentário 'Jango no Exílio' tem exibição gratuita nesta sexta-feira (4) em Porto Alegre

Imagem: Reprodução


 A jornada de 12 anos intensos de exílio do ex-presidente João Goulart no Uruguai e na Argentina com imagens inéditas, entrevistas exclusivas e uma narrativa envolvente. Este é o tema, como o próprio título do documentário anuncia, de 'Jango no Exílio', do cineasta Pedro Isaias Lucas, que estará presente na exibição e roda de conversa.

O longa-metragem revela vários aspectos da personalidade de Jango, visto por amigos, parceiros e empregados como uma pessoa simples, carismática, que andava a cavalo, sentava no chão e gostava de churrasco e chimarrão. Há também, no filme, momentos difíceis, como a dificuldade de realizar movimentações financeiras no Brasil e o constante monitoramento por órgãos da repressão política brasileira. O filme ainda descreve sua relação com Leonel Brizola, Maria Tereza Goulart, ex-primeira dama, os filhos João Vicente Goulart e Denize Goulart, além do neto João Marcelo.

Como escreveu o crítico, curador e pesquisador de cinema Carlos Alberto Mattos, "essa é a história de um homem que poderia ter levado o Brasil a outro rumo e, em última instância, foi vitimado pela gana imperialista. Saber um tanto mais sobre esse interregno fora do país ajuda muito a entender o que somos aqui dentro".

Pedro Isaias Lucas destaca-se como diretor, roteirista, diretor de fotografia e montador cinematográfico. É um cineasta brasileiro com formação em Artes Cênicas e Pós-Doutorado em Cinema pela Universidade Paris Nanterre. Seus trabalhos incluem o documentário de longa-metragem Argus Montenegro & A Instabilidade do Tempo Forte (2012), os documentários de média-metragem Um Olhar Instante (2016) e Uma Certa Felicidade (2017), e os curta-metragens Raízes do Teatro (2014), O Veneno do Escorpião (2015), Paradoxo Getúlio (2020) e Do que é Feito O Caminho (2021).

O filme poderá ser visto, amanhã, 4 às 19h, na Sede da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Rua Faria Santos, 258)
Realização: Museu das Memórias (In)Possíveis
Entrada Franca

Fonte: BdF/RS