quarta-feira, 7 de julho de 2010

Momentos

Momentos é um curta metragem criado pelo português Nuno Rocha. Vale a pena gastar 7 preciosos minutos assistindo.
Você só tem essa vida, não perca mais tempo.


MOMENTOS from Nuno Rocha on Vimeo.

FGV: Inflação para a baixa renda é a menor desde setembro de 2008


A inflação para a faixa da população de menor renda desacelerou em junho, com variação negativa de 0,38%, a menor taxa desde setembro de 2008, quando o índice registrou queda de -0,57%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,78% no ano e 5,49%, nos últimos 12 meses.

O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor-Classe 1) é calculado a partir das despesas das famílias com renda mensal entre um e 2,5 salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.275). Ele foi divulgado nesta terça-feira (6) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Em junho, o IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor - Brasil) registrou variação de -0,21%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,93%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Cinco das sete classes de despesa componentes do IPC-C1 apresentaram queda em suas taxas de variação. O principal destaque foi o grupo alimentação (-0,20% para -1,31%). Os grupos habitação (0,63% para 0,14%), saúde e cuidados pessoais (0,66% para 0,40%), educação, leitura e recreação (0,00% para -0,05%) e vestuário (0,80% para 0,78%) também registraram decréscimos.

A taxa do grupo transportes repetiu o resultado da última apuração, -0,01%. Em alta, o grupo despesas diversas subiu de 0,16% para 1,64%.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Plano de enfrentamento a drogas terá R$ 410 milhões em 2010


O governo destinará R$ 410 milhões para as ações imediatas previstas no Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas em 2010. De acordo com a secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte, essas ações têm sido prejudicadas pelo fato de o país não ter ainda dados estatísticos concluídos sobre o consumo de crack.

“Infelizmente não tempos conhecimento real e específico sobre o consumo de crack no Brasil. Os que são mostrados pela imprensa são apenas especulação, porque não há ainda nenhum estudo de âmbito nacional finalizado”, disse ontem (5) a secretária durante o seminário internacional Políticas sobre Drogas, na Câmara dos Deputados.

Segundo ela, a Senad ainda está concluindo dois estudos sobre o assunto - um apresentando dados epidemiológicos e outro com dados geográficos. “O que sabemos é que o crack, antes consumido nas periferias das grandes cidades, apareceu surpreendentemente em municipios pobres e na zona rural”, disse Paulina.

“A pedido do presidente Lula, em 2010 serão aplicados R$ 410 milhões em ações imediatas, por meio dos ministérios envolvidos no plano. Desses, R$ 120 milhões vão para o Ministério da Justiça trabalhar no enfrentamento ao tráfico, R$ 100 milhões vão para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome trabalhar nas ações de reinserção social e R$ 90 milhões exclusivamente para o Ministério da Saúde dobrar o número de leitos para internamento", informou a secretária.

Os R$ 100 milhões destinados à Senad serão aplicados em ações de prevenção e coordenação com os demais ministérios. "Essas verbas serão aplicadas também em uma campanha de mobilização social e em ações permanentes de mobilização por todo o país, envolvendo profissionais e veículos de comunicação”, acrescentou.

Paulina Duarte explicou que em agosto terá início a capacitação de mais de 10 mil profissionais que trabalham nas áreas de saúde e educação, além de lideranças comunitárias. “A área de educação é prioritária em termos de prevenção”, disse.

O seminário internacional Políticas sobre Drogas é promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Ele reúne até hoje (6), no Auditório Nereu Ramos, autoridades sul-americanas e europeias, que apresentarão as experiências de seus países na política sobre drogas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010


Minha filha estréia nos palcos e eu não poderia deixar de registrar sua alegria que é minha também.
Segue o e-mail recebido.
Filha parabéns e bastante MMMMMMMMM!

"Amores e amigos,

Bom aqui vai o convite de minha peça, minha primeira peça!!! Que estreio dia 10/07 rsrsr
Nem todos podem estar aqui ao meu lado, mas quero que vcs saibam o quanto estou Feliz, me sinto realizando o segundo maior sonho de minha vida, porque o primeiro eu ja realizei que foi o de ser mãe!!!
Obrigado por todos que me apoiaram com palavras fortes e precisas... Sem o apoio de vcs eu nada conseguiria!!!
Em especial vai aqui um beijo pra:

Suze e Olivete que foram meu porto segurooooooooooooo
Minha sogrinha e tia Lúcia que sempre me compreenderam e me ajudaram psicologicamente e financeiramente!!!!
Minha cunhdita que foi minha fiadora, meu braço direito e esquerdo
Aos meus filhos quem sem eles eu nada seria
Inez Viegas que me deu varios conselhos legais, me indicou cursos e botou fé em mim na hora de começar uma empreitada
E a minha mamusca e papusco que me puzeram neste mundo
E pra finalizar a minha manusca fofa que ganhei de presente depois de velha rsrrs

Amo todos vcs demais
Obrigado sempreeeeeeeeeeeeeee"

domingo, 4 de julho de 2010

Filosofia de botequim


Esta é um prova que a Filosofia de botequim existe e é feita por filósofos de alta qualidade.
Não por aqueles outros que só reclamam, reclamam e continuam recalcados.

"Nos cortaram as veias"


O diário Olé estampou em sua primeira página neste domingo o sentimento de frustração dos argentinos pela eliminação na Copa do Mundo, sofrida no sábado para a Alemanha, após derrota por 4 a 0.
"Nos cortaram as veias" foi o título escolhido pelo jornal, em clara demonstração até de desespero por mais uma saída precoce em um Mundial - a Argentina não alcança uma semifinal de Copa desde 1990, ano em que ficou com o vice-campeonato, após derrota por 1 a 0 para a Alemanha.
O periódico coloca também em dúvida a permanência de Diego Maradona como treinador da seleção. Na entrevista após a partida, o comandante disse que não sabia do futuro, mas deixou a entender que deve deixar o cargo. "Diego, abatido, tem dúvida se continua", noticia o Olé.
Outra lamentação é perder uma Copa do Mundo com o atacante Lionel Messi no melhor de sua forma física e técnica. Eleito melhor jogador do mundo na última temporada, o camisa 10 aparece na foto estampada pelo jornal, consolado por Maradona.
Este blog está deveras chateado com o choro dos "hermanos"!

Não ao salto alto!!!


Por Marcos Coimbra*

Já faz algum tempo, começou a se generalizar no meio político a convicção de que Dilma vai ganhar as eleições. Embora nem todos admitam, é o que pensam até as principais lideranças da oposição, assim como a quase totalidade dos formadores de opinião e da imprensa. Para consumo externo, continuam a dizer que o processo está aberto, que nada está definido. Mas não é o que, no íntimo, acreditam que vai acontecer.

Do lado governista, nem se fala. Não é de agora que os principais estrategistas do Planalto e do PT trabalham com o cenário de crescimento e vitória da candidata de Lula. A rigor, é nisso que apostam desde 2008, quando o presidente deixou claras duas coisas: que ele próprio não tentaria mudar as regras do jogo para disputar um terceiro mandato; e que achava que conseguiria ganhar as eleições através de alguém que o representasse.

Tudo que está acontecendo na sua sucessão, até o momento, confirma seu cálculo. Ele não se baseava no que diziam as pesquisas sobre as intenções de voto do conjunto do eleitorado. Ao contrário, o raciocínio sempre foi sobre o potencial de crescimento de uma candidatura identificada com ele e o governo, avaliados, pela grande maioria da população, como ótimos ou bons.

Nunca foi relevante considerar os resultados agregados das pesquisas (que são os que a imprensa normalmente divulga), pois misturavam respostas de quem sabia e quem não sabia qual era a candidatura apoiada por Lula. Enquanto não aumentasse a proporção dos que tinham essa informação, a vantagem de Serra era ilusória e não preocupava quem, no PT, sabia fazer as contas.

É de se notar que, na oposição, as pessoas pensaram de maneira oposta. A opção por Serra, em detrimento de Aécio, mostrou que ela preferia escolher em função do desempenho presente dos pré-candidatos, deixando em segundo plano seu potencial de crescimento. Serra prevaleceu pelo patamar de largada, não pela perspectiva de chegada.

Há quem defenda que é cedo para decretar que a eleição está resolvida. De fato, é preciso admitir que muita água ainda pode rolar por baixo da ponte. Não é impossível que Dilma, sua campanha, seus apoiadores e o vasto conjunto de forças políticas mobilizadas para elegê-la cometam erros calamitosos. É, apenas, pouco provável.

Em função da possibilidade cada vez mais concreta de que Dilma venha a ganhar (talvez já no primeiro turno), alguns setores da oposição andam à cata de novos argumentos, para tentar convencer os eleitores a mudar de ideia. Um dos mais engraçados tem a ver com o conceito de alternância do poder.

Trata-se da tese de que é bom, para a democracia, que as eleições ensejem a mudança do partido ou coalizão que está no poder, assim permitindo que ocorra uma salutar alternância de pontos de vista e prioridades. A continuidade seria ruim, ao impedir que novas agendas sejam discutidas e que outras políticas, mais adequadas a um novo momento, sejam formuladas.

O ápice dessa argumentação aconteceu outro dia, quando uma importante revista semanal entrevistou o candidato do PSDB e perguntou “porque é positivo”, para “a democracia brasileira”, experimentar “uma alternância de poder depois de 8 anos de governo Lula”.

Difícil imaginar algo mais sem sentido, a começar pelo fato da pergunta ser feita ao candidato interessado na alternância. É o mesmo que perguntar ao macaco se quer banana. Ou alguém supõe que Serra diria que o melhor, para o país, é a continuidade?

Mas o importante não é isso. A democracia não está na ideia abstrata de alternância. Para o ideal democrático, o relevante não é o conteúdo da escolha. Tanto faz que os cidadãos prefiram continuar ou mudar. O que torna uma sociedade democrática é haver instituições que assegurem, a cada cidadão, a possibilidade real de escolher.

Se a maioria da sociedade brasileira quer a continuidade e vota Dilma, é bom que todos se acostumem, incluindo os que querem a alternância. Em si, ela só é importante como uma possibilidade. Se não, nem seria preciso haver eleições. Bastaria trocar o governo a cada período estipulado. (O problema é que ninguém saberia como fazê-lo.)

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi