segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Buena Vista Social Orchestra virá ao Brasil em 2025

Imagens: Reprodução


Formado por integrantes originais do Buena Vista Social Club, o grupo cubano Buena Vista Social Orchestra, com direção musical de Jesus 'Aguaje' Ramos (trombonista original do Buena Vista Social Club), vem pela primeira vez ao Brasil em abril de 2025 com um inédito espetáculo repleto de clássicos do projeto musical cubano, criado em 1996, mais vendido da história, e um patrimônio eterno da música mundial.

A turnê, que passará em oito caspitais, começa dia 12 de abril em Recife (PE), no Teatro Boa Vista, e segue dia 15 para Belo Horizonte (MG), onde o grupo se apresenta no BeFly Minascentro.

O show seguinte é dia 17 no Rio de Janeiro (RJ), no Teatro Clara Nunes. Em São Paulo (SP), o Buena Vista Social Orchestra toca dia 19 no Teatro Celso Furtado (Parque Anhembi).

Dia 22 de abril é a vez de Curitiba (PR), na Ópera de Arame, e depois vem o show em Porto Alegre (RS), dia 24, no Salão de Atos (PUC).

As duas últimas datas são em Goiânia (GO), dia 26, no Teatro Madre Esp. Garrido, e em Brasília (DF), dia 27, no Auditório Planalto (CCUG).

Sob regência e condução de Jesus “Aguaje” Ramos – maestro, trombonista, diretor artístico e compositor original do aclamado grupo Buena Vista Social Club – o espetáculo preserva o legado do grupo cubano, com apresentações cheias de energia.

Em Buena Vista Social Orchestra, Ramos é acompanhado por um conjunto estelar de músicos cubanos, incluindo outros membros originais do Buena Vista Social Club, como Luis “Betun” Mariano Valiente Marin (Congas, Bongo), Emilio Senon Morales Ruiz (Piano) e Fabían Garcia (Baixo), em uma orquestra completa de dez músicos.

No repertório do espetáculo, os fãs podem esperar ouvir os principais clássicos do aclamado grupo cubano, incluindo canções do icônico álbum Buena Vista Social Club, lançado em 1997 e consagrado com inúmeras premiações, incluindo um Grammy.


Fonte: Uol

 

domingo, 8 de dezembro de 2024

'Os Sonhos de Pepe' é cinema artesanal com efeitos globais

Imagens: Reprodução


No ultimo dia 5,  um documentário que destaca a trajetória política e de vida de Pepe Mujica foi lançado nos cinemas brasileiros. Dirigido pelo cineasta uruguaio Pablo Trobo e distribuído pela Pandora Filmes"Os Sonhos de Pepe" é o primeiro capítulo de uma trilogia. Trobo teve contato com Mujica enquanto trabalhava como cinegrafista na campanha presidencial do ex-presidente. O filme integrou a programação do Festival do Rio de 2024.

Ao explorar as ideias do ex-presidente, destacando momentos históricos e revelando a jornada pessoal que o transformou em uma das figuras mais respeitadas e influentes globalmente, o documentário traça um retrato bem feito da presidência de Mujica e serve como uma vitrine para seu discurso, suas ideias e sua filosofia de vida.
Desde o início, "Os Sonhos de Pepe" apresenta ao público a vida simples de Mujica, que ele manteve mesmo enquanto era presidente do Uruguai. Dirigia um Fusca azul-celeste de 1987 para ir ao trabalho, rejeitou morar na residência oficial do Palácio de Suárez e preferiu permanecer em sua modesta chácara na zona rural de Montevidéu, onde cultivava flores para vender. Além disso, doava 90% de seu salário para instituições de caridade. O filme busca destacar essa figura quase inacreditável, marcada pela simplicidade e ausência de ressentimentos, apesar dos 12 anos de prisão que enfrentou por ser integrante do grupo guerrilheiro Tupamaro na ditadura uruguaiana.

Durante os 80 minutos de exibição, vemos Mujica se dirigindo a públicos variados, como na Organização das Nações Unidas (ONU) ou em uma conversa com estudantes no Japão. Sua voz, ouvida em off, acompanha imagens de sua vida cotidiana ou de viagens.

Em um planeta a caminho do colapso climático, onde a humanidade persegue um modelo predatório de desenvolvimento e consumo, a filosofia do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, acende um alerta em todos nós. O sonho de Pepe é deixar um planeta melhor para as gerações futuras”, destaca a sinopse do documentário.  No entanto, o ex-presidente do Uruguai alerta: “O tempo corre depressa e não é possível comprá-lo”.

No mesmo dia do lançamento do filme, o presidente Lula condecorou Mujica com a  Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, por sua incansável luta pelo melhor da América Latina e do mundo.

Assistam o trailer

 



Fonte: Revista Fórum

sábado, 7 de dezembro de 2024

Dois filmes sob nossa direção serão exibidos em Santo André - SP

Imagens: Arte: Babi Mazzo/ Fotos: Estevam Avellar


Dentro da programação do Festival Cine Santo André, os curtas-metragens  "Cicatrizes" e "Este Filme é uma Merda!" que selecionados foram para as Sessões Não Competitivas serão exibidos respectivamente nos dias 10 e 11 próximo, em Santo André.

Ficha Técnica de Cicatrizes

Roteiro e Direção: Antonio Almeida; Elenco: Roberta Romerus e Márcia Mazzoleni; Direção de Produção: Nilber Martins; Direção de Fotografia: Mariana Martins; Arte: Malu Amaral; Edição: Babi Mazzo; Figurinos: Carina Fonsc; Preparador de Elenco e Som Direto: Rafael Matos; Still: Estevam Avelar e Matheus Bellato; Música Tema: "Juriti" de Aldo Justo e Paulo Tovar.

Ficha Técnica de Este Filme é Uma Merda!

Argumento: Delsinho Borges; Roteiro, Direção, Arte e Produção: Antonio Almeida; Direção de Fotografia e Montagem: Babi Mazzo; Som Direto: Larissa Benassi; Figurinos: Dimitria; Still: Estevam Avellar; Trilha Sonora Original: Sérgio Duboc, Renato Matos, Fabrizio Morelo e Vicente Sá.

Serviço

CICATRIZES: Dia 10 de dezembro - 13h25
ESTE FILME É UMA MERDA!: Dia 11 de dezembro - 14h10
LOCAL: Casa Âmbar
ENDEREÇO: Rua Porto Rico, 5 - Parque das Nações
Santo André - SP

 

Documentário de Petra Costa, "Apocalipse nos Trópicos", ovacionado no Festival de Veneza chega a Netflix em 2025

Imagens: Reprodução

 Primeiro lançamento desde “Democracia em Vertigem”, longa investiga relação de evangélicos com o bolsonarismo e o perigo da manipulação ideológica pela extrema direita.

A Netflix divulgou que Apocalipse nos Trópicos, o novo documentário da cineasta Petra Costa, será lançado em 2025 no streaming. A diretora ficou conhecida pela produção Democracia em Vertigem, de 2019, indicada ao Oscar em 2020. O novo documentário vai explorar a crescente influência de líderes religiosos e sua influência política do Brasil. A sinopse questiona: "Quando uma democracia se encerra e uma teocracia começa?".

No documentário, Petra adota uma narrativa poética para explorar a conexão entre o movimento evangélico e a crise política no Brasil, além de aprofundar a análise sobre figuras centrais nesse contexto, como o ex-presidente Bolsonaro. A proposta foi abordar as complexidades de uma democracia em crise. A produção ainda retrata um televangelista brasileiro, que exerceu forte influência sobre Bolsonaro: Silas Malafaia. O país viveu uma teologia apocalíptica aos interesses da extrema direita.

Assim como em Democracia em Vertigem, Petra Costa retrata em sua nova sinopse um período de profunda turbulência e desespero, mas com uma lucidez única e um olhar poético. Ao entrelaçar passado e presente, ela nos mergulha nas realidades contraditórias de uma jovem democracia à beira do abismo, refletindo também as tensões que marcam o cenário global.

Fontes: Revista Fórum/Folhetim Cultural

 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

As raízes e sonhos de Brasília no romance de Andressa Marques

Imagens: Reprodução / Jaqueline Lisboa

Andressa Marques

A construção, o romance de estreia da brasiliense Andressa Marques, narra a trajetória de Jordana, jovem estudante que faz parte da primeira geração de cotistas nas universidades públicas brasileiras. De Taguatinga à UnB perseguida pela ameaça do atraso sob o céu azul de Brasília, Jordana enfrenta os desafios e as descobertas do ambiente universitário, desde o nervosismo do primeiro dia de aula até as complexas interações com veteranos e professores. O romance, de alta carga poética, também explora a história dos trabalhadores que construíram Brasília, destacando a precariedade e os sacrifícios da criação da capital, assim como as subjetividades envolvidas nela. Marques tece uma narrativa que é ao mesmo tempo um olhar para o futuro e uma reflexão sobre o passado, abordando temas como desigualdade, modernização, família, cultura popular e a busca por identidade. Com uma prosa lírica envolvente, A construção nos convida a acompanhar Jordana em sua jornada de autodescoberta e reinvenção da memória, enquanto tenta reescrever histórias que pareciam condenadas ao esquecimento.

Schneider Carpeggiani escreve na orelha do livro: “Assim, descobrimos aqui uma autoria não apenas ciente do impasse do tempo, mas que nos leva a viajar dentro dele. É que sentimos junto com a caloura Jordana o embrulho do primeiro dia de aula num campus que parece o mundo inteiro e o terror causado pelo olhar zoológico dos veteranos e professores. Provamos de novo o entorpecer dos porres adolescentes e o cheiro enjoativo de agrião no RU que avança no ar. Cantamos junto àquela canção da Beyoncé e redescobrimos o novo amor, que faz de todo o resto ensaio, bugiganga. Tudo neste livro tem, e investiga, o demasiado das primeiras vezes

Entramos nessa “construção” não apenas como leitores-voyeurs, e sim como companheiros de Jordana na sua busca por reescrever/reerguer uma História que, antes, estava destinada a ser meramente ruína.”

Andressa Marques nasceu em Taguatinga, Distrito Federal, em 1986. É escritora, professora, doutora em literatura pela Universidade de Brasília e fez parte das primeiras turmas de cotistas do país. 

Fontes: Jornal Nota/Revista Raça


Casa onde viveu Marighella será transformada em instituto e centro de pesquisa

Imagens: Reprodução

Quem passa pela Rua Barão do Desterro, na Baixa dos Sapateiros, em Salvador, não tem ideia de que a casa abandonada e em ruínas, foi onde viveu Carlos Marighella .

Além da restauração do espaço histórico, será construído um anexo que abrigará um centro de pesquisa e documentação.

A casa onde Carlos Marighella, político, guerrilheiro e poeta, viveu ao lado de Clara Charf, sua companheira de vida e luta, no bairro de Nazaré, em Salvador, será transformada na sede do Instituto Carlos Marighella. O espaço abrigará atividades culturais e iniciativas de formação política. O anúncio da transformação foi feito nesta segunda-feira (4), durante um ato em homenagem ao líder, realizado no endereço onde ele foi assassinado por agentes da ditadura militar, na Alameda Casa Branca, região central de São Paulo.

O projeto, há anos reivindicado por militantes e organizações da sociedade civil, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ganhou força com a mobilização de apoiadores. A cerimônia ocorreu no Armazém do Campo, no bairro Campos Elíseos, na capital paulista.

E, nesta quinta-feira (5), foi lançada uma campanha de apoio financeiro para viabilizar o projeto de recuperação da casa de Carlos Marighella, que vai sediar o Instituto Carlos Marighella e Clara Charf. A iniciativa pretende criar um centro político e cultural de memória, voltado para pesquisa e educação.

Além da recuperação da casa onde vivia Carlos Marighella, também será construído um anexo moderno, com linguagem marcadamente contemporânea e ótimas instalações e condições de trabalho, que abrigará o acervo e atenderá pesquisadores e o público em geral.

Na próxima terça-feira (10), a partir das 18h, acontecerá a festa de aniversário de Carlos Marighella no Galpão Cultural Elza Soares, no centro de São Paulo.

Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Preparo do Queijo Minas é reconhecido como patrimônio da humanidade

Imagens: Reprodução

A produção do queijo é feita com o leite cru, de forma totalmente manual e acontece em 106 cidades do estado há mais de três séculos


Nesta quarta-feira (4), os “Modos de Fazer Queijo Minas Artesanal” se tornaram Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco.  A cerimônia aconteceu na cidade de Assunção, capital do Paraguai. 

O marco é motivo de orgulho aos mineiros, tendo em vista que é a primeira vez que a organização internacional concede a premiação para itens da gastronomia brasileira. Dessa forma, a feitura do queijo mineiro se junta à prateleira do “Café Árabe” e da “Arte do Pizzaiolo Napolitano”, outros modos de preparo gastronômico que foram reconhecidos internacionalmente.

A produção do queijo é feita com o leite cru, de forma totalmente manual, sem processos mecânicos, e acontece em 106 cidades do estado há mais de três séculos. A atividade é crucial para a sobrevivência de famílias da agricultura familiar, que são constantemente ameaçadas pela presença e crescimento do agronegócio em Minas Gerais. 

Na cerimônia, a ministra da cultura, Margareth Menezes afirmou que “os sabores brasileiros são uma de nossas muitas riquezas. Fazer queijo, culturalmente, traz consigo as características de um território e de seu povo”.

Fonte: BdF