quinta-feira, 4 de junho de 2020

Tem filme brasileiro na seleção oficial de Cannes

Foto: Divulgação
O Festival de Cannes divulgou, nesta quarta-feira (3), os 56 filmes que compõem sua seleção oficial, selo de qualidade do qual poderão se beneficiar enquanto o evento, que aconteceria em maio, foi cancelado devido à pandemia de coronavírus. Entre os selecionados, está o brasileiro "Casa de antiguidades", do diretor João Paulo Miranda. Protagonizado por Antonio Pitanga, o filme conta a história de um operário negro do interior do Brasil. Também compõem a lista o aguardado "The French Dispatch", do americano Wes Anderson; "Eté 85", do francês François Ozon; e dois filmes do diretor britânico Steve McQueen, vencedor do Oscar por "12 anos de escravidão" em 2014. Festivais on-line podem amenizar os prejuízos do cinema de arte? "Esta seleção mostra que o cinema ainda está vivo, também esteve durante o confinamento", declarou o diretor-geral do festival, Thierry Frémaux, durante o anúncio da seleção ao lado do presidente do Festival, Pierre Lescure. Inicialmente programado para maio e adiado para junho e julho por causa da pandemia de coronavírus, o Festival Internacional de Cinema de Cannes descartou qualquer possibilidade de realizar a 73ª edição em sua "forma física". "Os cineastas não baixaram os braços, pois nos enviaram 2.067 filmes, o que é um recorde. Com eles trabalhando, o mínimo que poderíamos fazer era receber esses trabalhos, ver os filmes", disse Frémaux. "Tivemos que encontrar outras formas. Nunca foi uma questão para nós dizer 'adeus a todos, até o próximo ano'". Dentre os filmes selecionados, há também longas da cineasta japonesa Naomi Kawase, da francesa Maïwenn e do dinamarquês Thomas Vinterberg. Fonte: G!

Ex-capitão Bolsonaro veta destinação de R$ 8,6 bilhões para ações contra coronavírus

Foto: Sergio Lima / AFP
O ex-capitão Jair Bolsonaro vetou o uso do saldo remanescente do Fundo de Reservas Monetárias, de cerca de R$ 8,6 bilhões, para o combate ao novo coronavírus. A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (3) do "Diário Oficial da União". A destinação do dinheiro tinha sido aprovada em maio pelo Congresso Nacional durante a análise de medida provisória editada por Bolsonaro e que extinguiu o fundo. Ao justificar o veto, Bolsonaro argumentou que a mudança feita pelo Congresso Nacional criava uma despesa obrigatória ao poder público sem indicar o impacto financeiro, violando regras constitucionais. Com o veto presidencial, a verba fica, em princípio, sem destinação. "O @govbr vetou repasse R$8,6 bi a Estados/Municípios para não ferir regras orçamentárias e cometer crime de responsabilidade. O $ abaterá dívida pública. Em 28/maio, PR @jairbolsonaro sancionou R$60 bi para combate ao #Covid19, além de diversos créditos ao @minsaude para esse fim", escreveu em uma rede social o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Jorge de Oliveira. Bolsonaro também vetou outros trechos do texto aprovado pelos parlamentares, entre os quais o que previa a repartição do dinheiro entre estados e municípios para a compra de materiais de prevenção à pandemia. Agora, cabe ao Congresso analisar o veto presidencial, que poderá ser mantido ou derrubado. Não há ainda previsão de quando a questão será analisada pelos parlamentares. Durante a tramitação na Câmara e no Senado, o projeto havia sido aprovado com grande consenso. Entre os deputados, a votação tinha sido simbólica (sem o registro de votos no painel eletrônico), modalidade usada geralmente quando há acordo sobre o teor da matéria. No Senado, a aprovação havia sido unânime, com 75 votos a favor. Ao ser questionado nesta terça-feira sobre o veto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ter ficado surpreso com a decisão de Bolsonaro. "A informação que eu tinha dos deputados era que tinha ocorrido um acordo, inclusive para a destinação desses recursos. De fato, surpreendeu o veto do governo em relação a esses 8,6 bilhões. É um direito do presidente [vetar]. Cabe ao Parlamento chamar uma sessão do Congresso e decidir pela manutenção ou derrubada do veto", disse. No dia em que o projeto foi votado na Câmara, o deputado Sanderson (PSL-RS), um dos vice-líderes do governo, foi o responsável por indicar a posição governista. Ele deixou claro que o Palácio do Planalto era a favor de destinar o dinheiro para os entes federados usarem no enfrentamento ao coronavírus. "O governo é favorável a fazer a destinação de R$ 8,7 bilhões para ajuda específica a estados e municípios neste momento tão difícil", disse Sanderson na ocasião. Com o veto fica claro que para esse governo genocida quanto pior, melhor! Fonte: G1

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Weintraub deve pedir demissão

Charge de Amarildo
Segundo a coluna Radar da revista Veja integrantes do Palácio do Planalto fizeram chegar a ministros do STF, do STJ e representantes do Parlamento que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, está de saída do governo. Ainda segundo a coluna, o ministro da Educação, abatido pelos ataques que vem sofrendo dentro e fora do governo, teria decidido pedir demissão do ministério, movimento que não foi, na versão das fontes ouvidas pelo Radar, refutado pelo ex-capitão Bolsonaro. Quem também criticou Weintraub foi o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Em conversa com Bolsonaro, ele afirmou que as declarações do ministro contra o STF e sobre a noite dos cristais, que provocaram revolta na comunidade judaica, teriam degradado a capacidade de interlocução política do ministro com o Parlamento. O Ministro Weintraub não teria vida fácil se tentasse fazer avançar pautas do governo no setor dentro do Congresso, o que teria sido definidor para a decisão do próprio ministro. Os colunistas do Radar encerram a matéria afirmando que em se tratando de governo Bolsonaro, porém tudo é sempre imprevisível. A conferir. Fonte: Radar/Veja, de 03/06/2020

“Vontade de encher de porrada pra virar gente” diz Alcione sobre Sérgio Camargo, da Fundação Palmares

Foto: Reprodução / Facebook
A cantora Alcione participou na noite de terça-feira (2) da live da sambista vascaína Teresa Cristina, que proporciona a seus “cristinders” shows diários direto de sua casa desde o início da quarentena. A Marrom aproveitou e mandou um recado sobre o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo. Alcione revelou estar acompanhando as lives, que são sucesso nas redes e funcionam como um alento ao fim do dia. O tema da noite era Umbanda e Candomblé. “É uma noite para gente mostrar o orgulho do nosso axé”, declarou Teresa Cristina. A Marrom aproveitou a deixa e comentou sobre o momento atual: “Hoje eu vi aquela matéria do zé ninguém lá da Fundação Palmares. Ainda dou na cara dele para parar de ser um sem noção”. Em áudio vazado, Camargo chamou o movimento negro de “escória maldita” e Zumbi dos Palmares de “filho da puta”. “A gente vê tanto sofrimento. Você vê os negros americanos naquela batalha, por causa daquele senhor que morreu com aquele filha da mãe com o joelho nele. A gente vê as coisas que acontecem no Brasil, com bala perdida e tudo. Então a gente vê uma pessoa da nossa cor falando uma besteira daquelas, tenho vontade de arrancar da televisão e encher de porrada pra virar gente”, completou. Alcione ainda cantou a música “Sinfonia Da Paz”, gravada por ela em 1991, emocionando a “anfitriã” do show. Nesta terça, Teresa Cristina fez uma postagem homenageando a cantora: “Ela chegou, se anunciou, falou,mandou recado, encantou, e tornou minha live um cantinho sagrado e abençoado. Que artista gigante é @alcioneamarrom . Gigante como o tamanho e o alcance de sua voz”, escreveu. “Muito axé pra vc, Senhora da Voz! Axé!!!”, completou. Fonte: Revista Fórum

terça-feira, 2 de junho de 2020

Lago de Furnas atinge 763,7 metros, maior nível registrado em 4 anos

Foto: Antonio Almeida, o blog
O Lago de Furnas atingiu o seu maior nível em quase quatro anos. A represa atingiu 763,7 metros acima do nível do mar e superou a marca de agosto de 2016, que foi de 763,4 metros. De acordo com informações do Operador Nacional do Sistema (ONS), o nível que Furnas se encontra hoje perde apenas para o nível de julho de 2016, quando a represa atingiu a marca de 764,6 metros. O lago possui hoje um volume útil de 66,95%, que também foi superado apenas em julho de 2016. A situação atual é digna de comemoração, já que Furnas passou por maus momentos. No ano passado, mais precisamente em novembro, o lago atingiu seu pior nível, com 753,7 metros. Fonte: G1

No momento em que há maior circulação de vírus respiratórios no país os governos estaduais e prefeituras anunciam flexibilização

Foto: André Penner/AP
Os anúncios de flexibilização das medidas de isolamento contra a Covid-19, feitos em vários estados, estão ocorrendo na época em que há maior circulação de vírus respiratórios no país, segundo séries históricas do InfoGripe, sistema de monitoramento da Fiocruz. Avaliando os dados dos últimos anos considerados "regulares" (período de 2010 a 2015 e o ano de 2017), a incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que está associada à circulação dos vírus respiratórios, costuma ser maior exatamente nesta época na maior parte do país. A incidência representa o número de casos de uma doença para cada 100 mil habitantes de uma determinada região. Para entender padrões de circulação de vírus respiratórios, o país é classificado em quatro "regionais": norte, sul, central e leste. Os períodos de maior ou menor circulação coincidem com características climáticas, explica Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. "Os padrões são distintos. A gente não tem um território homogêneo em termos de vírus respiratórios porque o clima não é homogêneo. Esse é o principal fator", explica Gomes. "Como tem um país continental, tem perfis climáticos diferentes. Se a gente olha o mapa climático do Brasil, consegue fazer uma divisão territorial que é similar ao que vê com base no perfil de circulação de síndromes respiratórias agudas graves", esclarece. Veja toda a matéria clicando aqui. Fonte: G1

Anonymous divulga telefones e dados pessoais que seriam do ex-capitão Bolsonaro, filhos e aliados

Perfis no Twitter que dizem pertencer ao grupo hacker Anonymous Brasil divulgaram na noite desta segunda-feira, 1º, supostos dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos Carlos, Eduardo e Flávio, além de integrantes do governo e aliados do presidente, como a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Uma das contas que vazou os dados foi suspensa minutos depois e o site onde estavam armazenadas as informações saiu do ar. A organização atua em outros países e ressurgiu no último domingo, 31, após desdobramentos do caso de George Floyd, homem negro assassinado durante uma abordagem policial nos Estados Unidos. Em vídeo, a organização ameaça expor "muitos crimes" cometidos pela polícia em todo o mundo. A conta que vazou supostos dados de autoridades brasileiras nesta segunda estava sem publicar no Twitter desde outubro de 2018. No último domingo, anunciou a volta. "Chamado #AnonymousBrazilNeedsHelp. Estamos preparando nosso barco! Logo teremos vazamentos de dados, estamos preparando. #Anonymous #AntiFascista #Antifa Ajude com RT", diz uma publicação. O perfil afirma ainda que outras contas "hacktivistas" estão sendo reativadas na rede social. Além de Bolsonaro e seus filhos, tiveram os supostos dados vazados o deputado estadual Douglas Garcia, aliado do presidente e investigado no inquérito das Fake News no Supremo, os ministros Abraham Weintraub e Damares Alves, e o dono da Havan e também investigado no inquérito, Luciano Hang. Entre os dados vazados estão informações como e-mails, telefones, endereços, perfil de crédito, renda, familiares e propriedades. A conta americana, que acumula mais de 4,9 milhões de seguidores, mencionou o presidente Jair Bolsonaro no domingo. "Algo que as pessoas devem olhar no Brasil é investigar se Bolsonaro tem algum vínculo com o traficante e estuprador de crianças John Casablancas, um associado próximo de Trump que atuou como proxy (termo que designa servidores intermediários) para os negócios de Trump no Brasil sob algum cargo obscuro e indefinido" Fonte: O Tempo