domingo, 25 de agosto de 2019
Vem aí "Menino de Ouro" um filme da parceria Cinema no Pano com Gato Cinza filmes
O Cinema no Pano é um projeto cultural situado em Três Corações.
O nome do projeto surgiu da necessidade de estender um pano branco ao ar livre e levar cinema para as comunidades mais carentes da região, além de realizar oficinas gratuitas onde são realizadas as exibições, oficinas estas que ensina o básico de produção, edição, fotografia para cinema, animação entre outros para crianças e adolescentes da periferia.
Estas oficinas estimulam os alunos a elaborarem um roteiro que ao final do curso transforma-se em um curta metragem exibido no pano estendido.
Este ano, diferentemente, o roteiro foi elaborado por um professor de filosofia e trata de um caso de superação, sobre o sonho de um menino, morador de comunidade, em ser jogador de futebol e com as dificuldades da vida tenta ser aliciado para o tráfico.
É um tema atual que foi abraçado pelos alunos da oficina e agora vão buscar recursos através de crowdfunding para a realização do filme.
A Gato Cinza filmes está firmando parceria com o Cinema no Pano para a realização desse projeto “Menino de Ouro” (título do filme) e espera contar com o apoio que sempre teve dos batalhadores pela arte e cultura.
MENINO DE OURO – Roteiro de Nilber Martins, Direção de Patrick Moysés e Antonio Almeida
Nelson Rodrigues será encenado em Campanha
"O viúvo religioso Herculano se encontra em um dilema quando seu irmão, no intuito de ajudá-lo, marca um encontro com uma prostituta. Apesar das memórias da esposa, Herculano se apaixona pela linda Geni, causando um alvoroço na família, especialmente com seu filho único, Serginho, que se recusa a aceitar o novo relacionamento do pai".
O texto de Nelson Rodrigues "Toda Nudez Será Castigada" será apresentado em Campanha, dia 31 de agosto, a partir das 19 horas. Produção do Projeto Teatrando, direção de Babi Mazzo, tendo no elenco: Clara Curi, Victor Oliveira, Duda Borges, Luccas Viana, Luiz Felipe, Renan Carlos, Larissa Garotti, Thata Furtado, Igor Medeiros, Wander Parker e Vini Franco.
Dia 31/08 - 19 horas - UAITEC - Campanha - MG - IMPERDÍVEL!
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Bolsonaro é ridicularizado na TV alemã
Borat, bobo da corte e protagonista do clássico de terror Massacre da serra elétrica – essas foram algumas das associações feitas ao presidente Jair Bolsonaro pelo programa humorístico alemão Extra 3, transmitido na noite de quinta-feira (15/08).
Atração de horário nobre da ARD, principal rede de televisão pública alemã, o programa satirizou por quase cinco minutos o governo do presidente brasileiro, criticando principalmente sua política ambiental e o desmatamento na Amazônia. O vídeo intercala cenas de Bolsonaro com imagens de cortes de árvores e queimadas na Amazônia, além de atividade agrícola e pecuária.
"Um sujeito que não pensa nem um pouco sobre sustentabilidade e emissão de CO2 é o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, o 'Trump do samba'. Mas alguns dizem também 'o boçal de Ipanema'", afirma o apresentador Christian Ehring, em frente a uma fotomontagem de Bolsonaro vestindo a sunga do personagem Borat, criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen.
"Bolsonaro deixa a floresta tropical ser destruída para que gado possa pastar e para que possa ser plantada soja para produzir ração para o gado", continua Ehring, após mencionar os mais recentes dados sobre desmatamento no Brasil e diante de outra montagem, dessa vez mostrando Bolsonaro com uma serra elétrica nas mãos.
"Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, o desmatamento cresceu significativamente e pode continuar aumentando a longo prazo", diz uma voz em off, após aparecer uma foto do líder brasileiro como um "bobo da corte do agronegócio", segurando uma garrafa de pesticida.
O apresentador destaca ainda que o presidente "não se importa nem um pouco" com a suspensão de verbas para projetos ambientais anunciada pelo Ministério do Meio Ambiente alemão no fim de semana. "Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? Lá tá precisando muito mais do que aqui", afirmou Bolsonaro ao reagir com desprezo ao congelamento dos repasses.
Ehring também fala sobre o acordo comercial negociado entre a União Europeia e o Mercosul, chamando o pacto de um "romance destrutivo". Atrás dele aparece uma fotomontagem retratando o presidente e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, como uma dançarina sentada em seus braços.
"Bolsonaro ainda demitiu o chefe do próprio instituto que registrou o desmatamento na floresta tropical, e nomeou a principal lobista da indústria agropecuária como ministra da Agricultura", ressalta o comediante, referindo-se primeiro à demissão de Ricardo Galvão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Continuam abertas as inscrições para o Fest & Arte
As INSCRIÇÕES para os editais da 7º edição do Fest & Arte FORAM PRORROGADAS até o dia 30 de setembro, tanto no "Edital de Espetáculos Adulto e Infantil" quanto no "Edital de Curta Metragens Online".
O Fest & Arte 2019 está cheio de surpresas e novidades...
Para se inscrever, acesse AQUI.
Não perca a oportunidade e vem fazer parte de mais uma edição desse evento incrível!
segunda-feira, 29 de julho de 2019
OAB emite Nota de Repúdio às declarações de Jair Bolsonaro
A Ordem dos Advogados do Brasil, através da sua Diretoria, do seu Conselho Pleno e do Colégio de Presidentes de Seccionais, tendo em vista manifestação do Senhor Presidente da República, na data de hoje, 29 de julho de 2019, vem a público, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 44, da Lei nº 8.906/1994, dirigir-se à advocacia e à sociedade brasileira para afirmar o que segue:
1. Todas as autoridades do País, inclusive o Senhor Presidente da República, devem obediência à Constituição Federal, que instituiu nosso país como Estado Democrático de Direito e tem entre seus fundamentos a dignidade da pessoa humana, na qual se inclui o direito ao respeito da memória dos mortos.
2. O cargo de mandatário da Chefia do Poder Executivo exige que seja exercido com equilíbrio e respeito aos valores constitucionais, sendo-lhe vedado atentar contra os direitos humanos, entre os quais os direitos políticos, individuais e sociais, bem assim contra o cumprimento das leis.
3. Apresentamos nossa solidariedade a todas as famílias daqueles que foram mortos, torturados ou desaparecidos, ao longo de nossa história, especialmente durante o Golpe Militar de 1964, inclusive a família de Fernando Santa Cruz, pai de Felipe Santa Cruz, atingidos por manifestações excessivas e de frivolidade extrema do Senhor Presidente da República.
4. A Ordem dos Advogados do Brasil, órgão máximo da advocacia brasileira, vai se manter firme no compromisso supremo de defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, e os direitos humanos, bem assim a defesa da advocacia, especialmente, de seus direitos e prerrogativas, violados por autoridades que não conhecem as regras que garantem a existência de advogados e advogadas livres e independentes.
5. A diretoria, o Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB e o Colégio de Presidentes das 27 Seccionais da OAB repudiam as declarações do Senhor Presidente da República e permanecerão se posicionando contra qualquer tipo de retrocesso, na luta pela construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e contra a violação das prerrogativas profissionais.//
Brasília, 29 de julho de 2019//
Diretoria do Conselho Federal da OAB//
Colégio de Presidentes da OAB//
Conselho Pleno da OAB Nacional//
O discurso do ódio e da brutalidade de Jair Bolsonaro.
Foto: Portal CTB
Por Helena Chagas///PUBLICADO NO PORTAL OS DIVERGENTES///A questão não é a defesa da exploração mineral em áreas indígenas, pois isso há muito tempo faz parte do debate – e deve ser decidido no Congresso Nacional. O problema é o discurso de um presidente da República que quer fazer os índios deixarem e ser índios e saírem de seus “zoológicos”, abrindo caminho a atos de brutalidade como a invasão da aldeia Waiãpi por garimpeiros e o assassinato do cacique Emyra – do qual Jair Bolsonaro duvidou esta manhã. Com todo esse estímulo para defender os índios, a Funai e a Polícia Federal levaram três dias para chegar à aldeia.Para muitos que votaram nele, também não foi um grande problema, por si só, o fato de o presidente da República ser um militar que, lá em 1964, esteve ao lado do golpe. Mas mesmo esses devem estar estarrecidos com as palavras de Jair Bolsonaro nesta manhã, quando agrediiu o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, com o mais abjeto dos discursos, afirmando que, se ele quisesse, poderia explicar como o pai dele, Fernando Santa Cruz, desapareceu durante a ditadura militar.
O que fez o presidente da OAB? Deixou que a entidade impedisse que a Polícia Federal quebrasse o sigilo telefônico de um dos advogados de Adélio Bispo, autor das facadas que levou na campanha eleitoral. É possível também que, ao investir contra a OAB, Bolsonaro esteja querendo intimidar a instituição, que tem tido papel importante na defesa de direitos junto ao Judiciário.Imaginávamos que essa página já estivesse virada com o reconhecimento, pelo Estado, das atrocidades que resultaram nos mortos e desaparecidos da ditadura. Mas o discurso do ódio e da brutalidade de Jair Bolsonaro a trouxe de volta. E talvez, do ponto de vista histórico, essa tentativa diária de corrosão dos valores que forjaram a democracia em que vivemos hoje, e que permitiu sua eleição, seja o maior dano do governo do capitão ao Brasil. Pior até do que a inépcia e a incapacidade de governar e resolver problemas como o desemprego e a estagnação econômica.
Foram necessários muitos anos, muito sofrimento e muitas vidas para derrubar a ditadura. Foi uma conquista da sociedade brasileira que, dividida em 1964, juntou-se vinte anos depois contra o regime militar – depois de muita censura e arbítrio. Depois, sobretudo, de a classe média conservadora que fora às ruas defender o golpe ver seus filhos serem mortos, torturados, desaparecidos.
É bem possível que tenham aprendido a lição, e quem sabe a tenham transmitido a seus filhos e netos. Porque, a esta altura, a missão de defender a democracia e os valores duramente conquistados contra o discurso do ódio a da brutalidade não é apenas das instituições. É de toda a sociedade. Passou da hora de encarar as afirmações tresloucadas de Bolsonaro como exotismos inofensivo. Nota do Blog: Nojo desse que foi eleito presidente.
sábado, 20 de julho de 2019
Sem Cultura uma comédia genial
Foto:Antonio Almeida
O espetáculo teatral “Sem Cultura” criação coletiva do Grupo Cultiv'art é uma colagem de pequenas histórias do dia-a-dia, com olhar criativo, crítico e bem humorado.
Encenado por Babi Mazzo, Dimitria, Henrique Monteiro, Jorge Ferreira, Larissa Benassi, Marcelo Mendes Brito e Rafael Matos a comédia arrancou gargalhadas do público presente ontem, 19/7, na Associação Comercial de Três Corações. Esperamos que espaços culturais de nossas diversas cidades leve o "Sem Cultura" para alegrar os espectadores locais, pois é um sucesso garantido.
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