quinta-feira, 31 de julho de 2014

Estiva, Careaçu e Pouso Alegre recebem a "Carreta com Cinema".

Três cidades do Sul de Minas devem receber sessões gratuitas de cinema dentro do caminhão do projeto Cinemóvel, da Conexão Cultural Tigre/ICRH. Na 5ª edição, o programa percorrerá 18 municípios de oito estados e as cidades de Estiva, Careaçu e Pouso Alegre foram as escolhidas da região. As películas a serem exibidas serão UP! - Altas Aventuras, Meu Malvado Favorito, Detona Ralph, Valente, Colegas, As Aventuras de Tintim e À Beira do Caminho. Os filmes serão rodados em um telão de 120 polegadas, em uma sala climatizada com 30 poltronas, além de espaço para cadeirantes. O Cinemóvel costuma ser estacionado em praças, próximos a escolas e outros espaços públicos, a fim de atrair crianças de colégios públicos e também atendidas pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Algumas sessões contam também com a presença pessoas da terceira idade, que não abrem mão de assistir as produções na telona. Após estacionar no Sul de Minas, o caminhão cinema passa pelo interior da Bahia, Alagoas, Pernambuco, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Serão mais de 260 sessões com a oferta de 7,8 mil lugares.

terça-feira, 29 de julho de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

"No caminho dos pés" classificado em festival na Colômbia.

O filme "No Caminho dos Pés", dirigido por Stefânia Vasconcellos, do qual fui o protagonista, acaba de ser selecionado para o festival Alboradas Audiovisuales na Colombia. Todo filmado em Cambuquira vai levar o nome da cidade em terras estrangeiras.

domingo, 27 de julho de 2014

Basta o povo querer.

A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, realizou na tarde deste sábado (26) a primeira plenária de mobilização de sua campanha no Rio Grande do Sul. O ato ocorreu em Porto Alegre e reuniu 350 pessoas, entre militantes, candidatos e apoiadores da Capital e do Interior. Compareceram delegações de Passo Fundo, Dom Pedrito, Santana do Livramento, Charqueadas, Frederico Westphalen, Bagé, Gravataí, Viamão, Barra do Ribeiro, Caxias do Sul, Cachoeirinha e Santa Maria. Antes do discurso de encerramento, que ficou a cargo da presidenciável, Luciana Genro ouviu aos pronunciamentos de representantes do movimento popular, da juventude, da população LGBT, da população negra, do movimento sindical e das áreas da saúde e da educação. Também se pronunciaram os dois vereadores do PSOL em Porto Alegre: Pedro Ruas, que é presidente do partido no estado, e Fernanda Melchionna, e o candidato do PSOL ao governo gaúcho, Roberto Robaina. Em sua fala, Luciana Genro destacou os principais pontos do programa de governo que está apresentando nas ruas e nos debates durante esta campanha. Luciana Genro iniciou o pronunciamento afirmando que, se for eleita a próxima presidenta da República, irá romper relações com o Estado de Israel. “Se eu fosse presidenta da República, o Brasil romperia relações diplomáticas com Israel”, anunciou, qualificando de “inadmissível” a manutenção de parcerias com o país que massacra o povo palestino. A candidata do PSOL entende que é preciso fazer uma verdadeira revolução tributária no país. Por isso, defende que a tributação incida de forma mais forte sobre a renda e sobre a propriedade. A principal proposta de Luciana Genro para esta área é a taxação das grandes fortunas – uma proposta que defende há muitos anos, desde quando era deputada federal e apresentou um projeto neste sentido. A proposta da candidata à Presidência pelo PSOL é taxar em 5% ao ano as fortunas acima de R$ 50 milhões. “Os pobres, hoje, pagam muito mais impostos que os milionários. Queremos que os ricaços contribuam com 5% de suas fortunas. Só com isso, poderíamos arrecadar R$ 90 bilhões e dobrar os investimentos em educação”, disse. Luciana Genro destacou que não irá governar para todos e avisou que não deseja os votos dos milionários – fazendo um paralelo com o que já disse o vereador Pedro Ruas, que não deseja o voto dos empresários dos ônibus de Porto Alegre. “Não somos hipócritas de dizer que vamos governar para todos. Vamos governar para a maioria. Tem gente que não vai gostar do nosso governo, que não vai votar em nós e nem deve votar mesmo. Ricaços, não votem em nós!”, conclamou. Ao falar sobre democracia real, Luciana Genro defendeu a consolidação de um governo popular, baseado na mobilização da população nas ruas e não em conchavos políticos com o Congresso Nacional. “Junho deu uma grande lição: o povo nas ruas mete medo nas elites políticas. Eles ficaram com muito medo e fizeram promessas mirabolantes. Queremos uma República de conselhos populares, onde o povo esteja organizado e seja o governo de si mesmo”, explicou. Para concluir, a candidata do PSOL disse que é possível, sim, ir para o segundo turno na disputa com os partidos tradicionais. “Se o povo quiser, nós podemos. Depois do que ocorreu em junho de 2013, nada é impossível de mudar”, declarou. O candidato do PSOL ao governo do Rio Grande do Sul, Roberto Robaina, disse, em seu pronunciamento, que as candidaturas apresentadas pelo partido são uma alternativa que a população possui entre o continuísmo dos governos petistas e o retrocesso que representa o retorno do PSDB e de seus aliados ao poder. “Nossa proposta significa uma alternativa ao modelo de ajuste que os candidatos do sistema defendem”, resumiu. Roberto Robaina lembrou que o PSOL possui “a força de uma ideia socialista que corresponde aos interesses da classe trabalhadora, dos explorados e dos oprimidos”. E avaliou que as manifestações de 2013 no Brasil foram “um levante popular e juvenil que provocou uma fratura no processo de dominação da democracia burguesa”.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Anão diplomático

No Centro de Tel Aviv encontra-se a placa em homenagem ao homem que foi fundamental para criação do Estado de Israel na Assembléia da ONU no ano de 1947. Dr. Osvaldo Aranha, representante da diplomacia brasileira, foi reconhecido pelo povo judeu como um dos articuladores mais importantes daquela sessão, garantindo tempo para que fossem convencidos a mudar de voto alguns representantes de países que optariam pela abstenção na dura e difícil votação que se seguiria. No momento em que o Estado de Israel chama o Brasil de "anão diplomático", vale lembrar que em um passado não muito distante foi a astúcia do "anão" que garantiu o tempo necessário para que todo o povo vítima da maior tragédia do século XX, o holocausto de judeus praticado pelos nazistas, tivesse direito ao seu pedaço de terra nesta pequena nave azul chamada de Terra. Duvido que nosso "grande anão" daquela histórica sessão imaginasse que o Estado de Israel se comportaria como seus antigos algozes menos de 100 anos depois. Orgulho da posição do Brasil. Israel ocupa hoje o 56º lugar em economia e Brasil o 7º. Brasil não vive em conflito há décadas, tampouco fomenta fundamentalismos territoriais e militares para com seus vizinhos. Israel tem uma taxa de desemprego de 7,1%, enquanto Brasil de 4,9. O Brasil tem, no mínimo, 50 vezes mais potencial diplomático que Israel. Brasil é membro do Conselho de Segurança da ONU. Israel também é? Enfim, o Brasil não será investigado por crimes de guerra. Que diabo de "anão diplomático" é o Brasil então? VIVA A PALESTINA!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Nove festivais abrem inscrições para cineastas

Cineastas e profissionais da área de audiovisual têm nove chances de mostrarem suas produções em festivais nacionais e internacionais que estão com inscrições abertas. São oportunidades em festivais de imagem e movimento, documentários, cinemas independentes, curtas, médias e longas-metragens. Veja AQUI os festivais com inscrições abertas.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

QUEM DEU A ISRAEL O DIREITO DE NEGAR TODOS OS DIREITOS?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los. Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros. Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki. A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro? Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia. Por Eduardo Galeano