sábado, 31 de março de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Volei; Cambuquira campeã
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Tumor cancerígeno em Lula desapareceu.

O Hospital Sírio-Libanês informou nesta quarta-feira (28) (veja nota ao final deste texto) que os exames realizados por Lula mostram "ausência de tumor visível". O ex-presidente teve câncer de laringe diagnosticado em outubro do ano passado.
A partir de maio, o ex-presidente se submeterá a avaliações trimestrais. Os médicos dizem que ainda não se pode falar em cura - isso só será possível após cinco anos de resultados negativos dos exames. O ex-presidente fez tratamento durante cinco meses, que consistiu em três ciclos de quimioterapia e 33 sessões de radioterapia.
Conforme nota do hospital, foram realizados exames de ressonância nuclear magnética e laringoscopia, que revelaram "apenas leve processo inflamatório nas áreas submetidas à radioterapia". O ex-presidente seguirá, segundo o hospital, com sessões de fonoaudiologia.
Veja a íntegra do boletim médico divulgado pelo hospital:
"BOLETIM MÉDICO
28/03/2012
11h50
O ex-presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na manhã de hoje (28/03), para realização de exames e avaliação dos resultados do tratamento ao qual foi submetido.
Foram realizados exames de ressonância nuclear magnética e laringoscopia, que mostraram a ausência de tumor visível, revelando apenas leve processo inflamatório nas áreas submetidas à radioterapia, como seria esperado.
O ex-presidente continua realizando sessões de fonoaudiologia e iniciará programação de avaliações periódicas.
A equipe médica que o assiste é coordenada pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Artur Katz, Paulo Hoff, João Luís Fernandes da Silva, Luiz Paulo Kowalski e Rubens de Brito Neto.
Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira Dr. Paulo Cesar Ayroza Galvão
Diretor Técnico Hospitalar Diretor Clínico"
Morre Millôr Fernandes

Millôr Fernandes morreu aos 87 anos de falência múltipla dos órgãos na noite da última terça-feira (27), segundo informou o Cemitério Memorial do Carmo, no bairro do Caju, Rio de Janeiro. Millôr Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923, contudo foi registrado em 27 de maio de 1924. Por isso, em diversos lugares, o ano de nascimento aparece como 1924.
Millôr Fernandes nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de agosto de 1923, contudo foi registrado em 27 de maio de 1924. Por isso, em diversos lugares, o ano de nascimento aparece como 1924. Perdeu o pai dois anos após seu nascimento e a mãe cerca de seis anos depois. "Tive a sensação da injustiça da vida e concluí que Deus em absoluto não existia", escreveu sobre a infância na capital carioca.
Em 1938, deu início a sua carreira de jornalista, como repaginador da revista O Cruzeiro. No mesmo ano, escreveu o conto A Cigarra, ganhou um concurso da revista e foi promovido para o arquivo. Mais tarde, assinava a coluna Poste Escrito, sob o pseudônimo de Vão Gogo. Dirigiu também a revista em quadrinhos O Guri e Detetive, de contos policiais.
Em 1940, começou a colaborar com com seção As garotas do Alceu, como colorista. Em 1942, fez sua primeira tradução literária, do romance A estirpe do dragão, da americana Pearl S.Buck. Em 1946, lançou Eva sem costela - Um livro em defesa do homem, sob o pseudônimo de Adão Júnior. No nao seguinte, sua participação na revista O Cruzeiro já atingia a marca de dez seções por semana. Em alta, encontrou-se com Walt Disney, Vinicius de Moraes, César Lates e Carmen Miranda nos Estados Unidos, em 1948.
No ano seguinte, assinou seu primeiro roteiro para o cinema, com Modelo 19, filme que ganhou cinco prêmios Governador do Estado de São Paulo, entre eles Melhores diálogos para Millôr. Em 1951, lançou a revista Voga, que não fez sucesso. Em 1955, dividiu com o desenhista americano Saul Steinberg o primeiro lugar da Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, na Argentina. Nesse ano escreveu as peças Bonito como um Deus, Um elefante no caos, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Autor pela Comissão Municipal de Teatro, e Pigmaleoa.
Em 1962, na edição de 10 de março de O Cruzeiro, passou a assinar como Millôr. Em 1969, foi um dos fundadores do jornal O Pasquim. Um ano depois, deixa a revista e começa a trabalhar no jornal Correio da Manhã. Em 1974, lançou a revista Pif-Paf, que fechou em seu oitavo número, por problemas financeiros. No ano seguinte, escreveu para Fernanda Montenegro a peça É..., que se tornou o seu grande sucesso teatral.
Em 1996, passou a colaborar com os jornais O Dia, O Estado de São Paulo e Correio Braziliense. Ao longo se sua carreira, escreveu mais de 30 livros em prosa, três de poesia, além de mais de quinze peças para teatro. Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, passou a escrever para a revista Veja em setembro de 2004. Ele deixou a revista em 2009.
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