sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Senado aprova proposta que isenta idoso com mais de 65 anos do Imposto de Renda

Projeto de lei que isenta contribuintes com mais de 65 anos do pagamento do imposto de renda foi aprovado nesta quarta-feira (8) pela Comissão de Assuntos Sociais.
A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS)(foto), isentará pagamentos tributáveis de qualquer espécie até o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, atualmente fixado em R$ 3.916,20.
Projeto
De acordo com a Agência Senado, a legislação atual já prevê a isenção de imposto de renda para aposentados e pensionistas com mais de 65 anos, até o teto da Previdência Social, seja a aposentadoria ou pensão paga pela União, estados, municípios ou por entidade de previdência privada.
Com o projeto, o autor da proposta quer estender a isenção a todos os brasileiros que completarem 65 anos, sejam eles aposentados ou não. Para o autor, a lei deve ser modificada para fazer justiça àqueles que fizeram poupança individual como uma forma de previdência. "Na verdade, é até uma contradição lógica dar o benefício fiscal a quem já recebe do Estado um benefício previdenciário e não dar esse benefício a quem, por outros meios, amealhou ao longo da vida os recursos necessários para se manter na velhice e não depender da Previdência ou da Assistência Social", justifica Paim.
Para o relator Lindbergh Farias a proposta é válida, mas foi preciso modificar o projeto para deixar claro que o benefício proposto não é cumulativo. Dessa forma, se o contribuinte já conta com isenção prevista na tabela do Imposto de Renda, a nova isenção deverá incidir apenas sobre a diferença entre a parcela já isenta e o teto de benefício do Regime Geral de Previdência.
O relator ainda ressaltou que a matéria deverá ser amplamente discutida na Comissão de Assuntos Econômicos, para onde segue agora, para ser adaptada às previsões e estimativas de recursos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e às respectivas dotações de recursos da LOA (Lei Orçamentária Anual), conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00) para proposições que resultem em renúncia de receita.
Machado de Assis explica o sucesso do Michel Teló

Bem se podia comparar o público àquela serpente – deus dos antigos mexicanos — que, depois de devorar um alentado mamífero, prostra-se até que a ação digestiva lhe tenha esvaziado o estômago; então o flagelo das matas corre em busca de novo repasto, emborca novo animal pela garganta abaixo e cai em nova e profunda modorra de digestão.
Esquisita que pareça a comparação, o público é assim. Precisa de uma novidade e de uma grande novidade; quando lhe aparece alguma, digere-a com placidez e calma, até que desfeita ela, outra lhe fica ao alcance e lhe satisfaz a necessidade imperiosa.
Como o réptil monstro de que falei, o público não se contenta com os manjares simples e as quantidades exíguas; é-lhe preciso bom e farto mantimento.
Machado de Assis, Comentários da semana, 7 de janeiro de 1872
Fonte: Blog ENFU
Carnaval
Me desculpem aqueles que acham que axé é carnaval, mas carnaval mesmo são as eternas marchinhas:
Transcrevo uma matéria assinada por Roberto D'Arte, intitulada "MPB ou mpb?" e publicada no portal Brasil Escola:
"Para justificar qualquer escolha pessoal ou para evitar serem envolvidos por algum tipo de crítica, muitos escapam pela tangente usando a velha máxima “gosto não se discute”. Enquanto gosto continuar sem discussão, muito lixo vai sendo empurrado goela abaixo de quem pensa que quer e de quem não quer de jeito algum. Exemplo disso é o que vem sendo produzido e consumido no Brasil em termos de música desde meados da década de 80.
A Bahia, que já foi festejada pela safra nobre de grandes compositores, cantores e músicos, hoje consome e exporta o substrato do lixo chamado axé (tenho mais motivos para estas palavras ácidas, pois sou baiano e vi isso tudo nascer e ganhar corpo). Até mesmo as bandas de baile – que animavam as noites interioranas naquele estado – deixaram de lado os ousados repertórios com Beatles, Rolling Stones e outros grandes nomes da música nacional e internacional, para exibirem a mesma formação e proposta do “É o Tchan” e cia.
Lembro-me, nos idos de 1987, ainda estudante da Universidade Federal da Bahia, o surgimento no circuito universitário de um grupo de teatro chamado “Los Catedrásticos”. Ainda sem o renome local e mesmo nacional de anos depois, o grupo trazia uma deliciosa comédia com críticas às letras que recheavam a axé music desde então. O espetáculo – chamado “A Novíssima Poesia Baiana” – apresentava atores e atrizes vestidos com trajes de gala, como se estivessem em um recital de poesia do século passado. Com tom de eloquência, declamavam pérolas como “Vamos abrir a roda, enlarguecer... Tá ficando apertadinha; por favor, abra a rodinha, meu amor, abra a rodinha” (sucesso na voz da cantora Sarajane. Alguém se lembra?).
Dá pra imaginar o quão atual é esta peça?! Tanto é que o Los Catedrásticos a reapresentou tempos depois, mudando apenas o repertório para os hits do momento. Era de morrer de rir ouvir toda aquela baboseira (inclusive com todos os “Ô ô ô, aiê, aiô”) sem qualquer música, com os ritmos clonados uns dos outros. Enfim, há quem insista chamar o axé, o pagode, o breganejo ou o funk carioca de Música Popular Brasileira, mais conhecida como MPB. Concordo que tais estilos sejam até populares (afinal, quem consegue lutar contra o império da indústria fonográfica), mas MPB já virou sinônimo de um estilo musical bem mais trabalhado e marcado pela qualidade de letra e música.
Sendo assim, para diferenciar o joio do trigo, proponho que deixemos a MPB para o que a sigla já designa e coloquemos “mpb” (música pobre brasileira) para os sucessos descartáveis do momento. Basta grafar um estilo com letras maiúsculas e o outro com minúsculas e amenizaremos esta confusão. Realmente uma confusão de conceitos e de discurso, pois a mídia carioca já anuncia a exaustão da música baiana para o surgimento de um ritmo sucessor: o funk! É verdade, “tá tudo dominado”: rádios, programas de TV, festas, cartazes, lojas de CD, o boca-a-boca, os nossos ouvidos...
Bem que poderiam surgir várias versões do Los Catedrásticos para trazer à tona as novíssimas poesias baiana, carioca, paulista, etc. Imagine só uma música chamada “Tchutchuca” com essa maravilha de refrão: “vem tchutchuca, vem aqui com o seu Tigrão... Vou te jogar na cama e te dar muita pressão”. Ou ainda “O Baile Todo”, do mesmo grupo funk, que é um verdadeiro atentado à gramática: “melhor tu se preparar que o Tigrão vai te ensinar! Agora é ruim de tu fugir que o Tigrão vai te engolir. Se tu corre por aqui eu te pego logo ali”. O “Créu”, então, seria um terrível monólogo, apenas com variações gestuais e guturais".
Transcrevo uma matéria assinada por Roberto D'Arte, intitulada "MPB ou mpb?" e publicada no portal Brasil Escola:
"Para justificar qualquer escolha pessoal ou para evitar serem envolvidos por algum tipo de crítica, muitos escapam pela tangente usando a velha máxima “gosto não se discute”. Enquanto gosto continuar sem discussão, muito lixo vai sendo empurrado goela abaixo de quem pensa que quer e de quem não quer de jeito algum. Exemplo disso é o que vem sendo produzido e consumido no Brasil em termos de música desde meados da década de 80.
A Bahia, que já foi festejada pela safra nobre de grandes compositores, cantores e músicos, hoje consome e exporta o substrato do lixo chamado axé (tenho mais motivos para estas palavras ácidas, pois sou baiano e vi isso tudo nascer e ganhar corpo). Até mesmo as bandas de baile – que animavam as noites interioranas naquele estado – deixaram de lado os ousados repertórios com Beatles, Rolling Stones e outros grandes nomes da música nacional e internacional, para exibirem a mesma formação e proposta do “É o Tchan” e cia.
Lembro-me, nos idos de 1987, ainda estudante da Universidade Federal da Bahia, o surgimento no circuito universitário de um grupo de teatro chamado “Los Catedrásticos”. Ainda sem o renome local e mesmo nacional de anos depois, o grupo trazia uma deliciosa comédia com críticas às letras que recheavam a axé music desde então. O espetáculo – chamado “A Novíssima Poesia Baiana” – apresentava atores e atrizes vestidos com trajes de gala, como se estivessem em um recital de poesia do século passado. Com tom de eloquência, declamavam pérolas como “Vamos abrir a roda, enlarguecer... Tá ficando apertadinha; por favor, abra a rodinha, meu amor, abra a rodinha” (sucesso na voz da cantora Sarajane. Alguém se lembra?).
Dá pra imaginar o quão atual é esta peça?! Tanto é que o Los Catedrásticos a reapresentou tempos depois, mudando apenas o repertório para os hits do momento. Era de morrer de rir ouvir toda aquela baboseira (inclusive com todos os “Ô ô ô, aiê, aiô”) sem qualquer música, com os ritmos clonados uns dos outros. Enfim, há quem insista chamar o axé, o pagode, o breganejo ou o funk carioca de Música Popular Brasileira, mais conhecida como MPB. Concordo que tais estilos sejam até populares (afinal, quem consegue lutar contra o império da indústria fonográfica), mas MPB já virou sinônimo de um estilo musical bem mais trabalhado e marcado pela qualidade de letra e música.
Sendo assim, para diferenciar o joio do trigo, proponho que deixemos a MPB para o que a sigla já designa e coloquemos “mpb” (música pobre brasileira) para os sucessos descartáveis do momento. Basta grafar um estilo com letras maiúsculas e o outro com minúsculas e amenizaremos esta confusão. Realmente uma confusão de conceitos e de discurso, pois a mídia carioca já anuncia a exaustão da música baiana para o surgimento de um ritmo sucessor: o funk! É verdade, “tá tudo dominado”: rádios, programas de TV, festas, cartazes, lojas de CD, o boca-a-boca, os nossos ouvidos...
Bem que poderiam surgir várias versões do Los Catedrásticos para trazer à tona as novíssimas poesias baiana, carioca, paulista, etc. Imagine só uma música chamada “Tchutchuca” com essa maravilha de refrão: “vem tchutchuca, vem aqui com o seu Tigrão... Vou te jogar na cama e te dar muita pressão”. Ou ainda “O Baile Todo”, do mesmo grupo funk, que é um verdadeiro atentado à gramática: “melhor tu se preparar que o Tigrão vai te ensinar! Agora é ruim de tu fugir que o Tigrão vai te engolir. Se tu corre por aqui eu te pego logo ali”. O “Créu”, então, seria um terrível monólogo, apenas com variações gestuais e guturais".
Hoje no Benedita: O Pássaro Azul

O filme conta a história de Mytyl e Tyltyl, dois irmãos que são levados para uma encantadora viagem pelo passado, presente e futuro, em busca do Pássaro Azul da Felicidade. Simples e divertido, é uma clássica história sobre os poderes da natureza. A garotinha do filme é interpretada pela belíssima Shirley Temple, em sua primeira atuação no cinema.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Concurso premiará alunos de escolas públicas com viagem à Espanha

Estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental público, que estudam em escolas que adotam o programa Mais Educação, podem participar do concurso Escola, roteiro e cinema, que premiará os vencedores com uma viagem à cidade de Salamanca, na Espanha, em setembro deste ano. As inscrições devem ser feitas até 15 de abril.
O concurso, promovido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), tem como tema "O lugar onde vivo". Os objetivos são estimular os jovens a escrever, a expressar ideias e sentimentos e aproximá-los do cinema e da televisão.
O estudante deve escolher algo típico sobre os costumes da região onde reside, como lendas, tradições, testemunhos, memórias. Os alunos podem concorrer individualmente ou em um grupo de até quatro colegas. A inscrição consta de roteiro para um filme de curta-metragem de até três minutos, sinopse e dados de identificação dos autores, além de carta do diretor da escola e pré-autorização dos pais ou responsáveis pelo estudante.
De acordo com o regulamento, o autor deve eleger um gênero literário, tal como humor, terror, suspense, romance. Na apresentação do trabalho, deve descrever as cenas e diálogos e prestar atenção nos critérios que serão considerados na avaliação: correção linguística, clareza de expressão, coerência entre as cenas, criatividade, originalidade e representatividade geográfica.
Em maio, uma comissão vai escolher entre os inscritos até 25 trabalhos que serão enviados para serem julgados por especialistas indicados pelo MEC e pela OEI. Cabe à comissão julgadora selecionar até cinco roteiros que serão produzidos pela TV Escola, do MEC, em julho. Em setembro, os autores viajam a Salamanca para a exibição dos filmes durante evento do Programa para o Fortalecimento das Línguas da Ibero-América na Educação, promovido pela OEI. A viagem dos estudantes será custeada pela Fundação SM.
Ainda conforme o regulamento, os estudantes podem enviar os roteiros de duas formas: por correio eletrônico (roteiros@oei.org.br) ou por carta registrada, com aviso de recebimento, para OEI Brasília - SHS quadra 6, conjunto A, sala 919 - Business Center Tower - Complexo Brasil 21 - Brasília - DF, CEP 70316-109.
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