sábado, 23 de setembro de 2023

Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências empossa novos membros.

Imagem: Paulo Guerra/Facebook 



Nesta sexta-feira (22/9),  a Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências promoveu solenidade de posse dos novos acadêmicos. São eles:

  •  João Batista Barolli,
  • Russilvania Gallo e
  • Expedito Gonçalves Dias,

A cerimônia foi realizada no plenário da Câmara Municipal de Varginha e por motivos alheios a nossa vontade, não pudemos estar presente.

Parabéns aos novos membros!

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Academia Brasileira de Letras pode ter seu primeiro membro representante dos povos originários

Imagens: Reprodução 



O ativista indígena e escritor Daniel Munduruku junto à Ailton Krenak disputam uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL). Mais de um século após sua fundação por Machado de Assis, a ABL pode estar prestes a ter o primeiro escritor indígena, na cadeira de número 5, que em 1977 recebeu Rachel de Queiroz, a primeira mulher a integrar a instituição.

Além dos autores indígenas, competem  a historiadora Mary del Priore;  a escritora, poeta e jornalista Raquel Naveira, do Mato Grosso do Sul; o poeta e escritor cearense Antonio Helio da Silva e o escritor paulista J. M. Monteirás

A lista inclui também Chirles Oliveira, uma professora paulista e mestre em comunicação; José Cesar Castro Alves Ferreira, um escritor, artista plástico e político do Rio de Janeiro; o poeta goiano Gabriel Nascente; o ex-senador Ney Suassuna e Denilson Marques da Silva, um escritor, poeta, artista plástico e ensaísta do Rio de Janeiro. 

 A eleição está prevista para ocorrer no dia 5 de outubro deste ano

Ailton Krenack e Daniel Munduruku


“É a história de exclusão dos povos originários que me faz aceitar essa condição de candidato. Estou fazendo isso para que nenhuma pessoa indígena se sinta impedida de sonhar e de querer estar nesses lugares de privilégio que foram exclusivos a um tipo de brasileiro”, disse o líder indígena, ambientalista, filósofo e poeta, Ailton Krenak.


Fundação Cultural de Varginha abre inscrição de escritores varginhenses para Feira Literária

Imagem: Reprodução



 A partir da próxima segunda-feira (25/09), às 12h, a Fundação Cultural de Varginha abre a inscrição de escritores varginhenses para a participação na FLIV 2023 – 6ª Feira Literária de Varginha. O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de outubro nas dependências do Museu Municipal e da Biblioteca Pública de Varginha (Pça Governador Benedito Valadares, nº 141 – Centro).

O formulário de inscrição estará disponível no site www.varginhacultural.com.br . Serão disponibilizadas 20 (vinte) vagas para escritores varginhenses (que tenham nascido em Varginha ou que morem na cidade há pelo menos 2 anos).

As vagas serão por ordem de inscrição seguida pela validação da produção literária e informações pessoais.

Mais informações pelo (35) 3690-2716.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Bolsonaro consultou Forças Armadas sobre golpe

Imagem: Reprodução



 Almirante Almir Garnier Santos, comandante da Marinha, teria colocado tropas à disposição para golpe de Bolsonaro.

Em delação à Polícia Federal (PF), o tenente coronel Mauro Cid revelou detalhes de uma reunião de Jair Bolsonaro (PL) com a cúpula das Forças Armadas onde o ex-presidente buscou apoio dos militares para um golpe de Estado, chegando a apresentar uma minuta que previa a prisão de adversários políticos.

Cid afirmou ainda que o então comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos, teria colocado as tropas à disposição de Bolsonaro para o golpe. No entanto, o Comando do Exército e o Alto Comando das Forças Armadas não teriam aderido às ideias golpistas.

Também teriam participado da reunião os ministros militares do governo, que à época tinha, entre outros, o ex-comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, na Defesa, além de Augusto Heleno (GSI) e Luis Eduardo Ramos (secretaria-Geral da Presidência).

Na delação, Cid conta ainda que a minuta golpista chegou às mãos de Bolsonaro por meio do olavista Filipe Martins, então assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, que teria levado um advogado e um padre na reunião para explicar detalhes do documento - o tenente coronel disse não se lembrar dos nomes dos dois.

A minuta, segundo Cid, sugeria a convocação de novas eleições e autorizava o governo a prender adversários. A PF investiga se a minuta é a mesma encontrada na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, durante operação de busca e apreensão.

Sócio de Eduardo Bolsonaro já havia antecipado a conversa golpista com cúpula militar revelada por Cid.

Sócio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Braz Global Holding, empresa criada em maio do ano passado em Arlington, no Texas, Paulo Generoso antecipou pela rede X (antigo Twitter) o encontro entre Jair Bolsonaro (PL) e a cúpula das Forças Armadas, revelado em delação premiada pelo tenente coronel Mauro Cid.

No encontro, Bolsonaro buscou apoio dos militares para um golpe de Estado, chegando a apresentar uma minuta que previa a prisão de adversários políticos. Veja reportagem aqui

Fonte: Revista Fórum

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

A professora que viaja 108 km de carona todos os dias para dar aulas a 2 crianças

 Imagem: Reprodução


A professora María Domínguez precisa contar com a generosidade dos viajantes para chegar à escola rural onde leciona, no interior do Uruguai.


A escola rural 118 de Paso de la Cruz del Yí fica em meio à zona rural, no interior do Uruguai. — Foto: Arquivo Pessoal

A professora María Domínguez precisa contar com a generosidade dos viajantes para chegar à escola rural onde leciona, no interior do Uruguai.

Às margens da estrada, onde começa a rodovia n° 56, María Domínguez — vestida com sua bata branca, para que as pessoas identifiquem que ela é professora — estende o braço direito e mostra sua mão.

São oito horas da manhã de uma gelada manhã de inverno no interior do Uruguai. Domínguez tem 29 anos e está na entrada da pequena cidade de Florida, 90 km ao norte da capital, Montevidéu. Ela tenta fazer com que algum motorista pare e ofereça uma carona.

A professora precisa chegar antes das 10 horas à escola rural de Paso de la Cruz del Yí — a 108 km de sua casa, no meio do nada, para dar aula para Juliana, de 4 anos, e Benjamín, de 9. Eles são os dois únicos alunos daquele centro educacional.

"São filhos de famílias que moram na região e trabalham no campo", conta ela à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC).

María Domínguez não tem outra forma de chegar à escola que não seja pedindo carona — ou, como se diz no Uruguai, "fazendo dedo".

Leia AQUI toda a saga dessa heroica professora para atender duas crianças.




terça-feira, 19 de setembro de 2023

"Sete Orelhas" agora em livro

 Imagem: Reprodução


Livro "Pesadelo Tropical" se baseia em pesquisas históricas para fundir ficção e realidade.


Um escritor de Luminárias (MG) lançou um livro que resgata a lenda do "Sete Orelhas", um justiceiro fora da lei que teria vivido na cidade de São Bento Abade (MG) durante o período colonial, na passagem do século XVIII para o XIX, por volta do ano 1.800.


Com o título de "Pesadelo Tropical", o romance lançado pela Editora Aboio e desenvolvido durante uma pesquisa de mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), se baseia em pesquisas histórias para fundir ficção e realidade.


A obra, segundo o autor, transporta os leitores para um Brasil esquecido no tempo, amaldiçoado por Deus e povoado por cavaleiros barracos, através de um mosaico que envolve fotografias, obras de arte e recortes de mapas.


"Fui pesquisar esse banditismo social na comarca do Rio das Mortes, tem alguns livros interessantes sobre isso, e aí eu descobri que tinha outras gangues lá, outros bandidos. Tem um famoso 'Mão de Luva', até que já virou série e tal. Tinha a gangue dos Garcias, aí tem uma gangue que eu fiquei fascinado, que era a gangue da Mantiqueira, que era liderada por um bandido que chamava "Montanha", que eles tocavam o terror no alto da Serra da Mantiqueira. Aí eu misturei um pouco desses elementos da história dos Sete Orelhas", explica o autor Marcos Vinícius Almeida, que além de escritor, é jornalista e mestre em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.


A história se passa em 1803, quando quatro mercenários são contratados pela Coroa Portuguesa para uma perigosa missão no Mato Grosso. Guiados por um gigante albino chamado Cigano, eles devem unir forças com os indígenas cavaleiros Guaicurus para atacar a vila de párias construída pelo justiceiro Januário Garcia Leal, mais conhecido como Sete Orelhas, nas montanhas da Serra da Mantiqueira.


A narrativa é apresentada através do ponto de vista de um dos quatro mercenários, um escriba, e revela apenas o começo de uma trama misteriosa que se desenrola para além das páginas do livro.


"No romance, esses quatro mercenários vão lá fazer um acordo, levam ouro, estão fazendo um acordo com os guaicurus, para atacar uma gangue que está no alto da Serra da Mantiqueira, montando uma vila, que é liderada pelo Sete orelhas. E aí o enredo é essa trajetória dele, como marca do Rio das Mortes, um lugar meio abandonado, uma decadência do ouro, meio um faroeste decadente e tal. E aí termina o grande embate, essa gangue vai encontrar com a gangue do Sete Orelhas no alto da Serra da Mantiqueira", conta o escritor.


Quem foi Sete Orelhas?


Januário Garcia Leal, o Sete Orelhas, conforme registros históricos, teria sido um dos mais terríveis facínoras do interior brasileiro, considerado pior até que Lampião.

Ele foi um fazendeiro que vivia em uma propriedade denominada "Ventania", hoje no município de Alpinópolis (MG), juntamente com sua família e escravos.


Sua vida foi pacata até que um acontecimento trágico a mudou definitivamente: a morte covarde de seu irmão João Garcia Leal, que foi surpreendido na localidade de São Bento Abade por sete homens e atado nu em uma árvore, onde foi assassinado a sangue frio, tendo os homicidas retirado lentamente toda a pele de seu corpo. A árvore onde o crime teria acontecido foi apelidada de "Tira Couro". A motivação do crime, conforme a versão mais conhecida, seria uma disputa de terras.


Conforme os registros históricos, a burocrática Justiça colonial mostrou-se absolutamente indiferente ao episódio, deixando impunes os sete irmãos que haviam executado a barbárie.



Foi assim que, ante a indiferença dos órgãos de repressão à criminalidade, que Januário associou-se a seu irmão caçula Salvador Garcia Leal e ao tio, Mateus Luís Garcia, e, juntos, os três capitães de milícias assumiram pessoalmente a tarefa de localizar e sentenciar os autores do crime contra João Garcia Leal, dando início a uma perseguição atroz.


A lei escolhida por Januário, chefe do bando de justiceiros privados, foi a de talião, ou seja, a morte aos matadores – com o requinte estarrecedor de se decepar uma orelha de cada criminoso, juntando-as em um macabro cordão que era publicamente exibido como troféu pelos implacáveis vingadores.


Somente depois de decepada a última orelha dos criminosos é que Januário deu-se por satisfeito.


Fonte: G1 

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Sábado (23) tem Sarau em Lambari



 No próximo sábado, às 19h, haverá mais um Sarau do Vagão 98. 

O sarau do Vagão, ao lado do Clube de Leitura Trem de Ler, é uma das iniciativas mais tradicionais do Vagão 98. 

A atmosfera de amizade e descontração dos saraus torna estes encontros mensais de música, poesia e dança aconchegantes e envolventes.

Você pode participar mostrando seus talentos ou apenas curtindo as apresentações. 

Quem aparecer para curtir o sarau também poderá degustar os cafés especiais da Associação das Mulheres Empreendedoras do Café da Mantiqueira.

O Vagão 98 está localizado na Praça Vivaldi Leite Ribeiro, 98, bem no Centro de Lambari.