terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Na próxima sexta-feira, dia 10, Embornal Records, selo musical do Sul de Minas, faz sua estreia fonográfica em todas as plataformas digitais.



 “Três Pontas: Música em Experimento” é o álbum que dará o ponta pé inicial ao Embornal, carregando gravações ao vivo de quatro grupos e artistas da região em estilos diversos:

  • Compasso Lunnar (progressivo mineiro);
  • Heitor Branquinho (MPB);
  • Isabela Morais (pop experimental) e,
  • Stay Clean (metal).

 As 12 faixas foram selecionadas a partir de shows gravados no primeiro semestre de 2021 para a mostra audiovisual contemplada pela Lei Aldir Blanc.

O objetivo do selo é incentivar lançamentos e dar visibilidade à produção da região. O nome faz referência ao embornal usado por tropeiros e trabalhadores rurais; tradicional objeto para transporte de ferramentas, alimentos e objetos diversos, mas também símbolo da cultura interiorana. O imborná, dito assim de forma mais mineira, vai conter elementos artísticos do Sul de Minas em diálogo com experimentações contemporâneas.

“No interior do Brasil e de Minas a gente convive com artistas de grande criatividade e experimentação. Em Três Pontas, por exemplo, existe uma geração influenciada pela obra e legado de Milton Nascimento e Wagner Tiso, mas igualmente em conexão com a música contemporânea e experimental. É uma geração muito especial e que precisa ser conhecida”, afirma Isabela Morais, produtora e artista fundadora do selo junto ao jornalista, músico e produtor João Marcos Veiga.

A Embornal Records também atua como agregadora de iniciativas da região, junto a Desalinho Produções (realizadora da mostra Três Pontas Música e Experimento e gestora artística), o Experience Studios (responsável pela gravação de importantes trabalhos recentes) e realizadores audiovisuais.

“É um desafio imenso para os artistas se firmarem no mercado musical atual. Mas também são muitas as possibilidades de diálogo, parcerias, colaborações, das gravações a clipes e lançamentos fonográficos. É isso que queremos fomentar em nosso embornal musical, a partir de artistas que acreditamos e apostamos”, conta João Marcos Veiga.

Na sequência da coletânea de estreia, a Embornal Records fará lançamentos de dois importantes artistas de Três Pontas. O primeiro deles será o disco “Onírico”, de Ismael Tiso, segundo álbum solo da carreira. Depois será a vez do álbum “Cativo”, de Clayton Prósperi.

Álbum Três Pontas – Música em Experimento” – Embornal Records

Data: 10 de dezembro de 2021
Onde: https://links.altafonte.com/3pontas
Instagram: https://www.instagram.com/embornalrecords/

Fonte: Mariposas Espaciais

"O Mestre da Cena", do cineasta brasiliense João Inácio concorre no Festival de Brasília

O filme "O Mestre da Cena" de João Inácio, retrata a carreira de Geraldo Martuchelli ou Gê Martú, um dos maiores atores brasileiros do qual tenho a honra de ser amigo.
O filme está selecionado no 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com exibição e votação  online, de 08/12, às 20h00, até às 20h00 do dia 10/12, no canal Innsaei (https://innsaei.tv).

Ficha Técnica

54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Apresenta

O Mestre da Cena

Direção: João Inácio

Documentário, 74 min, 2019, Distrito Federal

Classificação indicativa: Livre

SINOPSE

De varredor e faz tudo em teatros nos anos 1950, Gê tornou-se um artista de renome nacional e um dos mais profícuos atores brasilienses. Com mais de 60 anos de carreira, atuou em mais de 50 filmes e em mais de uma centena de peças, além das inúmeras participações em comerciais e novelas. Para alguns, ele é apenas um dentre tantos outros excelentes atores nacionais, mas para os que o conhecem de perto, é um verdadeiro patrimônio imaterial de Brasília.

Pela primeira vez, um longa-metragem retrata a vida e a obra de Gê Martu, ator com mais de quatro décadas de carreira na capital federal. Um dos artistas mais queridos de Brasília, começou no teatro, varrendo as coxias, e foi, gradualmente, entrando e roubando a cena. O documentário conta com depoimentos de diversos artistas relevantes do cenário brasiliense, trechos de peças memoráveis para a cidade e algumas das suas importantes participações em importantes filmes da filmografia nacional.

Veiculação:

Das 20h do dia 08/12/2021

as 20h ate 10/12/2021

A votação do júri popular também ocorre durante esse período não deixe de votar!



 

domingo, 5 de dezembro de 2021

Filmes premiados no Fest & Arte 2021 estarão disponíveis em live dias 11 e 12 de dezembro

Os curtas metragens "3 Luas", de Laís Pires; "Punitivo", de Vítor Nini e "Pra não dizer que só falei das flores", de Antonio Almeida estarão sendo exibidos dias 11 e 12 de dezembro na página do Festival no Facebook.
Em função da pandemia essa 9ª edição do Festival será inteiramente online mas temos certeza que não perderá o brilho das edições anteriores.

 

sábado, 4 de dezembro de 2021

Mais de 150 filmes em domínio público para assistir

A história do cinema está preservada na internet. No site Public Domain Full Movies, como o nome já diz, estão armazenados mais de 150 filmes antigos que já caíram em domínio público, deixando à disposição de todos algumas das obras mais clássicas da Sétima Arte, de forma gratuita, na íntegra e, levando em conta que muitos dos longas têm mais de um século, em alta qualidade, sempre que possível.

Lá estão disponíveis grandes obras como Nosferatu, de 1922, e Viagem à Lua, de 1902, considerado o primeiro filme de ficção científica da história. Obras completas de Charlie Chaplin também aparecem no site, assim como Dementia 13, de Francis Ford Coppola, e Plano 9 do Espaço Sideral, cujo realizador, Ed Wood, ganhou um filme em 1994, com Johnny Depp no papel principal.

Os longas não contam com legendas em português ou dublagens, mas muitos nem precisam disso, pois são da era do cinema mudo. Além disso, todos acompanham informações como sinopse e elenco na descrição, além de dados históricos sobre sua produção ou curiosidades sobre o roteiro ou os participantes.

Até mesmo obras relativamente recentes, como A noite dos mortos vivos, lançado em 1968 por George Romero, estão disponíveis no canal. Ela se tornou de domínio público devido à ausência de uma nota de copyright que deveria ter sido colocada pela distribuidora, o que causou longas e infrutíferas batalhas judiciais. No fim das contas, isso possibilitou a criação de vários remakes e tornou o clássico dos zumbis um dos primeiros longas a serem compartilhados legalmente na web.

De acordo com as leis americanas, entram em domínio público todos os filmes que não contarem com uma marca de copyright, que tenham sido lançados antes de 1923 ou cujos realizadores tenham falecido há mais de 70 anos. A atribuição desse caráter permite que qualquer um relance a obra ou utilize parte ou sua integralidade em trabalhos próprios, mesmo que estes contem com proteção.


 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Campanha pela dignidade menstrual em Varginha



 A "Campanha Miêtta Santiago pela dignidade Menstrual" iniciou o processo de arrecadação de absorventes.

Qualquer 10,00, ou o valor de dois absorventes, cobre as necessidades de uma pessoa menstruante por 1 mês. A gente conseguiu postos de arrecadação e um pix para transferência.

Abaixo,  os coletivos e as entidades varginhenses envolvidas nessa campanha, os pontos de arrecadação e o pix para transferência em valores.






O público atingido será formado, inicialmente, por 90 mulheres, moradoras do bairro Carvalhos (Varginha), e 10 pessoas menstruantes em situação de rua.

Sobrando um número razoável desse item, deverão ser atendidas meninas em idade escolar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Debandada da Capes já soma 80 pesquisadores

 Imagem: Reprodução



Após o anúncio de demissão coletiva no Inep, responsável pela prova do Enem e avaliações da Educação Básica, uma nova debandada, desta vez na Capes, expõe um fosso cada vez maior no Ministério da Educação (MEC). Em uma semana, 80 coordenadores e consultores apresentaram renúncia coletiva de suas posições de avaliadores das áreas de física, matemática e, agora, também de química, conforme documento ao qual o EL PAÍS teve acesso. A Capes, sigla para Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, é responsável por fiscalizar os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado do Brasil. A avaliação dos cursos atribui notas que vão de 1 a 7, atestando ou desqualificando a qualidade dos programas de pós-graduação. É essa análise que dá um retrato de como está a pós-graduação no país. São observados quantos artigos saíram em revistas científicas, número de alunos, ex-alunos, prêmios recebidos, objetivos dos programas, e linhas de pesquisa.

A crise no Capes começou na quarta-feira passada, quando três coordenadores de física renunciaram e os 18 consultores da área, em apoio, também entregaram suas funções. Na última segunda foram 52 do grupo de matemática. Nesta quarta, outros 28, da química, se somaram. Eles acusam a presidência da entidade de fazer pressão pela aprovação de novos cursos, incluindo educação à distância, o que beneficiaria especialmente o setor privado. Ao mesmo tempo, a Capes, presidida por Cláudia Mansani Queda de Toledo, não se esmera em destravar na Justiça uma ação que questiona os métodos de avaliar cursos já existentes. Para eles, é preciso primeiro avaliar e, com base nestes resultados, aprovar novos cursos. Para a Capes, porém, as ações não estão interligadas, o que abriu uma zona de conflitos no órgão ligado ao Ministério.

A avaliação em debate se refere à produção científica do país feita entre 2017 e 2020 em 4.146 programas de pós-graduação, de todas as áreas. Ela ainda não foi concluída, em parte por causa da pandemia, e em parte porque houve judicialização do processo. Em setembro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a avaliação, após pedido de liminar do Ministério Público do Estado. A denúncia viu critérios ilícitos no processo, porque eles haviam sido alterados pelo Governo durante o período de análise dos cursos. Sem a avaliação, o país fica sem saber a evolução da qualidade da pesquisa no Brasil, e onde deve-se investir mais ou cortar recursos. Em última análise, o raio-x da produção acadêmica e científica fica obscuro e o caso, sem data para ser resolvido.

Com a paralisação, a avaliação não vai mais ocorrer nos mandatos de quatro anos dos atuais grupos de análise, que expira em abril. E a presidenta da Capes, Claudia Toledo, ainda não sinalizou se vai renovar os contratos. Sem isso, será preciso chamar novos especialistas. “Mas o que isso sinaliza é mais sério: nunca deixamos de ter uma avaliação. É uma tradição nossa, nasceu com a Capes. Se eles paralisam algo que é tradição, cria um clima de insegurança. É como cancelar o Natal. Depois que cancelam o Natal, tudo mais pode ser cancelado”, compara Gregório Pacelli Bessa, coordenador geral da avaliação de Matemática/Probabilidade e Estatística da Capes e signatário da carta da área.

Roberto Imbuzeiro, coordenador-adjunto, explica que a Justiça não entendeu os critérios. Ele afirma que o sistema de avaliação da Capes passou por mudanças de 2017 a 2020, mas que as regras estavam criadas antes do quadriênio. “É como se a Capes falasse o que vai cair na prova, mas não o que vai ter em cada questão, nem quanto vai valer cada uma delas”, compara. “A Capes dá uma cesta cheia de indicadores e cada área (de coordenadores e consultores) define o peso entre elas. Isso é feito a partir de uma observação geral da área. É uma avaliação comparativa”, explica.

Para Helena Nader, vice-presidenta da Associação Brasileira da Ciência (ABC) e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), faltou conhecimento do Ministério Público e da Justiça sobre como se faz uma avaliação. Nader, que foi premiada em 2020 pela sua contribuição à ciência, critica a postura do Governo diante da paralisação dos trabalhos da Capes em função do processo aberto a pedido do MP. “Um setor da Justiça inviabiliza um país por incompreensão. A AGU [Advocacia-Geral da União] deveria ser mais incisiva na defesa. O ministro [da Educação, Milton Ribeiro] deveria ser mais pulso firme, dizendo que é assim que se avalia no mundo inteiro”, afirmou ao EL PAÍS.

Com a avaliação em suspenso, os coordenadores e consultores se recusam a endossar a criação de novos cursos de pós-graduação, o que vem sendo pedido pela presidência da entidade e já foi cobrado pelo Ministério Público do Distrito Federal. O processo, chamado de Análise de Propostas de Cursos Novos (APCN), está suspenso desde 13 de novembro de 2020 e não voltou ao calendário da entidade. Com a pressão, os membros do comitê avaliador preferiram renunciar às posições para não assinar algo que pode criar cursos sem qualidade. “Uma vez que os programas de pós-graduação são essenciais para a formação da competência científico-tecnológica nacional, a falta de qualidade dos mesmos, obviamente, pode causar danos profundos no desenvolvimento econômico e social do país”, afirmam em carta os consultores de física.

Mesmo antes da judicialização, Imbuzeiro conta que houve atrasos na condução da avaliação, em parte por falta de gestão da presidência do órgão. Cláudia Queda de Toledo assumiu em abril, tornando-se a terceira pessoa a presidir a Capes durante do Governo Bolsonaro. Formada em Direito, Toledo era reitora de um centro universitário privado em Bauru (SP), o antigo Instituto Toledo de Ensino (ITE), da família dela —e onde Ribeiro se formou em Direito em 1990. Assim que foi nomeada, em abril deste ano, veio à tona que Toledo era coordenadora de um curso de mestrado com nota baixa na avaliação da Capes em 2017 e que, por isso, teve o descredenciamento recomendado naquela época. O Conselho Superior da Capes reviu a avaliação em 2020, e o curso voltou ao sistema.

Toledo mudou algumas regras referentes à comissão de especialistas. Entre elas, estava a definição de quem poderia compor o grupo de consultores, o que só foi divulgado em agosto, e levou os coordenadores a reformularem todo o quadro da avaliação. “Se isso não configura aviltamento de avaliação, é uma tremenda falta de organização. É, claramente, falta de gestão”, afirma Imbuzeiro.

Em nota, a Capes afirmou que “tem como norte a defesa da Avaliação dos Programas de Pós-Graduação e defende a necessidade de união da comunidade científica”. A entidade afirma que há 49 áreas de avaliação, e que as renúncias estão em física e matemática –e agora, também em química–, “que justificaram o afastamento em face da abertura do sistema para pedidos de cursos novos, pois entendem que é preciso primeiro retomar a avaliação suspensa judicialmente para, só depois, abrir o sistema para pedidos de cursos novos”. Para a Capes, não há correlação entre os casos.

Fonte: El País


"Pra não dizer que só falei das flores" é o terceiro colocado no Fest & Arte 2021


Uma pesquisa coordenada pela Igreja Católica com documentos produzidos pelos próprios militares identificou mais de cem torturas usadas nos “anos de chumbo” (1964-1985). Esse baú de crueldades, que  incluía choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria, foi aberto de vez em 1968, o início do período mais duro do regime militar.  

A partir dessa época, a tortura passou a ser amplamente empregada, especialmente para obter informações de pessoas envolvidas com a luta armada. 

Contando com a “assessoria técnica” de militares americanos que ensinavam a torturar, grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão, invadindo casas ou locais de trabalho.  

A coisa piorava nas delegacias de polícia e em quartéis, onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos.  

Mas ninguém acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar chegou a ser punido. Em 1979, o Congresso aprovou a Lei da Anistia, que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos – incluindo os torturadores – fossem perdoados pela Justiça. 

A juventude de hoje pouco sabe desses chamados anos de chumbo e nosso filme procura resgatar um pouco dessa história.

Muito gratificante saber que logrou o terceiro lugar em votação popular no Festival de Curtas da Fest & Arte, festival este realizado anualmente no Centro Cultural Parque das Ruínas, com produção da produtora Nozes e patrocínio da Cesgranrio.

Nossos parabéns aos filmes "3 luas", de Laís Pires (1º colocado) e "Primitivo" (2º colocado)