sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Campanha pela dignidade menstrual em Varginha



 A "Campanha Miêtta Santiago pela dignidade Menstrual" iniciou o processo de arrecadação de absorventes.

Qualquer 10,00, ou o valor de dois absorventes, cobre as necessidades de uma pessoa menstruante por 1 mês. A gente conseguiu postos de arrecadação e um pix para transferência.

Abaixo,  os coletivos e as entidades varginhenses envolvidas nessa campanha, os pontos de arrecadação e o pix para transferência em valores.






O público atingido será formado, inicialmente, por 90 mulheres, moradoras do bairro Carvalhos (Varginha), e 10 pessoas menstruantes em situação de rua.

Sobrando um número razoável desse item, deverão ser atendidas meninas em idade escolar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Debandada da Capes já soma 80 pesquisadores

 Imagem: Reprodução



Após o anúncio de demissão coletiva no Inep, responsável pela prova do Enem e avaliações da Educação Básica, uma nova debandada, desta vez na Capes, expõe um fosso cada vez maior no Ministério da Educação (MEC). Em uma semana, 80 coordenadores e consultores apresentaram renúncia coletiva de suas posições de avaliadores das áreas de física, matemática e, agora, também de química, conforme documento ao qual o EL PAÍS teve acesso. A Capes, sigla para Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, é responsável por fiscalizar os cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado do Brasil. A avaliação dos cursos atribui notas que vão de 1 a 7, atestando ou desqualificando a qualidade dos programas de pós-graduação. É essa análise que dá um retrato de como está a pós-graduação no país. São observados quantos artigos saíram em revistas científicas, número de alunos, ex-alunos, prêmios recebidos, objetivos dos programas, e linhas de pesquisa.

A crise no Capes começou na quarta-feira passada, quando três coordenadores de física renunciaram e os 18 consultores da área, em apoio, também entregaram suas funções. Na última segunda foram 52 do grupo de matemática. Nesta quarta, outros 28, da química, se somaram. Eles acusam a presidência da entidade de fazer pressão pela aprovação de novos cursos, incluindo educação à distância, o que beneficiaria especialmente o setor privado. Ao mesmo tempo, a Capes, presidida por Cláudia Mansani Queda de Toledo, não se esmera em destravar na Justiça uma ação que questiona os métodos de avaliar cursos já existentes. Para eles, é preciso primeiro avaliar e, com base nestes resultados, aprovar novos cursos. Para a Capes, porém, as ações não estão interligadas, o que abriu uma zona de conflitos no órgão ligado ao Ministério.

A avaliação em debate se refere à produção científica do país feita entre 2017 e 2020 em 4.146 programas de pós-graduação, de todas as áreas. Ela ainda não foi concluída, em parte por causa da pandemia, e em parte porque houve judicialização do processo. Em setembro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a avaliação, após pedido de liminar do Ministério Público do Estado. A denúncia viu critérios ilícitos no processo, porque eles haviam sido alterados pelo Governo durante o período de análise dos cursos. Sem a avaliação, o país fica sem saber a evolução da qualidade da pesquisa no Brasil, e onde deve-se investir mais ou cortar recursos. Em última análise, o raio-x da produção acadêmica e científica fica obscuro e o caso, sem data para ser resolvido.

Com a paralisação, a avaliação não vai mais ocorrer nos mandatos de quatro anos dos atuais grupos de análise, que expira em abril. E a presidenta da Capes, Claudia Toledo, ainda não sinalizou se vai renovar os contratos. Sem isso, será preciso chamar novos especialistas. “Mas o que isso sinaliza é mais sério: nunca deixamos de ter uma avaliação. É uma tradição nossa, nasceu com a Capes. Se eles paralisam algo que é tradição, cria um clima de insegurança. É como cancelar o Natal. Depois que cancelam o Natal, tudo mais pode ser cancelado”, compara Gregório Pacelli Bessa, coordenador geral da avaliação de Matemática/Probabilidade e Estatística da Capes e signatário da carta da área.

Roberto Imbuzeiro, coordenador-adjunto, explica que a Justiça não entendeu os critérios. Ele afirma que o sistema de avaliação da Capes passou por mudanças de 2017 a 2020, mas que as regras estavam criadas antes do quadriênio. “É como se a Capes falasse o que vai cair na prova, mas não o que vai ter em cada questão, nem quanto vai valer cada uma delas”, compara. “A Capes dá uma cesta cheia de indicadores e cada área (de coordenadores e consultores) define o peso entre elas. Isso é feito a partir de uma observação geral da área. É uma avaliação comparativa”, explica.

Para Helena Nader, vice-presidenta da Associação Brasileira da Ciência (ABC) e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), faltou conhecimento do Ministério Público e da Justiça sobre como se faz uma avaliação. Nader, que foi premiada em 2020 pela sua contribuição à ciência, critica a postura do Governo diante da paralisação dos trabalhos da Capes em função do processo aberto a pedido do MP. “Um setor da Justiça inviabiliza um país por incompreensão. A AGU [Advocacia-Geral da União] deveria ser mais incisiva na defesa. O ministro [da Educação, Milton Ribeiro] deveria ser mais pulso firme, dizendo que é assim que se avalia no mundo inteiro”, afirmou ao EL PAÍS.

Com a avaliação em suspenso, os coordenadores e consultores se recusam a endossar a criação de novos cursos de pós-graduação, o que vem sendo pedido pela presidência da entidade e já foi cobrado pelo Ministério Público do Distrito Federal. O processo, chamado de Análise de Propostas de Cursos Novos (APCN), está suspenso desde 13 de novembro de 2020 e não voltou ao calendário da entidade. Com a pressão, os membros do comitê avaliador preferiram renunciar às posições para não assinar algo que pode criar cursos sem qualidade. “Uma vez que os programas de pós-graduação são essenciais para a formação da competência científico-tecnológica nacional, a falta de qualidade dos mesmos, obviamente, pode causar danos profundos no desenvolvimento econômico e social do país”, afirmam em carta os consultores de física.

Mesmo antes da judicialização, Imbuzeiro conta que houve atrasos na condução da avaliação, em parte por falta de gestão da presidência do órgão. Cláudia Queda de Toledo assumiu em abril, tornando-se a terceira pessoa a presidir a Capes durante do Governo Bolsonaro. Formada em Direito, Toledo era reitora de um centro universitário privado em Bauru (SP), o antigo Instituto Toledo de Ensino (ITE), da família dela —e onde Ribeiro se formou em Direito em 1990. Assim que foi nomeada, em abril deste ano, veio à tona que Toledo era coordenadora de um curso de mestrado com nota baixa na avaliação da Capes em 2017 e que, por isso, teve o descredenciamento recomendado naquela época. O Conselho Superior da Capes reviu a avaliação em 2020, e o curso voltou ao sistema.

Toledo mudou algumas regras referentes à comissão de especialistas. Entre elas, estava a definição de quem poderia compor o grupo de consultores, o que só foi divulgado em agosto, e levou os coordenadores a reformularem todo o quadro da avaliação. “Se isso não configura aviltamento de avaliação, é uma tremenda falta de organização. É, claramente, falta de gestão”, afirma Imbuzeiro.

Em nota, a Capes afirmou que “tem como norte a defesa da Avaliação dos Programas de Pós-Graduação e defende a necessidade de união da comunidade científica”. A entidade afirma que há 49 áreas de avaliação, e que as renúncias estão em física e matemática –e agora, também em química–, “que justificaram o afastamento em face da abertura do sistema para pedidos de cursos novos, pois entendem que é preciso primeiro retomar a avaliação suspensa judicialmente para, só depois, abrir o sistema para pedidos de cursos novos”. Para a Capes, não há correlação entre os casos.

Fonte: El País


"Pra não dizer que só falei das flores" é o terceiro colocado no Fest & Arte 2021


Uma pesquisa coordenada pela Igreja Católica com documentos produzidos pelos próprios militares identificou mais de cem torturas usadas nos “anos de chumbo” (1964-1985). Esse baú de crueldades, que  incluía choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria, foi aberto de vez em 1968, o início do período mais duro do regime militar.  

A partir dessa época, a tortura passou a ser amplamente empregada, especialmente para obter informações de pessoas envolvidas com a luta armada. 

Contando com a “assessoria técnica” de militares americanos que ensinavam a torturar, grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão, invadindo casas ou locais de trabalho.  

A coisa piorava nas delegacias de polícia e em quartéis, onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos.  

Mas ninguém acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar chegou a ser punido. Em 1979, o Congresso aprovou a Lei da Anistia, que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos – incluindo os torturadores – fossem perdoados pela Justiça. 

A juventude de hoje pouco sabe desses chamados anos de chumbo e nosso filme procura resgatar um pouco dessa história.

Muito gratificante saber que logrou o terceiro lugar em votação popular no Festival de Curtas da Fest & Arte, festival este realizado anualmente no Centro Cultural Parque das Ruínas, com produção da produtora Nozes e patrocínio da Cesgranrio.

Nossos parabéns aos filmes "3 luas", de Laís Pires (1º colocado) e "Primitivo" (2º colocado)


sábado, 27 de novembro de 2021

Omicron: a nova variante do coronavírus



 A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na sexta-feira (26/11) que a variante do coronavírus registrada pela primeira vez na África do Sul, batizada de Omicron, representa um risco maior de reinfecção de covid-19, segundo evidências preliminares.

Antes chamada de B.1.1.529, a cepa já foi identificada em Israel, Bélgica, Hong Kong e Botsuana, além da África do Sul. A OMS classificou a Omicron como "variante preocupante" (variant of concern, o termo usado para descrever as variantes mais problemáticas até agora, como a delta, gamma etc).

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o governo adote restrições para voos e viajantes vindos da África do Sul e cinco países vizinhos - Botsuana, Suazilândia (Essuatíni), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. Horas depois, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, escreveu no Twitter que restrições a passageiros vindos destes países entrarão em vigor a partir de segunda-feira (29).

Ao mesmo tempo que a Anvisa recomendava restrições nos aeroportos o ex-capitão que ocupa a presidência da República em conversa com seus admiradores (cada vez mais escassos) negava qualquer restrição.

O Brasil, ao abrir os estádios sem a devida fiscalização, festas e agora na iminência do carnaval core mais uma vez o risco de ser o epicentro da doença.

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Lula e Macron selam aliança

Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido nesta manhã com honras de chefe de estado pelo presidente francês Emmanuel Macron. Além de ser recebido pela Guarda de Honra do Palácio do Eliseu, Lula foi tratado como presidente de direito do Brasil por Macron. 

No encontro, Macron esteve acompanhado de dois ministros, enquanto Lula participou com o ex-chanceler Celso Amorim e o atual presidente da Fundação Perseu Abramo, Aloizio Mercadante. 

Durante o diálogo, Macron e Lula defenderam uma aliança entre União Europeia e Mercosul para evitar uma nova Guerra Fria entre Estados Unidos e China. Os dois também concordaram sobre a necessidade de maior cooperação entre os dois blocos para fazer frente à ascensão da extrema direita no mundo. Lula disse que a União Europeia é uma das grandes construções da humanidade em busca da paz e disse que este exemplo de união deve ser seguido por todos que perseguem um mundo mais justo e solidário. Ambos concordaram sobre a necessidade de construção de um mundo multipolar. 

O ex-presidente está no país após passar por Alemanha e Bélgica. Nos últimos dias já se encontrou com Anne Hidalgo, prefeita de Paris. Também recebeu o prêmio Courage Politique.

Ainda está programada antes de sua volta ao Brasil uma reunião com o premiê da Espanha, Pedro Sánchez.



terça-feira, 16 de novembro de 2021

Desembargador responsável por caso de Flávio Bolsonaro integra comitiva do capitão Bolsonaro à Dubai

 Imagem: Reprodução



O passeio á Dubai, também está revelando o porque Flávio Bolsonaro ainda está numa boa por aí. Entre os que viajaram com a comitiva presidencial de Bolsonaro á capital dos Emirados Árabes, está também o desembargador do caso Flávio Bolsonaro.

Até vereador bolsonarista de Belo Horizonte foi á Dubai com a comitiva presidencial, contudo a presença que mais chamou a atenção foi a do…. desembargador do caso Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro comete mais uma irregularidade, agora no Enem.

 Imagem: TV 247


O ministro da Educação, Milton Ribeiro, será convocado para depor na comissão de Educação da Câmara dos Deputados para dar explicações sobre a debandada de servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Texeira (Inep), responsável por cuidar das provas do Enem e do Enade.

O requerimento, que deve ser votado nesta terça-feira (16) na comissão, havia sido pedido por mais de três parlamentares na semana passada, mas ganhou força com as denúncias trazidas à tona pelo Fantástico e pela declaração dada nesta segunda-feira pelo presidente Jair Bolsonaro. Em Dubai, ele disse que as questões do Enem agora “começam a ter a cara do governo“. 

O deputado Israel Batista (PV-DF), presidente da Frente Mista da Educação e um dos parlamentares que pediu a convocação de Ribeiro, afirmou que “a frase do presidente é uma assinatura de culpa, a prova que eles não têm a menor noção. O presidente comprovou o que estamos denunciando há meses, que há interferência política na prova do Enem”, disse “Não é papel do Enem ter cara de governo A ou B. A prova é uma política de Estado”, completou.

O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que “quando Bolsonaro interfere politicamente em uma prova como o Enem, coloca em risco a qualidade do exame e o futuro de nosso país. Nós, da oposição, vamos propor a convocação dele”.