terça-feira, 5 de maio de 2020

Arte na quarentena

Foto:Antonio Almeida
Oferecer um pouco de cultura às pessoas em tempos de isolamento social tem sido a missão da atriz e produtora cultural Kellys Kelfis (foto), que transformou seu fusca, batizado como Gaspar, em um palco móvel. Toda sexta-feira, ela faz projeçōes em prédios e muros do Rio de Janeiro com exposiçōes de artes plásticas e poesias gravadas declamadas pelos seus autores. Já os alto-falantes do veículo são responsáveis pelas músicas de artistas autorais e peças de teatro audíveis-sensoriais. São cinquenta minutos de entretenimento, que misturam poesia, música e arte plástica. Na jornada cultural, o fusca já fez paradas em Santa Teresa, Leme, Humaitá, Laranjeiras, Botafogo e Cosme Velho. Cada sexta-feira um local e novas ideias. " O conceito é dar destaque a artistas que se autoproduzem, para que esse momento seja um afago para quem está trancado em casa". diz Kellys.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Generais desmentem Bolsonaro

Reprodução
Generais que estiveram em reunião com o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) no último sábado (2) o desmentiram após ele afirmar, durante manifestações pelo fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo, que tinha o apoio das Forças Armadas. Ministros do STF que conversam com generais foram avisados no domingo (3) de que a fala do presidente foi um movimento individual e que, como repetem, não há risco de golpe com apoio das Forças Armadas. Portanto, se o presidente tem essa ideia, precisará buscar apoio em outro lugar. De acordo com apurado pela coluna de Andreia Sadi, da GloboNews, a cúpula das três Forças Armadas se irritou com a fala do presidente na manifestação, quando ele disse que as Forças Armadas estão com ele. Bolsonaro convocou uma reunião no último sábado, no Palácio da Alvorada, com generais que ocupam cargos em seu governo e com os generais da cúpula das Forças Armadas. O objetivo do encontro era reclamar das últimas decisões de ministros do STF, como a liminar de Alexandre de Moraes no caso de Alexandre Ramagem; Luís Roberto Barroso no caso dos diplomatas venezuelanos; e Celso de Mello na abreviação de prazo para que Sergio Moro depusesse no inquérito que corre na Corte. Um general que estava presente disse ter ouvido Bolsonaro reclamar que não “consegue nomear ninguém” pois é impedido pelo Supremo, e, apesar de dizer que “não há saída fora da Constituição”, o presidente subiu o tom, em desafio, e cobrou o que chama de “equilíbrio” do Judiciário. Os generais disseram ainda que não são parte na guerra política entre Moro e Bolsonaro. Generais têm Moro como símbolo no combate à corrupção e querem distância da briga do ex-ministro com o presidente. Bolsonaro, para militares, tenta criar um ambiente de “nós contra eles”, para tentar convencer o STF de que as Forças Armadas o apoiam na briga com Moro. Fonte: Fórum

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Parque das Águas de Lambari fechado.

Foto: Luciana Sousa (internauta)
O Parque das Águas de Lambari (MG) vai ficar fechado por pelo menos 90 dias. A decisão é da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). Um dos motivos é para evitar aglomerações. A medida começou a valer ontem, quinta-feira (30). Assim que a decisão foi divulgada pela prefeitura, na quarta-feira (29), imagens divulgadas em redes sociais flagraram muitas filas no local. A notícia do fechamento não foi bem recebida, de forma geral, pela população da cidade. Segundo a assessoria da Prefeitura de Lambari, a Secretaria de Turismo solicitou à Codemge, por meio de ofício, pedido para deixar o Parque das Águas de Lambari aberto. No pedido, a prefeitura disse ainda que assumiria a responsabilidade pelas análises da água, já que a suspensão de todos os parques das águas nas estâncias hidrominerais se deu por causa do laboratório responsável pelas análises e também para seguir o protocolo de prevenção ao coronavírus. No entanto, a Codemge respondeu através de ofício, que não há possibilidade de manter o acesso às fontes, o que contraria as orientações das autoridades sanitárias e, ao mesmo tempo, desrespeitaria a legislação aplicável, considerando a falta de análise mensal das águas. Fonte: G1

Polícia Federal vai ouvir Sérgio Moro amanhã, 2 de maio.

Foto: Revista Veja
Após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, antecipar prazo dado à Polícia Federal para escutar o ex-ministro Sérgio Moro em razão do inquérito aberto contra o presidente Jair Bolsonaro no STF, o ex-juiz foi chamado para a Superintendência da PF de Curitiba amanhã, sábado (2). Segundo a colunista Bela Megale, do O Globo, Moro será ouvido no início da tarde de sábado por dois delegados do Serviços de Inquéritos Especiais (Sinq) da PF. Alegando “razões de urgência”, Celso de Mello atendeu na quinta-feira a diversos pedidos apresentados por parlamentares ao STF solicitando a redução do prazo inicial para o depoimento do ex-ministro. A previsão de 60 dias caiu para 5. Tal “urgência” pode estar relacionada com a suspensão da nomeação do diretor da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, por parte do tribunal. A função é crucial na escolha do delegado responsável por investigar o presidente e Ramagem é amigo dos filhos do ex-capitão. No momento, o diretor interino da instituição é Disney Rosseti, indicado por Moro. Ao decidir pela abertura do inquérito contra o presidente, na segunda-feira, Mello afirmou: “O presidente da República – que também é súdito das leis, como qualquer outro cidadão deste País – não se exonera da responsabilidade penal emergente dos atos que tenha praticado, pois ninguém, nem mesmo o Chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República”. Fonte: Fórum

Washington Post publica artigo em defesa do impeachment de Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução
O jornal Washington Post, considerado uma das publicações mais importantes dos Estados Unidos, abriu espaço para artigo da antropóloga Rosana Pinheiro-Machado, da Universidade de Bath, no Reino Unido, que defende abertamente o impeachment do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido). Sob o título "Bolsonaro está colocando o Brasil em risco. Ele deve ser retirado" (na tradução livre), Rosana Pinheiro cita a sua "alarmante incapacidade de governar" e o acusa de ter "comportamento irresponsável e divisivo" "Enquanto o novo coronavírus se espalha no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou uma incapacidade alarmante de governar o país, minando a pandemia e os esforços para proteger e salvar vidas. E como resultado de seu comportamento irresponsável e divisivo, ele jogou o Brasil em uma profunda crise. Ele deve ser removido do cargo." No texto, a antropóloga diz que Bolsonaro participou de atos, apertando as mãos de apoiadores, contradizendo até mesmo especialistas em saúde. "E ele ignorou as recomendações para praticar o distanciamento social depois que membros de sua própria equipe deram positivo para o vírus. É claro que Bolsonaro abandonou seu dever de proteger a população". Fonte: Uol - Veja o original do Washington Post aqui.

1º de Maio: Socialismo ou barbárie!

Declaração dos Partidos Comunistas e Operários por ocasião do Primeiro de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores Os Partidos Comunistas e Operários, que assinam esta Declaração Conjunta, gostariam de expressar uma posição global comum por ocasião do Dia Internacional dos Trabalhadores, Primeiro de Maio. Nossos partidos comunistas e operários organizam diversas atividades nesta ocasião, além de atividades internacionais, e esta Declaração universal é uma delas. Neste ano, em um momento em que o impacto da epidemia de Covid19 está ficando mais forte, o sistema de saúde pública nos países capitalistas claramente fracassa e não pode proteger a segurança humana. Milhões de trabalhadores perderam o emprego e os direitos trabalhistas são abolidos, milhares de trabalhadores, especialmente os idosos, correm o risco de perder a vida e os sistemas de saúde são impotentes diante dessa epidemia. A economia mundial está em grande crise, enquanto os governos capitalistas ajudam as grandes empresas capitalistas monopolistas, dando trilhões de dólares a suas empresas para proteger os lucros capitalistas e deixam milhões a sofrer com pobreza, desemprego e marginalização. A nova crise global não é resultado da epidemia de Covid19. Nós, como partidos comunistas e operários, estimamos que esta crise é o resultado de contradições intransponíveis do sistema de exploração, enquanto o surgimento da epidemia de Covid19 enfatiza o caráter de classe da política antipopular dos governos burgueses e da economia de mercado capitalista, que negligenciou as políticas necessárias para o atendimento à saúde, ao meio ambiente e à pesquisa científica. Nesta nova situação, lutamos como partidos comunistas e operários em nossos países contra as ditaduras, a extrema direita, o novo fascismo e, em geral, os regimes capitalistas que exploram a classe trabalhadora e outros estratos populares. Estamos lutando contra os planos e intervenções imperialistas dos EUA, da OTAN, da UE e de seus aliados. Ao mesmo tempo, lutamos juntos pelo socialismo que estabelecerá um desenvolvimento real, que atenderá às necessidades do povo e à causa da paz, abolirá a exploração do homem pelo homem. O capitalismo não é o fim da história, e os partidos comunistas e operários procuram coordenar a luta internacional para derrubá-lo. A luta pela paz, pelos direitos dos trabalhadores, para salvar o meio ambiente, garantir a proteção da saúde pública, o fim da pobreza e o desemprego precisam do poder dos trabalhadores, do socialismo e da luta conjunta dos partidos comunistas e operários, da classe trabalhadora e dos povos. O Primeiro de Maio permanece como o Dia Internacional dos Trabalhadores, para motivar nossa luta pelo socialismo, que é o futuro luminoso da humanidade. Partidos da Solidnet que assinam a declaração conjunta: Partido Comunista da Albânia// Partido do Trabalho da Áustria// Tribuna progressiva do Barein// Partido Comunista do Bangladesh// Partido Comunista Brasileiro// Partido Socialista dos Trabalhadores da Croácia// Partido Comunista na Dinamarca// Partido dos Trabalhadores Húngaro// Partido Comunista da Irlanda// Partido Comunista de Israel// Partido Comunista da Grécia// Partido Comunista Unificado da Geórgia// Partido Comunista da Jordânia// Partido Comunista do Curdistão – Iraque// Partido dos Trabalhadores da Irlanda// Partido Comunista do México// Partido Comunista do Nepal// Partido Comunista Palestino// Partido Comunista das Filipinas// Partido Comunista Sudanês// Novo Partido Comunista da Iugoslávia// Comunistas da Sérvia// Partido Comunista dos Trabalhadores da Espanha// Partido Comunista dos Povos da Espanha// Comunistas da Catalunha// Partido Comunista da Suazilândia// Partido Comunista do Sri Lanka// Partido Comunista da Turquia// Partido Comunista dos EUA// Partido Comunista da Venezuela//

Profissionais da saúde protestam no Palácio do Planalto e são atacados por bolsonaristas

Profissionais de saúde participaram na manhã desta sexta-feira, 01 de maio, de um protesto em frente ao Palácio do Planalto. Por volta das 09h30, eles formaram filas em frente ao Palácio, mantendo o distanciamento social, de vários metros, e usando máscaras. Em um protesto silencioso, os profissionais carregavam cruzes de madeira e prenderam faixas pretas no ombro e alguns jalecos tinham cartazes com frases de protesto e perguntando “Quantos mais?”, em referência aos mortos pela pandemia. Segundo um dos participantes, Jorge Henrique, do Sindicato dos Enfermeiros do DF, “o objetivo foi homenagear as vítimas da COVID-19 no Brasil, principalmente os profissionais da saúde que estão na linha de frente, que já sofriam com a falta de condições de trabalho e que nessa pandemia, pioraram. A gente pede mais compromisso do governo federal e dos governos estaduais para que se possa enfrentar a pandemia.” Ele destacou ainda que o ato foi uma forma também de marcar o Primeiro de Maio, Dia de Luta do Trabalhador. O protesto começou de surpresa e durou cerca de 25 minutos. Logo depois do início, bolsonaristas que dão plantão diário em frente ao Palácio se aproximaram e passaram a provocar os manifestantes. Com bandeiras do Brasil, eles fizeram discursos em apoio a Bolsonaro “pela nação, pelos pais de família, por quem construiu a nação”. Em seguida começaram a criticar os sindicatos, chamados de “gafanhotos” e a chamar os profissionais de saúde de “esquerdopatas” e “bandidos”. Um homem que se identificou como “patriota” passou a apontar os dedos para as enfermeiras, que mantiveram a calma e permaneceram em silêncio na maior parte do tempo. O ataque também se voltou contra a jornalista do Esquerda Online, que estava transmitindo o ato. Os bolsonaristas seguiram provocando, com palavrões, dedos na cara e ameaçando agredir uma enfermeira. Diante da possibilidade de serem agredidas e da quebra do isolamento social, as manifestantes da saúde encerraram o protesto, sob uma salma de palmas e gritos em defesa do SUS. Fonte: Esquerda online