segunda-feira, 4 de junho de 2018

Parceria para produzir um filme

Fazer cinema no interior é uma barra, por isso precisamos de sua ajuda para a produção do curta metragem “Lily is dead”, um filme que prioriza atores e técnicos do sul de Minas Gerais. Nossa região merece um cinema de qualidade e sua ajuda é fundamental. Acesse aqui e contribua com o que puder. Vamos provar que o cinema do interior também é arte!

sábado, 2 de junho de 2018

"O Cravo e a Rosa no Canal Brasil"

A cultura brasileira passa invariavelmente pelo talento de Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça. Figuras cruciais para o teatro, cinema e a televisão do país. A trajetória de vida e de mais de seis décadas de trabalho desses renomados intérpretes ganha uma merecida homenagem em documentário dirigido por Jorge Farjalla. O filme, idealizado e produzido pela minha filha Kellys Kelfis, passeia cronologicamente pela história do casal correlacionando suas trajetórias pessoais com os muitos papeis vividos por eles na dramaturgia. Os protagonistas lembram como se conheceram, os primeiros passos da vida a dois, o nascimento dos três filhos, o início da carreira no teatro e as experiências iniciais nos primórdios da televisão. Imagens de arquivo ilustram os depoimentos concedidos com cenas de novelas, fotos e filmagens de peças de teatro por eles estreladas. A película resgata cenas de A Muralha, eleita pelo ator como o papel mais importante de sua carreira, e as montagens de Letti Lotte, estrelada por Rosamaria ao lado de Nathalia Timberg sob direção de Bibi Ferreira, e Doroteia, texto de Nelson Rodrigues também dirigido por Jorge Farjalla. O talento de Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça é reverenciado por grandes nomes dos palcos, da televisão e do cinema brasileiros, que revelam curiosidades sobre a intimidade dos cônjuges. Nathalia Timberg lembra como Mauro era capaz de arrancar gargalhadas da plateia com pequenas intervenções em seu primeiro espetáculo teatral – a montagem da peça O Sedutor realizada pelo TBC em 1955. Fernanda Montenegro confidencia como os protagonistas começaram um namoro atrás das cortinas antes de uma sessão de Rua São Luís, 27 — 8º Andar, relacionamento consolidado com uma cerimônia de casamento na capela do Teatro Tablado, local apropriado para celebrar a união de dois artistas. Tony Ramos comenta a admiração pela atriz desde A Moça Que Veio de Longe, folhetim protagonizado por Rosamaria em 1964. Sempre bem-humorados, os artistas discorrem sobre uma carreira que se confunde com a própria história da cultura brasileira no último século.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Cine EMA em destaque na América Latina

O Festival de Cinema Ambiental e Sustentável do Espírito Santo, Cine.Ema, que chega a quarta edição, nos dias 8 e 9 de junho, no distrito de Burarama, Cachoeiro de Itapemirim, é o único em execução com a temática sobre o Meio Ambiente no Estado. Evento que envolve a sociedade civil, principalmente jovens nos debates sobre as carências dos recursos naturais e importância da sustentabilidade e preservação da natureza. Em agosto do ano passado o Cine.Ema participou do primeiro encontro de produtores de festivais de Cinema Ambiental da América Latina, que aconteceu em Santos, São Paulo,com o tema “O meio é o todo”. Além das discussões sobre as dificuldades e facilidades de fazer um festival de cinema, foi criado uma rede de compartilhamento de experiências e mobilização para assuntos ligados ao Meio Ambiente. Atuando em questões ambientais no estado desde 2011, o Instituto Últimos Refúgios, co-realizador do Cine.Ema, surgiu pela necessidade de educação ambiental através da imagem. Em Burarama, o festival envolve a comunidade e estudantes das escolas da região em sua programação. Segundo a curadora do festival Ilka Westermeyer, é preciso sensibilizar os jovens sobre a questão ambiental. Este ano teremos um representante do sul de Minas no Cine Ema, "A Menina que Reciclava Sonhos, de Patrick Moysés, de Três Corações é o nosso representante nesse importante festival.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

HAVIA CORRUPÇÃO NA DITADURA MILITAR?

SABE AQUELE PAPO DE QUE NÃO HAVIA CORRUPÇÃO NA DITADURA MILITAR? É MENTIRA (E DAS MAIS DESCARADAS). Um boato muito difundido nas redes sociais é que supostamente haveria menos corrupção no antigo regime ditatorial do que nos dias de hoje. Qual é a base para essa afirmação? É difícil entender como alguém é tão ingênuo para acreditar nessa afirmação. A ditadura dos generais tinha entre seus meios repressivos a censura prévia à mídia e produção cultural, assim como o financiamento público das mídias favoráveis aos governantes. Os juízes e Ministério Público tinham pouca ou nenhuma independência em relação ao governo federal. Congressistas podiam criar CPIs, mas os poderes absolutos da presidência, inclusive para fechar o Congresso e cassar congressistas, tornariam inútil tal iniciativa. As possibilidades de investigação criminal e divulgação jornalística dos casos de corrupção do regime ditatorial eram praticamente nulas. E mesmo assim alguns casos acabaram emergindo. Entre 1982 e 1984, o jornalista e economista José Carlos de Assis publicou três livros, “A chave do tesouro”, “Os mandarins da república” e “A dupla face da corrupção”, relatando vários casos de corrupção na administração pública durante os Anos de Chumbo. Aparelhos repressivos clandestinos foram financiados por empresários, que em troca receberam favores econômicos dos ditadores. Ex-agentes militares e policiais da repressão política se tornaram os chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e Espírito Santo, com a proteção dos governantes. Os métodos da repressão política se tornaram métodos do crime organizado. É verdade que os generais golpistas prometeram livrar o país da corrupção política. Imaginavam eles que a causa da corrupção é o corrupto apenas. Tinham uma visão moralista e individualista deste fenômeno. Assim, criaram uma Comissão Geral de Investigação, um tribunal administrativo subordinado à presidência da “república” para investigar casos de corrupção. O AI-5 dotou a CGI do poder de confisco de bens. Tudo isso foi inútil, porque a corrupção supõe, ao menos, um corruptor a um corrompido, um agente privado e um agente público, enriquecendo através de favores mútuos, às custas dos recursos públicos. Vários grupos empresariais privados (nacionais, estrangeiros e mistos) apoiaram ativamente o golpe contra João Goulart e a instauração do Terrorismo de Estado. Este apoio empresarial foi recompensado com todo tipo de favorecimento econômico governamental para os grupos empresariais que financiavam a repressão política. Desta promiscuidade entre a burocracia ditatorial e os grupos empresariais privados, surgiram os “Filhotes da Ditadura”, que se tornaram os empresários e políticos mais ricos do país e donos de monopólios midiáticos, entre eles a família Marinho e o Senor Abravanel, mais conhecido como Silvio Santos. Há quem diga que os generais que ocuparam a presidência da ditadura morreram pobres. Acho difícil, pois nenhum deles chegou pobre ao cargo, e pelo menos um deles, Ernesto Geisel, se tornou um magnata do setor petroquímico, ao lado do seu ministro, Golbery do Couto e Silva. O que importa é que, mesmo que não tenham enriquecido ilicitamente, comandaram um regime de terror e corrupção generalizados. Um regime ditatorial que enriqueceu, protegeu e favoreceu os seus aliados, enquanto perseguia, torturava e matava os opositores.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

"Um Simples Papel" na 2ª Mostra de Cinema de Fama

Duas notícias importantes na últimas horas. Após a classificação para o Festival de Cinema de Caratinga mais uma surpresa: Estamos na 2ª Mostra de Cinema de Fama que será realizada de 7 a 10 de junho.

terça-feira, 22 de maio de 2018

"Um Simples Papel" em mais um Festival

Um Simples Papel, uma co-produção Cinema no Pano e Gato Cinza e direção de Patrick Moysés e Antonio Almeida foi selecionado para o 5º Festival de Cinema de Caratinga, que acontecerá entre 28 a 30 de julho deste ano.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Estão abertas, até 11 de junho, as inscrições para Cineclubes interessados em exibirem filmes da Mostra do Filme Livre.

Talvez a maior ação cineclubista em do país, há 11 anos levando filmes livres Brasil adentro. E sem seleção, todos que se inscreverem participarão gratuitamente! Chega nessa 17ª edição da MFL com o desejo de, mais uma vez, expandir o alcance desse cinema vivo, que emerge à margem das leis de incentivo e do capital especulativo, livres na forma, livres no conteúdo, livres para fazerem suas pequenas revoluções. Serão três sessões disponíveis 0800 para qualquer exibidora ou exibidor escolher, que poderá programar até duas projeções durante os meses de julho e agosto de 2018. A programação segue as melhores tendências da MFL#2018 com sessões que representam muito bem a dinâmica e multiplicidade da atual produção de cinema livre. Além da inédita Mostra Livre com filmes para crianças. CONFIRA AQUI OS FILMES DISPONÍVEIS PARA ESSA EDIÇÃO. Em maio foi lançado as inscrições pelo site, sem burocracia ou morosos e complexos processos seletivos, Todo o suporte para a exibição dos filmes é garantido pelo MFL, para isso basta o interessado ser alguém que projeta filmes e ter um público que ocupe as cadeiras em volta de uma tela. A participação é garantida! Os filmes todos serão enviados pela internet, assim como a arte gráfica da Mostra, e a divulgação de todas as sessões serão pelo site do MFL, além de todo suporte para questões que possam surgir. Inscrições até 11 de junho de 2018! Como participar, veja aqui.