quinta-feira, 24 de julho de 2014

Nove festivais abrem inscrições para cineastas

Cineastas e profissionais da área de audiovisual têm nove chances de mostrarem suas produções em festivais nacionais e internacionais que estão com inscrições abertas. São oportunidades em festivais de imagem e movimento, documentários, cinemas independentes, curtas, médias e longas-metragens. Veja AQUI os festivais com inscrições abertas.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

QUEM DEU A ISRAEL O DIREITO DE NEGAR TODOS OS DIREITOS?

O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los. Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a eleger seus governantes. Quando votam em quem não devem votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma armadilha sem saída, desde que o Hamas ganhou limpamente as eleições em 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e, desde então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desajeitada pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à margem da loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já resta pouca Palestina. Passo a passo, Israel está apagando-a do mapa. Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam a pilhagem, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel devorou outro pedaço da Palestina, e os almoços seguem. O apetite devorador se justifica pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, que burla as leis internacionais, e é também o único país que legalizou a tortura de prisioneiros. Quem lhe deu o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está executando a matança de Gaza? O governo espanhol não conseguiu bombardear impunemente ao País Basco para acabar com o ETA, nem o governo britânico pôde arrasar a Irlanda para liquidar o IRA. Por acaso a tragédia do Holocausto implica uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde provém da potência manda chuva que tem em Israel o mais incondicional de seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. As vítimas civis são chamadas de “danos colaterais”, segundo o dicionário de outras guerras imperiais. Em Gaza, de cada dez “danos colaterais”, três são crianças. E somam aos milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está ensaiando com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Para cada cem palestinos mortos, um israelense. Gente perigosa, adverte outro bombardeio, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a crer que uma vida israelense vale tanto quanto cem vidas palestinas. E esses meios também nos convidam a acreditar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki. A chamada “comunidade internacional”, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos adotam quando fazem teatro? Diante da tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial se ilumina uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Diante da tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos. A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama alguma que outra lágrima, enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caçada de judeus foi sempre um costume europeu, mas há meio século essa dívida histórica está sendo cobrada dos palestinas, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antisemitas. Eles estão pagando, com sangue constante e sonoro, uma conta alheia. Por Eduardo Galeano

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Obrigado Alemanha.

Obrigado Alemanha, por dar a esse país um chute no cu que precisava, por cuspir na cara de uma nação fútil, que se orgulha em sua maioria, apenas por uma manifestação esportiva, um soco na cara de um país que não dá prioridade às necessidades básicas ... espero que isso não se torne, e infelizmente irá se tornar, uma questão política, para que todos votem ao contrário de um partido, que se iguala a todos os outros, que perpetuam, através deste palco bizarro, um sistema auto destrutivo, uma estilo de vida baseado no consumo e no trabalho "desenfreado" e na ignorância, no pão e no circo, no Hot Dog de R$ 15,00 e no ingresso pro jogo de R$ 1500,00 que todos agora acordem e vejam que a sociedade atual não se encontra saudável ,e que cada indivíduo entenda que ser "bem ajustado" à uma sociedade doente, não é sinal de saúde.... torci contra desde o começo dessa copa contra a seleção brasileira, não pelos jogadores, não pelo esporte, mas pela prioridade errônea a qual a sociedade implica em tais profissionais. Devemos todos dar prioridade e respeito e glória à quem realmente merece, devemos dar prioridade aos nossos professores, aos nossos artistas, aos nossos bombeiros, aos nossos policiais militares honestos, que buscam a cada dia a vitória de um país fodido o qual temos o desprazer de viver ... pq isso aqui está insuportável. Pagamos os impostos mais caros do mundo e temos os piores serviços públicos do mundo, isso é inaceitável, isso é pior do que qualquer 7 a 1, seja de que time for ... então fiquem putos a cada dia, todo santo dia, por pagarem absurdos em impostos e terem uma política incompetente. Eu não iria torcer pra seleção brasileira, nem se essa copa tivesse acontecido em um país com estrutura e competência pra fazer, mas como infelizmente aconteceu aqui,fui 110% contra a seleção brasileira em cada jogo, hoje realizei minha vontade e agradeço à seleção alemã, por me dar a oportunidade de desabafar tudo isso ... A FIFA vai continuar a fazer copas em países subdesenvolvidos pra se livrarem dos impostos, e lucrarem mais, e nós brasileiros idiotas continuaremos a torcer por uma seleção milionária, recheada de laterais de Real Madrid e meio campos do Chelsea, e quando é que diabos vamos ter alguma coisa nessa merda? quando diabos vamos dar prioridade ao que realmente importa, porque se ficarmos putos com algo que realmente importa, esse dia será o dia que as coisas irão mudar por aqui ... Obrigado Alemanha por essa vitória do Brasil, do país Brasil, por ter ao menos dado um chute no cu da geral, porque assim quem sabe, acordemos pra o que realmente importa nesse país .... Recheado de pobreza cultural, ignorância política, saúde precária e corrupção ativa/passiva ... Pátria amada Brasil ....

Plínio de Arruda Sampaio morre aos 83 anos em SP

O ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio (PSOL-SP) morreu nesta terça-feira (8), aos 83 anos, em São Paulo, em decorrência da falência de vários órgãos. Ele completaria 84 anos no próximo dia 26. Foi presidente da ABRA-Associação Brasileira de Reforma Agrária na mesma época que assumi a presidência da ASSERA-Associação dos Servidores da Reforma Agrária. Filiado ao PSOL, o ex-parlamentar concorreu ao Palácio do Planalto nas eleições de 2010. Ele foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980. Redigiu o estatuto da legenda fundada por operários, sindicalistas e intelectuais. Nos anos 80, também se engajou na campanha das Diretas Já. Em 2005, durante o escândalo do mensalão, Plínio de Arruda Sampaio se desfiliou do PT por discordar do resultado de uma eleição interna que escolheu o candidato do antigo Campo Majoritário, Ricardo Berzoini, para a presidência do partido. Na ocasião, outros nomes históricos petistas, como Hélio Bicudo, deixaram a legenda. Após sair do PT, se filiou ao PSOL.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Há quem ame o país só nas Copas. Fora delas, quer que tudo se exploda

Leonardo Sakamoto 07/07/2014 08:13 Um carro enfeitado com uma grande bandeira do Brasil avançava velozmente pelo acostamento para fugir do congestionamento na rodovia dos Imigrantes na manhã desta segunda. Um casal, que saiu animado na tarde de ontem de um restaurante no Itaim, estacionou o carro – decorado de verde e amarelo – em uma vaga para pessoas com deficiência. O veículo não possuía nenhuma sinalização de pertencer a uma pessoa com deficiência. No sábado, um outro possante – que parecia uma festa junina ambulante de tanta bandeirola verde e amarela – abriu a janela, arremessou uma latinha de cerveja vazia na direção de uma pessoa em situação de rua que dormia no canteiro central de uma avenida, em Pinheiros, e disparou, cantando pneus. Os três causos foram em São Paulo, mas poderiam ter sido em qualquer lugar. Estava me perguntando qual a profundidade desse rompante de “amor ao país'' fomentado pela Copa. Por conta de cenas como essas, tenho a certeza que é mais raso que uma colher de sopa. Olha, não me entendam mal. Quem lê este espaço sabe que amo futebol, assisti praticamente a todos os jogos da Copa e estou torcendo horrores – pela seleção e pelo meu bolão, que ninguém é de ferro. Mas eu, que detesto patriotadas, odeio ainda mais pseudopatriotadas. Até porque quem se sente pertencente a um lugar, entende que suas ações individuais não podem tornar a vida dos outros um inferno sob o risco de colocar a perder a qualidade de vida da própria coletividade. Do que adianta, portanto, encher o seu carro de bandeirinhas, para demonstrar seu amor ao país em tempos de Copa, se você é um idiota que acredita que o mundo existe para servi-lo? Viver em sociedade passa mais por entrega e concessão do que por reafirmação de desejos e vontades pessoais a cada momento. É pensar: será que isso não vai atrapalhar os outros? Depois os mesmos fuinhas ainda devem encher os pulmões e cantar: “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor''. O que prova que esses discursos nacionalistas empacotados e entregues nestes momentos são tão válidos quanto uma nota de três reais. Agradeço a Alá o fato de não ter interiorizado o que disciplinas como Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira, restolhos utilizados pela ditadura, tentaram me dizer – apesar dos fantásticos professores que tentaram dar outro sentido ao malfadado currículo. Nunca entendi como algumas escolas se preocupam mais em ter alunos que saibam o hino à bandeira do que compreender Guimarães Rosa. Quando pequeno, lembro-me de ir a apenas um desfile do Dia da Independência, na avenida Tiradentes, aqui em São Paulo. E, mesmo assim, não ter ficado o suficiente para entender o que aquele bando de gente agitando bandeirinhas estava fazendo por lá. Uma das maiores contribuições dos meus pais foi exatamente ter me poupado de toda essa papagaiada patriótica. Sei que datas como a Copa servem para compartilhar (ou enfiar goela abaixo) elementos simbólicos que, teoricamente, ajudam a forjar ou fortalecer a noção de “nação''. Mostrando que somos iguais (sic) e filhos da mesma pátria – mesmo que a maioria seja tratada como bastardos renegados. Por isso, me pergunto se passado este momento não poderíamos fazer uma pausa para reflexão sobre nós e como estendemos o direito à dignidade a todos que habitam este território. Ao invés de nos enrolarmos em bandeiras e transformar automóveis em carros alegóricos, poderíamos nos juntar para discutir a razão de chamarmos indígenas de intrusos, sem-teto e sem-terra de criminosos, camponeses de entraves para o desenvolvimento e imigrantes bolivianos e haitianos de vagabundos. Ou reivindicar que o terrorismo de Estado praticado durante os anos de chumbo seja amplamente conhecido, contribuindo – dessa forma – para que ele não volte a acontecer como tem acontecido. O melhor de tudo é que, todas as vezes que alguém levanta indagações sobre quem somos e a quem servimos ou conclama ao espírito crítico sobre o país, essa pessoa é acusada de não amar o país, no melhor estilo “Brasil: ame-o ou deixe-o'' dos tempos da Gloriosa. Não amo meu país incondicionalmente. Mas gosto dele o suficiente para me dedicar a entendê-lo e ajudar a torná-lo um local minimante habitável para a grande maioria da população. Gente deixada de fora das grandes festas, entregues ao pão e circo de desfiles com tanques velhos e motos de guerra remendadas. Mas que, quando voltam para casa, encaram a realidade da falta, da ausência, da dificuldade e da fome. Qual a melhor demonstração de amor por um país? Vestir-se de verde e amarelo e sair gritando Brasil na rua? Ou ter a pachorra de apontar o dedo na ferida quando necessário? Ama a si mesmo, por outro lado, os que se escondem do debate, usando como argumento um suposto “interesse nacional'' – que, na verdade, trata-se de “interesse pessoal'' (aliás, somos craques em criar discursos que justificam a transformação de interesses de um pequeno grupo em questão de interesse público). Se questionados, correm para trás da trincheira fácil do patriotismo. Que, afinal de contas, como disse uma vez o escritor inglês Samuel Johnson, “é o último refúgio de um canalha''. Transcrito do original no Blog do Sakamoto.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

terça-feira, 1 de julho de 2014

MOSCA 9 adiada para outubro.

A 9ª MOSCA que estava agendada para acontecer entre 13 e 17 de agosto, acontecerá entre os dias 8 e 12 de outubro de 2014. Segundo informação da organização da Mostra o motivo é o enorme número de filmes inscritos e a busca pelos recursos para viabilizar a mostra. A relação dos filmes selecionados, ainda segundo a organização da Mostra, será divulgada no inicio de agosto.