sábado, 2 de outubro de 2010

Sábado recordação


A partir de hoje, todo sábado estarei postando cantores e compositores de uma geração que mudou a história cultural brasileira.
Começo com Walter Franco.

Walter Rosciano Franco nasceu em São Paulo SP em 06 de Janeiro de 1945. Filho do radialista e escritor Cid Franco, estreou como participante de festivais universitários, quando era aluno da Escola de Arte Dramática, de São Paulo.

Nessa escola, compôs músicas para as peças Caminho que fazem Darro e Genil até o mar, de Renata Pallottini, A caixa de areia, de Edward Albee, As bacantes, de Ésquilo, entre outras. Foi o autor do tema da novela Hospital, da TV Tupi, gravada em compacto simples pela Philips em 1971, com arranjos do maestro Luís Arruda Pais e participação vocal de Silvia Maria. Participou do I, II e III Festivais Universitários, da TV Tupi paulistana, no primeiro com a musica Não se queima um sonho, defendida por Geraldo Vandré; no segundo com Sol de vidro (com Eneida), classificada em terceiro lugar, e no terceiro com duas musicas, Animal sentimental e Pátio dos loucos. Em 1972 obteve prêmio especial com Cabeça, no VII FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro RJ.

Seu primeiro LP foi lançado pela Continental em 1973; dois anos depois, colocou sua musica Muito tudo em terceiro lugar, no Festival Abertura, da TV Globo, de São Paulo. Em 1979 participou do Festival da TV Tupi com Canalha. Em 1982 participou do MPB Shell com Serra do luar. Em 1984, sua musica Seja feita a vontade do povo ganhou destaque durante o Movimento Diretas Já. Excursionou pelo Brasil em 1997, com o show Não violência, que incluiu as inéditas Quem puxa aos seus não degenera, uma balada pacifista; Na ponta da língua; É natureza criando a natureza; Sargento Pimenta, uma homenagem a John Lennon; Nasça, em parceria com Arnaldo Antunes; e Totem, a partir de um poema de José Carlos Costa Neto. Lançou os discos Cabeça, Revolver, Ou não, Respire fundo, Vela aberta.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Papel aceita qualquer coisa.


Circula pela cidade um panfleto assinado pelo ex-prefeito pedindo votos aos seus candidatos e informando dos investimentos(?) que os mesmos fizeram pela cidade.
O cambuquirense não se deixa enganar. A realidade é bem outra.
Mas uma coisa me chama a atenção: porque será que o ex-prefeito não colocou os banheiros na relação? É uma confissão de que não foram realmente construídos?

Domingo: Vote pelo Brasil!



Domingo: Vote por Minas!


"O Vento me Soprou", dia 10 de outubro, das 16 às 21 horas - Na Prefeitura Municipal

Prêmio de Literatura Universidade FUMEC


As inscrições são gratuitas e estão abertas até 13 de novembro de 2010.
Poderão se inscrever no Prêmio de Literatura Universidade FUMEC todos os estudantes regularmente matriculados no ensino médio e superior, ministrados por quaisquer instituições de ensino brasileiras.
Veja o regulamento do Prêmio Fumec.

Por que Dilma



Gilberto Carvalho*

Texto publicado na coluna Tendências/Debates do jornal Folha de São Paulo, edição de 26/09/2010

Porque queremos que esta nova luz que começou a brilhar no olhar de milhões de brasileiros, como sinal de afirmação humana e cidadã, continue a brilhar sempre mais.

Porque queremos que esta autoestima que se afirma no coração e na mente de um povo por tanto tempo humilhado e excluído se consolide e afugente para sempre o triste “complexo de vira-latas” que vitimou aqueles que diziam nos representar.

Porque sabemos que a chave e a questão mais profunda do atual debate eleitoral é esta: a emergência de uma nova consciência, de um novo posicionamento de milhões de pessoas mantidas até aqui cuidadosamente “em seu lugar”, destinadas apenas a reproduzir a riqueza e a reproduzir o pensamento, usos e costumes dos senhores e dos “formadores de opinião”.

O significado do governo deste presidente, que desconcerta tanto os seguidores dos velhos manuais, vai muito além do novo posicionamento do Brasil na comunidade internacional; vai muito além da implementação deste modelo econômico que nos permitiu crescer e ao mesmo tempo distribuir renda e retirar milhões da miséria.

Vai muito além dos benefícios sociais e de tantas conquistas obtidas pelas maiorias e minorias marginalizadas, levando mais de 30 milhões de brasileiros a ingressar na classe média.

Todas elas são, por certo, muito importantes e constituem base material que assegura o apoio ao presidente e a seu governo, mesmo após anos seguidos da mais dura e absolutamente livre crítica, muitas vezes infundada, desrespeitosa e eivada de vil preconceito.

Na verdade, o significado mais profundo do exercício do governo por este “sobrevivente da tribulação”, com todos os seus limites e erros, é esta ruptura que ocorre quando a população percebe que “um de nós” mostra ser possível ultrapassar muros antes intransponíveis.

Porque esta relação com um presidente que representa as maiorias não só por ter sido eleito mas por “ser um dos nossos” produziu no nosso povo um fenômeno inédito, de identificação que teve consequências de difícil avaliação.

Porque esta identificação não ficou apenas na simples contemplação, mas na assunção efetiva de um novo papel que as grandes maiorias passaram a exercer.

Essa gente começa a ocupar seu novo lugar e a exigir a vigência de uma democracia verdadeira, em que novos direitos são conquistados e partilhados, sem guerras, mas com muita firmeza.

Esse povo começa a pisar em terrenos antes proibidos, do Palácio do Planalto às poltronas dos aviões, dos supermercados e lojas de eletrodomésticos às universidades, teatros e cinemas… Essa gente começa a pensar com cabeça própria. E aí não tem volta.

É, de fato, muito difícil para a casa grande, particularmente para seus áulicos, admitir que a senzala se moveu e que não se sabe onde isso pode parar. Isso explica a raiva destilada em tantos textos de iluminados e donos da verdade… É justamente este processo do nosso povo, com o qual sempre sonhamos, e que apenas começa, que queremos ver continuar… E Dilma, que não tem um projeto pessoal, mas que se entrega a um projeto coletivo; Dilma, que tem toda a energia deste povo com quem passou a conviver; que tem grande competência, forjada em tantos anos de trabalho, e que tem, sobretudo, um coração sensível, pode levar adiante esta reconstrução de nosso povo e do nosso país.

Para o bem da democracia plena e verdadeira. Para o bem da paz social, do respeito aos direitos de todos e para a queda de tantos muros que até aqui separam irmãos. Por isso, Dilma!

*Gilberto Carvalho é chefe de gabinete da Presidência da República.