segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O amor, pelo Vasco, não tem divisão

Torcedores vascaínos, acabou o sofrimento.
Perder não é humilhante, desistir e não lutar, isto sim seria humilhante.
E o Vasco lutou até o fim.
Esta dolorosa experiência teve um capítulo especial: a torcida vascaína, a única que canta imediatamente após seu time tomar um gol.
O Vasco é o time da virada e representa uma força suprema de superação.
Algumas imagens deste domingo ficarão marcadas em minha memória e tenho certeza de que estas lembranças surgirão no futuro, fazendo cada gol vascaíno mais saboroso, cada vitória comemorada com mais amor.
Ficamos mais vascaínos nesta última semana.
O Vasco não diminuiu de tamanho, muito menos de importância.
Ao contrário, perdeu com grandeza.
A torcida, contrariando expectativas, não se voltou contra ninguém, apenas permaneceu no estádio e sofreu, com todo o direito.
O time foi apoiado até o fim.
O que precisa ficar marcado é o espírito vascaíno, cuja capacidade de superação é inestimável.
Não tenho dúvidas de que do torcedor anônimo ao Grande Benemérito haverá uma corrente positiva que levará o Vasco novamente à elite do futebol brasileiro.
A estrela vascaína continuará iluminando o mar.
Não vamos esquecer o que já estão dizendo alguns vascaínos: amor não tem divisão!
Casaca!

Paulinho da Viola
Cantor e compositor
(publicado em 9 de dezembro de 2008, no Extra on line, blog do Gilmar Ferreira)

sábado, 13 de dezembro de 2008

40 anos do AI-5


Há quarenta anos: a treva dentro da treva, por Pedro Tierra

“Compreender não significa negar o ultrajante, subtrair o inaudito do que tem precedentes, ou explicar fenômenos por meio de analogias e generalizações tais que se deixa de sentir o impacto da realidade e o choque experiência. Significa antes examinar e suportar conscientemente o fardo que os acontecimentos colocaram sobre nós – sem negar sua existência nem vergar humildemente ao seu peso, como se tudo o que de fato ocorreu não pudesse ter acontecido de outra forma. Compreender significa, em suma, encarar a realidade, espontânea e atentamente, e resistir a ela – qualquer que seja, venha a ser ou possa ter sido” (Hannah Arendt, in “As Origens do Totalitarismo”).
A democracia brasileira deve a si mesma esse exercício de “compreender” a que se refere Hannah Arendt, como condição para consolidar o país como nação civilizada. E incorporar os anos de treva, com as perseguições, a brutalidade, a delação, o medo, a tortura, os assassinatos, os desaparecimentos, o exílio, o rosário de horrores perpetrados pelo estado ditatorial à exata dimensão histórica que lhe cabe: uma realidade incontestável e irrecusável que deitará sua sombra sobre a face futura do Brasil, até que seja resgatada.
Trinta anos depois dos fatos registrados pelo espanhol Jorge Semprún, em a “Grande Viagem” onde denuncia a violência, a deportação nos comboios ferroviários da França para a Alemanha e o encarceramento no Campo de Concentração de Buchenwald, escrevi dois poemas. “Os Esperados” com uma dedicatória: “Este poema é dedicado a todas as mães, filhas, esposas, órfãos que procuram, sem resposta, a vida ou a morte dos seus”. E o poema “Tempo Subterrâneo” uma percepção precária do que ocorria no Continente, em particular no Brasil e Argentina, num momento em que a noite descera absoluta, sobre essa atormentada geografia.
Concretamente o impulso para escrevê-los me veio de um diálogo, talvez o mais dramático que mantivera até ali. Meu interlocutor se chamava Mayer Kucinski, pai de Ana Rosa Kucinski, militante da ALN[1], desaparecida. A expressão ‘diálogo’ é pálida e insuficiente para dar conta daquele contato entre dois desconhecidos. Era uma tarde de sábado, dia de visita dos familiares aos presos políticos no Presídio Barro Branco, em 1975. Eu nunca vira antes o Sr. Mayer Kucinski. E não imagino quem, entre os quarenta e dois condenados que cumpriam pena ali, o conhecia. Ele foi buscando um, outro, um terceiro. Lembro-me que conversou longamente com Artur Scavone. Nunca tive diante de mim, como naquela tarde, o corpo devastado de um ancião sustentado por dois olhos – duas chamas – que eram a encarnação do desespero. Alguma razão, não atino qual, nos levou ao pátio onde nos sentamos.
Ele, num impulso trôpego, angustiado, irreprimível, com um sotaque da Europa do Leste que o deixava ainda mais frágil, como se a entonação da fala imprimisse em cada palavra a irremediável e definitiva condição de estrangeiro, me narrou seus dias e noites de tormento.
O relato torrencial não admitia interrupção. Eu mirava a intensa gesticulação de Mayer Kucinski e via o Sr. K, o personagem de Kafka em busca de respostas a percorrer os labirintos do “Processo” de contornos enganosos, sempre indefinidos, sempre remetendo para outra sala, outro espaço, outro desespero, outro desalento, outro infinito périplo...
Mayer Kucinski buscava Ana Rosa, sua filha. Por ela estava disposto a pagar o que não possuía – o que lhe era exigido por agentes do DOI-Codi – por um sinal de vida, uma notícia. Desejava, para seguir vivendo, ver o rosto de Ana Rosa. Sem atinar com a monstruosidade da tragédia que já despedaçara sua vida, varava meus olhos com o cravo dos seus e me pedia, patético – a mim, que àquela altura cumpria já o terceiro ano de prisão – uma palavra ainda que fosse a notícia de sua morte. Sem resultado.
“Há uma hora em que todas as bocas se fecham.
Há uma hora em que a memória nega.
Há uma hora em que a noite desce como a mordaça definitiva.”
Aqui, nos trópicos, a tirania produziu tragédias semelhantes às do nazismo e as prolongou para atormentar o sono das gerações seguintes. Lá os responsáveis foram para Neuremberg, aqui para a aposentadoria. Lá, alguns escaparam do julgamento, mas houve um julgamento. Muitos mergulharam na clandestinidade e vieram reorganizar suas vidas aqui, na América do Sul. Klaus Barbie, na Bolívia, Mengelle, no Brasil, entre outros. Um foi capturado vivo, sob o nome de Klaus Altmann, salvo engano, em Cochabamba, trinta anos depois. O outro teve identificados os ossos pela UNICAMP, naquele mesmo período.
A Noite arrasta consigo sua esteira de assombros. Embora o Ato Institucional Nº 5 tenha sido revogado em janeiro de 1979, deixou instalado no corpo do Estado brasileiro, o ovo da serpente. Um ovo que lateja sob a cálida proteção das áreas de sombra desse mesmo Estado que foram mantidas intocadas, ou que se modificaram sutilmente para permanecer as mesmas, para lembrar Lampedusa, mesmo depois de uma experiência democrática que já dura vinte anos. A fonte da regeneração do Estado não se encontra nas mãos do próprio Estado, mas da sociedade. E nela, pela radical abolição da cultura autoritária de que somos herdeiros.

*Pedro Tierra é poeta. Cumpriu cinco anos de cárcere durante a vigência do AI – 5. É Conselheiro da Fundação Perseu Abramo.
Nota: [1] ALN – Ação Libertadora Nacional, organização armada de resistência à ditadura, liderada por Carlos Marighella.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A Pessoa Errada


Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente

Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada

Porque a pessoa certa faz tudo certinho

Chega na hora certa, Fala as coisas certas, Faz as coisas certas, Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas

Aí é a hora de procurar a pessoa errada

A pessoa errada te faz perder a cabeça

Fazer loucuras

Perder a hora

Morrer de amor

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar

Que é prá na hora que vocês se encontrarem

A entrega ser muito mais verdadeira

A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa

Essa pessoa vai te fazer chorar

Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas

Essa pessoa vai tirar seu sono

Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível

Essa pessoa talvez te magoe

E depois te enche de mimos pedindo seu perdão

Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado

Mas vai estar 100% da vida dela esperando você

Vai estar o tempo todo pensando em você

A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo

Porque a vida não é certa

Nada aqui é certo

O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo

Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo

E só assim é possível chegar àquele momento do dia Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"

Quando na verdade Tudo o que Ele quer É que a gente encontre a pessoa errada

Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.

Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas ...


(Luís Fernando Veríssimo).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mensagem ao Partido realiza seminário nacional, em São Paulo, dia 13/12



A Mensagem ao Partido realiza no dia 13/12, em São Paulo, o seminário nacional que visa a retomada da nossa elaboração coletiva, após o intenso período eleitoral.


As mudanças no âmbito da economia e da política internacionais, bem como o mapa eleitoral, que resultou das eleições municipais e da necessidade da formulação de novas contribuições ao partido.


Essa iniciativa, ao mesmo tempo, visa avançar na organização do nosso movimento tendo em vista a renovação da direção partidária em todos os níveis, convocada para o ano que vem.


Desta forma convocamos, assim, as Coordenações Nacional, Estaduais e Municipais da Mensagem ao Partido para participar do seminário, que está aberto aos militantes petistas interessados em dialogar com o nosso movimento.


Seminário Nacional da Mensagem ao Partido.

Data: Dia 13 de dezembro, com início às 10h e término às 18h.

Local: Auditório do Sindicato dos Engenheiros de SP - Rua Genebra, 25. Centro - São Paulo - (Próximo à Câmara Municipal).


Manhã - 10h - A crise internacional e o Brasil

Debate a partir de exposição de Paul Singer e Marina Silva

Coordenação da mesa: Cida Diogo


Tarde - 14h - O PT frente a 2010

Debate a partir de exposição de Tarso Genro, José Eduardo Cardozo, Henrique Fontana e Joaquim Soriano

Coordenação da mesa: Janete Pietá

Comissão do Senado aprova proposta de aumento do número de vereadores

Conhecida como 'PEC dos Vereadores', já havia sido aprovada na Câmara.Artigo que restringe gastos ainda deve tramitar no Senado.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10) proposta para aumentar o número de vereadores nas câmaras municipais do país. O texto, uma proposta de emenda à Constituição de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), conhecida como "PEC dos Vereadores", já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta altera o número de vereadores e institui 24 faixas de composição das câmaras de vereadores, com objetivo de dar maior representatividade aos habitantes. A primeira faixa fixa o número de nove vereadores para o município de até 15 mil habitantes. A última faixa determina o número máximo de 55 vereadores para municípios com mais de oito milhões de habitantes.
Originalmente, a PEC também limitaria as despesas das câmaras municipais a percentuais sobre a receita anual do município. O artigo, no entanto, foi suprimido da proposta pelo relator, que decidiu separar os dois dispositivos - propôs a aprovação da parte que trata do número de vereadores e sugeriu a continuidade da tramitação da outra parte.

“É necessário reduzir as despesas das câmaras municipais, como é legítima a aspiração da sociedade brasileira, sem, entretanto, impedir as suas atividades fundamentais para a garantia da democracia na base de nosso sistema político”, disse César Borges.

Fonte: Agência Senado

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Cambuquira



Cambuquira é um refúgio em meio às montanhas do sul de Minas, a 950 metros de altitude. Sua fama nasceu da virtuosidade de suas águas. Ao todo são sete fontes, seis delas localizadas no complexo do Parque das Águas, principal atração turística da cidade. As qualidades terapêuticas das águas, associadas ao clima agradável da região, fazem de Cambuquira uma das mais importantes estâncias hidrominerais do Brasil. Um diferencial é relevante: apesar de especial, Cambuquira ainda se mantém deliciosamente pacata e pitoresca.
Um passeio por suas ruas arborizadas reflete isso. A tradução exata do termo "qualidade de vida" faz parte do dia-a-dia de seus moradores e visitantes. Acácias, quaresmeiras, ipês, amendoeiras, flamboyants e outras espécies espalham-se pelas vias e praças da cidade (felizmente um certo prefeito, com apelido de um doce, não conseguiu acabar com todas). Formam um mosaico natural de cores, completado pela Reserva Biológica de Santa Clara e pela Mata do Parque. Em Cambuquira o turista encontra a equação perfeita para o bem-estar do corpo e da mente.

Como se não bastasse todas estas características, a cidade é berço da melhor água do Brasil, segundo avaliação feita por uma equipe de especialistas reunidos pela revista Vip Exame (Editora Abril) em 1997. A "Água Cambuquira" ficou em segundo lugar na classificação geral, um pouco atrás da marca Ty Nant, do País de Gales. Participaram da bateria de degustação todas as marcas (nacionais e importadas) que circulam no mercado brasileiro. Como a Ty Nant é européia, podemos considerar, segundo a pesquisa da Vip Exame, que Cambuquira tem a melhor água no só do Brasil, mas de toda a América.


Engana-se quem pensa que Cambuquira é somente descanso. O município tem na Serra do Piripau um dos melhores pontos para a prática de vôo livre. Vários campeonatos, inclusive o Brasileiro de Paraglider, têm como cenário um local que não é berço só das águas, mas também de muita adrenalina.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

8 de dezembro de 1980: Lennon era assassinado

Imagine não haver o paraiso
É fácil se você tentar
Nem inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu
Imagine todas as pessoas
Viver por hoje
Imagine que não há nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só
Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens
Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só