
Será realizado em Cambuquira a 4ª Mostra Audivisual de Cambuquira. dedicado a Curtas Metragens no Espaço Sinhá Prado, antigo Cine Elite.

12 de maio: aniversário de Cambuquira
Cambuquira é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 13.066 habitantes. Faz parte do famoso Circuito das águas de Minas Gerais.
Sobre a origem da cidade, sabe-se que existia uma Fazenda, de nome Boa Vista, cuja sede ficava no Largo do São Francisco, que pertencia à três irmãs solteiras (Ana, Joana e Francisca da Silva Goulart), que ao morrerem, deixaram-na como herança para os escravos antigos do local, uma vez que não tinham herdeiros.
A família dona das terras onde se localiza Cambuquira, na verdade, e contrariando a versão passada erroneamente para sua população, inclusive nos bancos escolares, era Silva Lemes e não Silva Goulart, como assinavam as três senhoras citadas acima. Ana, Joana e Francisca eram filhas de José da Silva Lemes e de Rosa Maria Gularte (grafia original portuguesa para esse sobrenome de origem flamenga derivada de Gevaert). Além dessas mulheres, o casal ainda teve outros filhos, entre eles Vicente da Silva Lemes, considerado o patriarca dos diversos membros da família ainda existentes na cidade. Esses Lemes descendem da mesma família que chegaram em São Paulo em meados do Século XVI, vindos da Ilha da Madeira, para onde foram os primeiros membros da família descendentes do belga Martim Lems.
Logo, suas águas minerais foram descobertas, o que atraiu muitas pessoas em busca das curas atribuídas a elas. Os escravos dificultaram o quanto puderam, temendo perder suas posses.
No entanto, em 1861, a Câmara Municipal de Campanha, efetuou a desapropriação das terras, considerando-as de utilidade pública. O local foi liberado para visitação, o que permitiu o desenvolvimento do povoado nos arredores. Em 1872, fundou-se o Arraial de Cambuquira, erigido em distrito de Campanha. Em 1894 foi inaugurada a Estrada de Ferro e a cidade começou a ser povoada.
Cambuquira foi decretada (Decreto nº 2528) município no dia 12 de maio de 1911, tendo como primeiro prefeito Dr. Raul de Noronha Sá. Nas décadas seguintes, o turismo cresceu no ritmo das outras estâncias, até ser elevada oficialmente ao título de Estância Hidromineral, em 1970.
Grande parte dos municípios do Sul de Minas, onde se localiza Cambuquira, tiveram origem em povoados que se desenvolveram em torno da busca do ouro, acampamento de tropeiros, entre outros fatores. As cidades do Circuito da Águas nasceram por motivo das águas medicinais existentes nesses locais. Assim também foi Cambuquira. Esta cidade surgiu devido a descoberta no local de diversas fontes "gasosas", e a cidade cresceu a partir delas.
Essa pequena Estância Hidromineral foi uma das primeiras cidades projetadas do estado, com ruas largas, calçadas amplas, diferenciando-a de cidades mais antigas como Campanha, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações e outras. Todas essas, hoje, com problemas de tráfego devido às vielas que as traçam.
Com base da economia na cultura do café e no turismo, Cambuquira possui um excelente artesanato em crochê, arranjos com vegetais desidratados, doces caseiros, mel, rapaduras, cachaça e queijos.
Fruto de sucessivas má administrações Cambuquira veio aos poucos perdendo seu potencial turístico e o Parque das Águas, principal ponto turístico da cidade não oferece mais qualquer atrativo.
Como Cambuquirense não posso deixar de lamentar o que ocorre na cidade, jovens sem perspectivas de futuro, comerciantes sofrendo com a falta de circulação monetária e a Prefeitura não buscando qualquer alternativa para a melhoria do município.

Quase 4 milhões de mulheres fizeram aborto no Brasil nos últimos 20 anos. O número faz parte de um relatório elaborado por universidades de Brasília e do Rio de Janeiro. O estudo concluiu que mais da metade delas é católica.
O levantamento é fruto da análise de todos os estudos científicos publicados no país sobre o assunto nesse período. De acordo com os pesquisadores, o perfil das brasileiras que fizeram aborto surpreendeu.
Em sua maioria, o grupo não é formado por adolescentes, mas por mulheres entre 20 e 29 anos. Mais da metade se declarou católica. E mais de dois terços já têm filhos. A maior parte optou pelo aborto como forma de planejamento familiar.
Por amostragem, concluiu-se ainda que quase 4 milhões de mulheres interromperam a gravidez nas duas últimas décadas no Brasil. Segundo o estudo, essas brasileiras têm relacionamento estável e o homem costuma participar ativamente da decisão.
O relatório cita estudos que identificaram uma mudança na forma de fazer aborto. A partir da década de 90, em vez de procurar clínicas clandestinas ou aplicar injeções, as mulheres passaram a optar pelo uso de remédios e de chás que interrompem a gestação. Esses métodos são menos invasivos, mas também oferecem risco.
Segundo Deborah Diniz, uma das coordenadoras da pesquisa, diante desses dados, é preciso dar um novo enfoque à discussão do aborto.
O Ministério da Saúde e a Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB) se disseram preocupados com essas informações.